Vêm aí os Russos

Não percam o documentário ontem na CNN sobre Zellensky, à noite, pelas 21 horas, mais ou menos. Nada do que foi ali dito justifica uma invasão da Rússia, reitero que só no quadro da disputa interimperial se pode entender (não justificar) este conflito, os EUA armam oficialmente a Ucrânia, portanto estão em guerra por interposto país. O que fazer? Tentei contribuir para essa questão num artigo no Jornal I com o mesmo título. Feito este introito, o documentário, ainda por cima da CNN, é imperdível: Zellensky é um arrivista social, que tem um talkshow, na televisão de um oligarca ucraniano que é dono do canal privado, oligarca em fuga do país por desvio de fundos. Juntos criam um Partido com o mesmo nome do talkshow, e a última temporada do talkshow decorre durante as eleições! Melhor é impossível.

O grau de infantilização e desprezo pelos cidadãos não podia ser maior, não admira que a Ucrânia esteja, a par da Rússia, no fim dos índices democráticos internacionais todos. Zellensky ganha o concurso, perdão, as eleições. E soma escândalos. Está no Panama Papers; somam-se os membros do Partido e oligarcas a receber luvas, ele coloca-os em directo com um detector de mentiras para tentar provar que não receberam luvas; é colocada em público, por um jornalista, a gravação – sem possibilidade de desmentir – da conversa de Zellensly e Trump, onde Trump lhe promete 400 milhões em armamento em troca de Zellensky vigiar os negócios do filho de Biden na Ucrânia. Às vezes não sabemos se é um documentário do “líder do mundo livre” ou um capitulo do filme O Padrinho. E na CNN! A decadência máxima do capitalismo mundial, é de ficar de boca aberta. Zellensky fica aliás de boca aberta várias vezes quando é confrontado com os escândalos de corrupção, mas não se deixa abalar. Faz mais uma selfie – não estou a brincar. É ver para crer.

O documentário ignora olimpicamente o apoio do governo ucraniano à extrema-direita, a proibição da língua russa e ensino apoiada por Zellensky (falada por 45% dos ucranianos), passa ao de leve nas manifestações, antes da guerra, de ucranianos russos contra Zellensky, e explica, sem dúvida, que havia uma guerra civil no Donbass desde 2014 com 14 mil mortos – aliás admitida no discurso de tomada de posse de Zellensly que discursa dizendo que será a sua principal missão, acabar com a guerra num Donbass. O homem que agora viu o seu país transformado num palco de guerra interimperial, destruído na zona leste, com 4 milhões de pessoas em fuga. E que promete continuar a “resistir”, e acusa a NATO e UE de serem uns cobardes porque não aceitam uma terceira guerra mundial. Sim, todos os dias o comediante pede uma guerra nuclear, e aparece em capas de jornais ocidentais como o novo Churchill…A mesma NATO que armou, treinou o seu exército. Ele estava convencido que a NATO estava ali para defendê-lo, não percebendo que a NATO, por agora, luta na Ucrânia, para levar os seus países para a guerra vai ser preciso mais desespero económico. O comediante esqueceu-se que a vida não é um programa de TV. Achou, porventura, que as imagens da destruição e sofrimento eram suficientes para a NATO lançar bombas nucleares, esqueceu-se de duas coisas – a primeira é que para levar os povos europeus para uma guerra vai ser preciso mais do que fotos de prédios a cair, porque aqui deu-se a II Guerra Mundial, sabemos, de memória, o que é a barbárie. Morreram 80 milhões de pessoas nessa guerra. A segunda é que a NATO não se sensibiliza com fotos, de outra forma já tinham feito algo na Palestina, no Iémen, na Síria. As guerras dos impérios não são feitas para parar o sofrimento humano, mas para disputar matérias primas. Se Zellensky lesse qualquer coisa de história em vez de filmes do instragram talvez não se tivesse desiludido tanto.

