Sem Pingo de Vergonha

Os trabalhadores do Pingo Doce, Grupo Jerónimo Martins, vão através do banco de horas trabalhar às 6:30 da manhã, estar em contacto com centenas de clientes; acordar às 4:30 e 5 da manhã, ir de transportes, regressar a casa às 13 horas, onde chegarão às 14:30, altura em o Governo os obriga a estar recolhidos e confinados “para evitar contágios”. Que o Grupo faça isto e o Governo o permita não me surpreende, mas não há sindicatos?

Adenda: o Pingo Doce acaba de anunciar que cancelou a abertura às 6:30. Não posso deixar de publicar o comunicado da mesma empresa como apanágio da total falta de noção e respeito pelos seus trabalhadores: “Face às múltiplas interpretações, também de implicação política, que têm vindo a ser feitas e veiculadas ao longo das últimas horas e ao nível da discussão pública gerada, o Pingo Doce informa que os horários habituais das suas lojas se manterão inalterados”. Traduzido por miúdos: não queremos saber da vida dos nossos trabalhadores, o que não gostamos é de má publicidade…Não perder porém de vista o mais importante: o supermercado vai estar aberto em pleno recolher obrigatório das 8 às 22 horas, sábado e domingo, quando nem numa situação normal sem pandemia devia estar aberto porque os fim de semanas devem ser para repousar e usufruir de tempo criativo e ócio. Na Alemanha onde estou fecham às 8 da noite e ao Domingo o dia todo. Mesmo assim, acho demasiado.

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