Desemprego e Precariedade

Nos últimos anos tem sido explicado aos portugueses que “é preciso flexibilizar o mercado de trabalho para criar competitividade e essa competitividade iria provocar crescimento e o crescimento acabava com o desemprego”. Na verdade foi dito sempre aos sindicatos que ia-se flexibilizar o trabalho, isto é, desempregar pessoas para…criar emprego.

Isto não tem qualquer base científica, como é óbvio. Mais precaridade significa mais desemprego – é aliás por isso que se promove a precariedade, para poder desempregar sem limites. E mais desemprego significa baixar os salários todos, dos empregados e dos desempregados. E, finalmente, baixos salários significa baixa produtividade. Ou alguém que perceba o mínimo de economia política acha que os trabalhadores sem incentivo salarial vão trabalhar bem?
Fico, não o referi porém neste curto programa mas deixo-o aqui em nota, também espantada quando vejo a oposição dizer que é “preciso crescer para criar emprego”. Portugal tem crescido nas últimas décadas a criar desemprego e precariedade. Mesmo em crise há muitos empresas a crescer com base no pagamento de salários abaixo do limiar de pobreza da ONU.
A política urgente que precisamos é justamente o contrário, maximização do emprego, é preciso criar emprego e assim crescemos. Continua-se a fugir neste jogo de espelhos à questão mais importante – o pleno emprego, redução do horário de trabalho para todos sem redução salarial.

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