Zellensky não conseguiu impedir que o seu país se tornasse um ringue de boxe mortal entre os EUA, a UE e a Rússia (o que sejamos sinceros não teria sido tarefa fácil, porque nem os EUA nem a Rússia abdicam das riquezas em jogo), e isso é dado como um caso de sucesso – todo o argumento do comentário, cito, é o “fantoche” de um oligarca e do Ocidente que se transformou num brilhante estadista. Como? Agora vem a cereja no bolo do documentário. Porque todo o enredo é a explicar que Zellensky é genial, ele é o primeiro presidente “infuencer” que ganhou o coração dos ucranianos com filmes no instragam às 7 da manhã a dizer “bom dia” e a fazer jogging. Ide ver, e que com muitas selfies passou pelos escândalos de corrupção e sobreviveu.

A quem venha aqui explicar-me que a Rússia é uma ditadura reitero, o inimigo do meu inimigo não é meu amigo. Já escrevi em livro amplamente sobre a ditadura na Rússia, e a sua história, na altura em que o Ocidente gostava da ditadura e a incentivava – fazia parte dos negócios. O Estado russo não salvará os ucranianos do Estado ucraniano, e são os russos, com os ucranianos, que poderão pôr fim a esta guerra, e não vai ser com o apoio de ambos os Estados – só os povos podem conquistar a paz, contra as guerras feitas por Governos. Nenhuma liberdade é conquistada com bombas. Agora, que o auto-proclamado Ocidente tenha transformado este Berlusconi das redes sociais, que está a ver o seu país devastado, num Churchill diz muito. Diz muito não sobre o comediante influencer, mas sobre o estado a que chegaram os Estados do Ocidente, que provocaram ou não impediram, e ainda armam esta guerra (sem nos consultar) em nome de, imaginem, “valores democráticos”. Não fosse a imensa tragédia humana e o sofrimento atroz a que assistimos naquele povo ucraniano e, depois destas linhas, penso até como seria um talkshow com todos os líderes destes governos, da Rússia, Ucrânia, UE e EUA. Podia chamar-se “Vêm aí os Russos”. Um dia no futuro, sem mais ameças de guerra e guerras, poderemos colocar a realpolitik no caixote de lixo da história e fazer disto um talkshow. E rir-nos, olhando cada uma destas personagens, do legado do capitalismo.

PS: Na minha Breve História da Europa há um capítulo sobre a revolução russa, outro sobre a contra revolução estalinista, a II Guerra, a queda do Muro e um capítulo de conclusão sobre o papel da Rússia na Europa.

Advertisement

5 thoughts on “Vêm aí os Russos

  1. …em Portugal também elegeram um presidente -filho de um fascista que eram servidos pela escravatura dos moçambicanos … logo, e a meu ver, um fascista e racista- que fazia “teatro” nas tvs.
    Votaram também em governos socialistas que levam as familias e empresas à ruina… mas continuam a defender este tipo de socialismo… que é um socialismo que nada tem a ver com a essência com o qual foi criado. Este tipo de socialismo é exactamente o das ditaduras e extremismos sectários… e os mass média defendem tudo este “novo normal”

  2. Não percam o documentário ontem na CNN sobre Zellensky, à noite, pelas 21 horas, mais ou menos.
    1) “Nada do que foi ali dito justifica uma invasão da Rússia, reitero que só no quadro da disputa interimperial se pode entender (não justificar) este conflito, os EUA armam oficialmente a Ucrânia, portanto estão em guerra por interposto país.” // A invasão é, portanto, “compreensível”

    2) “Zellensky é um arrivista social, que tem um talkshow, na televisão de um oligarca ucraniano que é dono do canal privado, oligarca em fuga do país por desvio de fundos. juntos criam um Partido com o mesmo nome do talkshow, e a última temporada do talkshow decorre durante as eleições!” // Muito diferente do nosso presidente que, não sendo um arrivista social mas sim um social de boa cepa, aparecia num canal privado, detido por um empresário (já a ouvi dizer que é o nome dado aos oligarcas no ocidente) em que ambos militavam (ou militam, não sei bem), e mais diferente ainda do Sr. Putin que não era comediante, mas sim um sólido e sério funcionário do KGB, sem ligações a oligarcas (não precisa, ele mesmo é um) e sem nada de arrivista.

