9 thoughts on “Sobre a Guerra da Ucrânia

  1. Com um painel destes é preciso ter muita coragem e convicções para suportar um autêntico cerco. É bem a imagem da nossa “comunicação social” manipulada e propagandística.

  2. Minha cara senhora, partilho integrallllmente de toda a sua opinião, no entanto, pela propaganda a que tenho assistido, em que já houve quem apelidasse Generais do Exército de traidores, arrisca dizer-lhe que ainda se arrisca ser julgada por delito de opinião. Neste país, a ideia de democracia é andar no meio do rebanho.

  3. Pingback: Sobre a Guerra da Ucrânia – Lusotopias

  4. Estava e esteve perfeita, senti um enorme orgulho ao vê-la. Surpreendeu-me a sua capacidade para lidar com a adversidade, é muito difícil naquele ambiente hostil seguir imperturbável e a Raquel conseguiu fazê-lo. Do outro lado vi a irritação que acompanha a ignorância, vi também a mediocridade implícita da falta de seriedade intelectual. A “moderação” é muitas vezes a mascara da posição dominante, o cinismo da indignidade envergonhada é absolutamente insuportável, que apareçam os desonestos, que apareçam os insensatos. A má educação é sempre uma enorme indelicadeza ainda no programa desta semana Inês Pedrosa voltou a ser insidiosa na forma como a abordou, enfim…

  5. A Joana queria estar com o João. A Joana está a ser violada pelo Joaquim

    Argumentos

    O Joaquim está agora a violar a Joana, mas porque se sentiu ameaçado pelo João, é preciso entender o contexto

    O Joaquim está a violar a Joana, mas tem uma bomba no bolso e vamos deixar andar senão morremos todos

    O Joaquim está a violar a Joana, mas não me vou preocupar selectivamente agora com este caso, também violaram a Teresa a Andreia e a Patrícia e ninguém ligou

    Está bem, condeno a violação, mas a verdade é que aquele João não era também grande coisa, todos sabem, a Joana estava iludida, agora que pague

    Não gosto nem do Joaquim nem do João, a Joana também não presta, o que devia era a gostar do Pedro, esse sim, não me interessa o resultado do que se passar, vou apregoar que o Pedro é que merece ser amado

    A Joana está a ser violada pelo Joaquim, mas agora veio defende-la o Armando, que nem quer saber de nada a não ser treinar-se nas artes marciais, ninguém pode com ele, é um bárbaro, estou muito preocupado com isto agora

    O Rogério que está a defender a Joana já foi artista de circo e comia espadas a arder pela garganta para ter aplausos, não me sinto bem com isto, devia ser um intelectual, que tivesse uma visão como a do Pedro

    Quem beneficia com esta violação da Joana é o Serafim, da farmácia, que só quer lucrar, o melhor é a Joana deixar andar senão vai precisar de comprar ainda mais coisas lá

  6. Pingback: Alguém ajude a Raquel Varela – Aventar

  7. É confrangedor a superficialidade da análise efetuada pelos demais colegas de painel.
    O programa vale pela Raquel. Agradeço a partilha.

  8. Bem-haja Drª Raquel!
    Claro que é mais fácil ser-se demagógico e hipócrita quando se fala só para o coração, como se as coisas fossem só a preto e branco, como fazem os restantes membros do painel do programa. Porém, o mais difícil é ligar o coração à mente, para não cairmos nas armadilhas de quem ajudou a lançar lenha para a fogueira e nada fez para acalmar os ânimos e apagar o fogo. Efetivamente, há muito que se sabia das intenções megalómanas, imperialistas e bélicas de Putin de se armar até aos dentes para reconquistar o velho império soviético, ou não fosse a anexação da Crimeia, em 2014, o último sinal dado nesse sentido. Que eu saiba, não houve tantos corações a preocuparem-se com a destruição e a crise humanitária na Crimeia, ou antes disso, na guerra civil na Síria e no Iraque, onde morreram milhares de pessoas e de onde fugiram tantos refugiados sírios e árabes para a Europa, numa onda migratória que não se via desde a Segunda Guerra Mundial. De igual modo, nem a União Europeia e a Nato se mostraram tão preocupados e críticos da situação, exceto quando perceberam que estava em causa a sua própria segurança e interesses, intervindo à boleia desses países e das fações terroristas que apoiaram, através do que alguns analistas políticos chamaram de “guerra por procuração”. Na Síria, também a Rússia e o Irão intervieram ao lado do regime de Bashar al-Assad. Isto não quer dizer que o crime de guerra na Ucrânia não seja condenável, pelo contrário, todas as guerras são condenáveis e os seus responsáveis devem ser julgados e condenados por isso. As guerras têm de ser evitadas e as nações têm de encontrar outras formas pacificas de entendimento e cooperação! Mas polarizar o problema atiçando ainda mais o ódio de uns contra o ódio de outros é sempre a melhor maneira de esconder as responsabilidades de todos no processo, sobretudo daqueles que ficaram a assistir esperando que a Rússia atacasse a Ucrânia, sacrificando milhares de refugiados e de mortos, vidas desfeitas e vidas perdidas, usando-os para que fizessem o trabalho sujo e duro numa guerra que desejaram, mas na qual não lhes deu jeito intervir. Contudo, é justamente sobre isto que os media não falam e discutem, e nem os parceiros europeus e americanos querem ouvir falar. Mea culpa!
    Sobre a visão dos outros membros do painel do programa, esperava uma atitude de respeito e uma visão mais informada e discernida da realidade, com argumentos fundamentados e não balofos e gratuitos. Também compreendo que nem todos estão à altura de muita lucidez de espirito, inteligência e coragem para analisar e compreender as coisas no seu todo e não apenas em parte. A desinformação acontece dos dois lados: os que contam mentiras e os que escondem a verdade.

  9. “Políticos, agências publicitárias (incluindo as redes), e quaisquer grupos interessados em promover a sua agenda particular, aproveitam este desenho para exaltar a emoção sobre a razão e sobrepor o pensamento de grupo ao crítico”. 
    Leda Muñoz, professora da Universidade da Costa Rica, 2021

    “Numa democracia, as emoções têm um papel decisivo e tudo as favorece, enquanto a necessidade da razão tem uma vida difícil. As emoções moldam a opinião pública com facilidade, e a razão, não.”
    Pacheco Pereira, Jornal Público, 10 de março de 2022.

    Dos companheiros de painel exigia-se mais. Básicos!

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