THE PORTUGUESE REVOLUTION and workers control

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THE PORTUGUESE REVOLUTION, the process popularly known as the “Carnation Revolution” that lasted from 25 April 1974 to 25 November 1975, took place against a backdrop of military humiliation in defeat by peasant guerilla movements in the Portuguese colonies of Guinea-Bissau, Angola and Mozambique. However, an analysis of four distinct types of social conflicts-strikes; demonstrations; occupations of factories, other workplaces, and public services; and occupations of vacant houses – suggests that class struggle within Portugal was the essential dynamic of the Revolution. Revolution came to Portugal through an active workers’ movement against fascism within the context of a global economic crisis. Working people had decided it was time for democratic change.

http://www.lltjournal.ca/index.php/llt/article/view/5760/6621

 

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As Nacionalizações em 1974-1975

Na História do Povo na Revolução Portuguesa defendi a tese de que as nacionalizações tiveram um carácter contraditório – por um lado significaram uma derrota para os sectores da burguesia que dominavam o sistema financeiro e produtivo mas, por outro lado, o carácter do Estado não se alterou e as nacionalizações foram uma forma de pôr fim ao controlo operário na Banca, retirando aos trabalhadores e colocando no Estado esse controlo, tese que, descobri só há cerca de um ano, e referi em livro, o próprio João Martins Pereira, secretário de Estado da indústria, tinha aflorado como possível. Deixo aqui um resumo de 4 páginas de um longo capítulo que desenvolvi em livro sobre o controlo operário e as nacionalizações.
Pode parecer a muitos uma discussão abstracta mas é de fulcral importância para os historiadores – dar poder ao Estado é muito diferente de tomar o poder do Estado, como sabemos os que estudamos revoluções no século XX. É por isso possível que, contraditoriamente, as nacionalizações tenham retirado poder aos trabalhadores, num modelo de regime bonapartista – MFA, IV Governo – que na aparência e com concessões aos trabalhadores parecia um regime dos trabalhadores, mas na essência foi a forma que a burguesia portuguesa encontrou para salvar os seus capitais – abdicar deles transitoriamente, mantendo o poder político no Estado. Ao contrário do que então advogava o PCP e o PS, os trabalhadores não tinham o poder político e do Estado e faltava-lhes o poder económico, tinham, como escreveu Valerio Arcary de forma acutilante, o poder económico, com o controlo operário nas fábricas, empresas, escolas e habitações, mas faltava-lhe so poder político, que de-legaram no MFA e nos partidos.
Publicado na revista da Associação de Professores de História.
“Na verdade, cremos, como refe- rimos, que em parte a nacionaliza- ção de algumas empresas é levada a cabo não só por razões objeti- vas, para evitar a fuga de capitais e a falência do País – controlo sobre o investimento –, como para evi- tar o desenvolvimento do controlo operário que introduzia uma situação de dualidade de poderes. Este proces- so levou à rutura da coligação PS-PCP e ao progressivo desmembramento do MFA, porque a situação social po- larizava-se impedindo a estabilização de um governo de carácter frentista (governo de salvação nacional).”
Artigo resumido neste link

Amphora – pp. 26 e 27 (Nacionalizações) (1ª parte)

Amphora – pp. 26 e 27 (Nacionalizações) Amphora – pp. 28 e 29 (Nacionalizações) (2ª parte)

The Historiographical Debate on the Meaning of the Carnation Revolution 1974-1975

  • VARELA, Raquel, “The Historiographical Debate on the Meaning of the Carnation Revolution 1974-1975”, In Берегиня. 777. общество, политика, экономика. Научный журнал, Coba, nº 1, 2014, pp. 168-186. PDF here in this link Raquel Varela-2