    3) “O grau de infantilização e desprezo pelos cidadãos não podia ser maior, não admira que a Ucrânia esteja, a par da Rússia, no fim dos índices democráticos internacionais todos.” // A par da Russia? Deve-se ter distraido ao escrever isto, é que assim a invasão perde um pouco da força moral que tem procurado dar-lhe em cada documento que publica. Sim, tem. Quem repete tão letra à letra o que diz o Sr, Putin.

    4) “Zellensky ganha o concurso, perdão, as eleições.” // Boa! Um bocadinho de ironia, mesmo fraca, cai sempre bem.

    5) “E soma escândalos. Está no Panama Papers;” // Ele e mais quem? E o que significa “está no Panamá Papers”? Com que quantias, vindas de onde. A Raquel investigou ou j+á agorq fica a insinuação?

    6) “somam-se os membros do Partido e oligarcas a receber luvas, ele coloca-os em directo com um detector de mentiras para tentar provar que não receberam luvas; “ // Ele presidente ou ele apresentador de talk show? E quando? É que não é a mesma coisa, apesar de tudo. Julgo que é historiadora, e isto das cronologias pode ser importante, baralhar os tempos e os papeis dos intervenientes dá má nota,

    7) “é colocada em público, por um jornalista, a gravação – sem possibilidade de desmentir – da conversa de Zellensly e Trump, onde Trump lhe promete 400 milhões em armamento em troca de Zellensky vigiar os negócios do filho de Biden na Ucrânia.” // Estranho que esta gravação não tenha aparecido antes, no tempo do Trump, (mas posso ser eu que nãi dei por ela), mas a questão não é se Trump lhe ofereceu, é se ele aceitou.

    8) “Às vezes não sabemos se é um documentário do “líder do mundo livre” ou um capitulo do filme O Padrinho. E na CNN! A decadência máxima do capitalismo mundial, é de ficar de boca aberta. Zellensky fica aliás de boca aberta várias vezes quando é confrontado com os escândalos de corrupção, mas não se deixa abalar. Faz mais uma selfie – não estou a brincar. É ver para crer.” // Sim, em matéria de selfies talvez tenha vindo cá aprender. E eu acredito, não preciso ir ver, em selfies acredito, já vi muitas aqui, na nossa terra.

    9) “O documentário ignora olimpicamente o apoio do governo ucraniano à extrema-direita” // bem como o apoio de Putin à extrema esquerda por todo esse mundo. Vá lá, também posso brincar.

    10) “ a proibição da língua russa e ensino apoiada por Zellensky (falada por 45% dos ucranianos),” // sim, também acho mau isso de proibir as pessoas de falar russo, mas ainda assim gostaria de conhecer os termos e as práticas resultantes dessa proibição. E nisto de proibição de falar linguas, talvez os Ucranianos tenham aprendido com os russos o que, como a Raquel diz, não justifica mas permite entender. Mas sou contra, totalmente-

    11) “passa ao de leve nas manifestações, antes da guerra, de ucranianos russos contra Zellensky, e explica, sem dúvida, que havia uma guerra civil no Donbass desde 2014 com 14 mil mortos – aliás admitida no discurso de tomada de posse de Zellensly” / / Aliás admitida? Ninguém, que eu saiba, negou existência dessa guerra que não era feita às escondidas, como alguém está agora a igmorar o envolvimento directo de militares russos na mesma.

    12) que discursa dizendo que será a sua principal missão, acabar com a guerra num Donbass.” // É verdade não acabou, mas, como diz o ditado, são precisos dois para dançar.

