E, no entanto, move-se

O Presidente do Siri Lanka acaba de fugir perante massas de gente sem comida, electricidade e o mais básico para viver; na Holanda estradas cortadas pelos agricultores multiplicam-se, greves previstas na ferrovia; na Inglaterra a maior greve em 30 anos teve lugar nos caminhos de ferro e os médicos do NHS avisaram que serão os próximos; no Equador está em curso uma revolta contra a inflação. Vários sindicatos por essa Europa fora já impuseram aumentos idênticos aos da inflação e ganharam. Os jornais falam de escândalos, boatos de corredores, amantes, e festas. É a pequena política. A grande política está aí, porém. A história regressa. Quando tantos avisavam, sempre precipitadamente escorregando nos seus desejos, que a terra estava parada e tudo girava à volta de Lagarde, Putin, Biden, Johnson. O mundo do trabalho dá – por agora, ainda, apenas um ténue aviso – de que há quem faça mover o mundo e não tenha poder, e há quem tenha poder e seja um obstáculo à vida de milhões.

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