    13) “O homem que agora viu o seu país transformado num palco de guerra interimperial, destruído na zona leste, com 4 milhões de pessoas em fuga. E que promete continuar a “resistir”, e acusa a NATO e UE de serem uns cobardes porque não aceitam uma terceira guerra mundial. Sim, todos os dias o comediante pede uma guerra nuclear” // esta é feia, muito freia, desonesta mesmo, senhora Doutora: primeiro “o comediante”, ok fica consigo; segundo, “resistir”, entre aspas? Então, se não é resistir diga o que é; terceiro, “todos os dias o comediante pede uma guerra nuclear”, nunca tal ouvi, o que pede provavelmente desencadeá-la mas nunca se ouviu “o comediante” como lhe chama pedir tal coisa. Aliás, estarei enganado, quem insinua ameças desse tipo é o muito seu, Sr. Putin.

    14) “Achou, porventura, que as imagens da destruição e sofrimento eram suficientes para a NATO lançar bombas nucleares, esqueceu-se de duas coisas – a primeira é que para levar os povos europeus para uma guerra vai ser preciso mais do que fotos de prédios a cair, porque aqui deu-se a II Guerra Mundial, sabemos, de memória, o que é a barbárie. Morreram 80 milhões de pessoas nessa guerra.” // Raquel, fica-lhe mal. Aqui, onde está, sabemos de ouvir falar, enquanto os Ucranianos sentiram na pele os tanques alemães que lhes deixaram cerca de 7 milhões (fui ver na net, não sei se está certo) sem vida. E não há só imagens de prédios caídos. Se reparar bem, há milhares, milhões de mulheres e crianças em fuga e a viver em condições deploráveis, e aqui e ali alguns mortos. Talvez esteja a ver a televisão russa, não sei, mas se vir outros canais, verificará que o que lhe digo é verdade (e não me venha dizer que até escreveu um texto a ensinar como se devem tratar os refugiados, eu sei que escreveu, cncordo com o que disse (talvez não tudo e não com a forma) e agradeço: Obrigado Raquel, por me ensinar a ser bom de forma correcta.

    15) “A segunda é que a NATO não se sensibiliza com fotos, de outra forma já tinham feito algo na Palestina, no Iémen, na Síria. As guerras dos impérios não são feitas para parar o sofrimento humano, mas para disputar matérias primas. Se Zellensky lesse qualquer coisa de história em vez de filmes do instragram talvez não se tivesse desiludido tanto.! // A Nato não se sensibiliza com fotos? É como a Raquel, já viu muito.

    16) Zellensky não conseguiu impedir que o seu país se tornasse um ringue de boxe mortal entre os EUA, a UE e a Rússia (o que sejamos sinceros não teria sido tarefa fácil, porque nem os EUA nem a Rússia abdicam das riquezas em jogo), e isso é dado como um caso de sucesso – todo o argumento do comentário, cito, é o “fantoche” de um oligarca e do Ocidente que se transformou num brilhante estadista. // Aqui, a escrita saiu-lhe confusa. Deixe lá, acontece, sobretudo quando o que comanda a pena é assim uma raiva contra alguém que nos sobe das tripas.

    17) Como? Agora vem a cereja no bolo do documentário. Porque todo o enredo é a explicar que Zellensky é genial, ele é o primeiro presidente “infuencer” que ganhou o coração dos ucranianos com filmes no instragam às 7 da manhã a dizer “bom dia” e a fazer jogging. Ide ver, e que com muitas selfies passou pelos escândalos de corrupção e sobreviveu. // pois, acontece muito por aí. Se passar a ser motivo compreendermos as invasões que condenamos…

    18) A quem venha aqui explicar-me que a Rússia é uma ditadura reitero, o inimigo do meu inimigo não é meu amigo. Já escrevi em livro amplamente sobre a ditadura na Rússia, e a sua história, na altura em que o Ocidente gostava da ditadura e a incentivava – fazia parte dos negócios // desculpe, mas amplamente não me parece que possa ser a palavra certa. E que mais abaixo, no PS (Post Scriptum, nada de confusões) diz que escreveu uma Breve História da Europa. Ou é breve, ou é ampla.

    19) O Estado russo não salvará os ucranianos do Estado ucraniano, e são os russos, com os ucranianos, que poderão pôr fim a esta guerra, e não vai ser com o apoio de ambos os Estados – só os povos podem conquistar a paz, contra as guerras feitas por Governos. // Ok, é bonito, mas como devem fazer para o conseguir?

    20) Nenhuma liberdade é conquistada com bombas. Agora, que o auto-proclamado Ocidente tenha transformado este Berlusconi das redes sociais, que está a ver o seu país devastado, num Churchill diz muito. // É. É uma comparação abusiva. Mas não a imaginava tão admiradora do Churchill.

    21) Diz muito não sobre o comediante influencer, mas sobre o estado a que chegaram os Estados do Ocidente, que provocaram ou não impediram, e ainda armam esta guerra (sem nos consultar) em nome de, imaginem, “valores democráticos”. Não fosse a imensa tragédia humana e o sofrimento atroz a que assistimos naquele povo ucraniano e, depois destas linhas, penso até como seria um talkshow com todos os líderes destes governos, da Rússia, Ucrânia, UE e EUA. Podia chamar-se “Vêm aí os Russos”. Um dia no futuro, sem mais ameças de guerra e guerras, poderemos colocar a realpolitik no caixote de lixo da história e fazer disto um talkshow. E rir-nos, olhando cada uma destas personagens, do legado do capitalismo. // Acho que era mais um “Big Brother dos famosos”

    22) PS: Na minha Breve História da Europa há um capítulo sobre a revolução russa, outro sobre a contra revolução estalinista, a II Guerra, a queda do Muro e um capítulo de conclusão sobre o papel da Rússia na Europa. // E é certamente, porque aí tudo fica claro que não sente necessidade de falar do Putin e da Russia de hoje.

    PS: Esta, vem da Aministia Intenacional que costuma citar como fonte credível. Merece-lhe algum comentário? // “ A invasão russa da Ucrânia é uma “repetição” da situação na Síria, com uma “multiplicação de crimes de guerra” após um mês de conflito, alertou na segunda-feira a Amnistia Internacional (AI) na apresentação do seu relatório anual.

  3. “O que está a acontecer na Ucrânia é uma repetição do que vimos na Síria”, realçou à agência France Presse (AFP) a secretária-geral da Organização Não-Governamental (ONG), Agnès Callamard.

    “Estamos [a assistir] a ataques intencionais a infraestruturas civis, casas ou bombardeamentos de escolas”, sublinhou, acusando a Rússia de permitir que corredores humanitários se transformem em “armadilhas de morte”.

    Segundo Marie Struthers, diretora da Amnistia Europa Oriental e Ásia Central, os investigadores desta ONG documentaram durante dez dias na Ucrânia o uso “das mesmas táticas usadas na Síria ou na Chechénia”, incluindo ataques contra civis e o uso de armamento proibido pelo direito internacional.

    A responsável, que falava na África do Sul, dirigiu-se às cerca de 20 nações africanas que, no início de março, se abstiveram durante a votação de uma resolução das Nações Unidas, que pedia a retirada das forças russas, insistindo que “perante a Rússia, não pode haver neutralidade”.

    “O que está a acontecer na Ucrânia é uma repetição do que vimos na Síria”, realçou à agência France Presse (AFP) a secretária-geral da Organização Não-Governamental (ONG), Agnès Callamard.

    “Estamos [a assistir] a ataques intencionais a infraestruturas civis, casas ou bombardeamentos de escolas”, sublinhou, acusando a Rússia de permitir que corredores humanitários se transformem em “armadilhas de morte”.

  4. Esqueci-me de colocar o link, aqui fica brasil.elpais.com/brasil/2019/11/20/internacional/1574205069_966427.html

  5. Pingback: 'Vêm aí os Russos' • VILA NOVA

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s