Conselho científico da FCSH Universidade Nova de Lisboa

Hoje o conselho científico da FCSH Universidade Nova de Lisboa pronunciou-se oficialmente sobre os alegados erros no meu CV noticiados por Samuel Silva no Público e pelo IHC concluindo o que eu sempre tinha afirmado publicamente – nunca houve qualquer tentativa de empolar o meu CV ou fraude. Foi um mês de assédio na praça pública de contornos inéditos no país contra uma Académica. Uma campanha infame, onde prevaleceu a violência psicológica e o desrespeito pelos juris que me avaliaram, e a quem cabe avaliar-me. Obrigada a todos os que, da forma mais decente e respeitadora, nunca puseram em causa o meu bom nome. A solidariedade que recebi foi muito superior ao bullying, essa é a única parte decente desta história – a quantidade de pessoas que, apesar de bombardeadas com as maiores calúnias e falsidades, nunca cederam ao assédio, porque foi e é disso que se trata.

O comunicado oficial:

“Na sequência de uma comunicação do Instituto de História Contemporânea que identificava alegados erros no CV da investigadora Raquel Varela, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCSH) decidiu indicar dois elementos do Conselho Científico para proceder à avaliação formal da validade da lista de publicações constantes no CV, da sua bibliometria e correção na referenciação bibliográfica.A informação, entregue esta quarta-feira, dia 20 de outubro de 2021, ao Conselho Científico, conclui que não existe matéria que comprometa a integridade da componente bibliométrica do CV em causa.A salientar, da análise efetuada:1. Do CV de Raquel Varela constam 82 artigos listados, dos quais 36 publicados entre 2016 e 2021 e 30 publicados em revistas indexadas na ISI Thompson, na Scopus e na CAPES Qualis A;2. Raquel Varela é autora ou editora de todas as publicações assinaladas, não sendo sempre identificados todos os coautores ou coeditores;3. Existem imprecisões relativamente a dois títulos, a duas datas e em algumas identificações de códigos de registo em publicações online;4. Verificam-se algumas redundâncias que resultam dos problemas conhecidos de sincronização automática entre as diversas plataformas utilizadas (CienciaVitae, Scopus, Kudus, ORCID, PURE, etc.), que dão origem a duplicações de entradas.Assim, a avaliação realizada conclui que os alegados erros identificados pela Direção do IHC “não comprometem a integridade da componente bibliométrica do CV em apreço”.Quanto à avaliação da candidatura de Raquel Varela à 4ª edição do Concurso para o Estímulo ao Emprego Científico (CEEC) Individual, da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a mesma compete unicamente ao júri especializado desse concurso, regra de qualquer processo concursal.”

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11 thoughts on “Conselho científico da FCSH Universidade Nova de Lisboa

  1. Finalmente! Agora espero que a insonsa, banal e triste novela a que assistimos durante um mês, aliás muito ao gosto e estilo português, tenha chegado ao fim. Nada mais foi do que fruto de invejas, especulações e perseguições de pessoas que tudo tentam para desmoralizar e enfraquecer a posição de pessoas – e então quando são mulheres! – corajosas, resistentes, críticas, inteligentes, que trabalham e lutam pela causa pública, pelos direitos das pessoas e pela sua qualidade de vida, pelo bem comum, descobrindo e revelando aquilo que muitos querem esconder e omitir da História. Da Drª Raquel Varela, a História terá muito para contar, e a sua obra nunca poderá ser escondida, omitida ou apagada. Já dos seus detratores, por fazerem fracas figuras e serem de moral duvidosa, cairão no esquecimento, varridos pela areia do deserto. BRAVO, DrªRaquel Varela!

  2. Nunca existiu da minha parte qualquer dúvida sobre o currículo académico da Dr.ª Professora Raquel Varela, espero que os seus delatores, tenham a coragem de corrigir as insinuações que fizeram, para sabermos verdadeiramente, quais foram os seus interesses! Todos sabemos o seu objectivo, foi denegrir a imagem de uma mulher democrata, que sempre teve uma atitude, na defesa dos operários e de mais trabalhadores…

  3. Cara Raquel Varela. Não me conhece. Sou da FCSH e tenho estado muito envolvida no apoio ao seu currículo académico. Hoje fui atacada por uma senhora do DN que eu pensava que era feminista.. Apresento-me . Cecília Barreira do CHAM e docente de Cultura no Departamento de Estudos Portugueses.

  4. “Who gets the right to destroy you anonymously?”
    (https://moneycircus.substack.com/)
    Um artigo de um jornalista que vale a pena ler e reler e com atenção aos pormenores.
    A plataforma Substack tem reunido alguns dos melhores que ainda ousam chamar os bois pelos nomes. Fica a sugestão para leituras futuras.

  5. Nada do que se passou tem ligação alguma com eventuais imprecisões do CV, uns e outros sempre souberam isso. A contenda terminada, é talvez o facto mais notável a registar: um mês a falar de uma coisa, na verdade com muitas outras em mente. Um exercício longo e subliminar. Da mesma forma que na guerra fria se escolhia como palco do conflito uma área fronteira aos dois blocos. A campanha de linchamento não resultou, e não o conseguiu por ser demasiado óbvia, por o ódio não ser suficientemente disfarçado. Uma notícia breve, apenas uma, com menos esperteza parola, poderia ter feito muito mais danos que todos os textos tolos onde se expuseram jornalistas e até académicos.

    Os sinos dobram por Hemingway, que foi um bom jornalista.

  6. Era uma questão de tempo. A assertividade das intervenções assumidas por RV, sobre as mais variadas matérias, só poderia dar neste jogo sujo sobre o seu CV. A integridade de RV vale por si.
    Todavia, muitas foram as almas que nos mais diversos setores aproveitaram a embalagem para se atirarem ao seu carácter. Esta postura denota um espírito muito pouco democrático. Atirem-se às ideias, preferencialmente, com outras ideias.
    Dou um exemplo pessoal: há uma semana atrás estava numa aula síncrona de uma formação especializada que estou a frequentar, na unidade curricular de Métodos de Investigação Científica, e o tema que se encontrava em lecionação era o “Plágio”. O formador não perdeu a oportunidade de dar logo como exemplo o problema do plágio que RV estava a ser alvo. De uma plateia com mais de 100 elementos, lá surgiram alguns a ajudar na festa. A ignorância quando atrevida é mesmo um rastilho. A conversa terminou quando o formador leu o meu comentário no chat e lá foi dizendo, “está aqui um colega que veio em defesa de RV”, ao qual respondi, “ela não precisa de que a defendam, é muito feio falar do que não se sabe”. Imagino que noutros contextos tenha ocorrido coisas como esta. Pouca vergonha.

  7. Boa tarde
    Quanto a a mim não tenho dúvidas. Tratou-se de uma campanha de difamação que teve por objectivo denegrir quem, publicamente e em órgãos de poder como os da comunicação social, ousa fazer uma análise objectiva e inteligente da luta de classes e da forma como ela se manifesta, ousa explicar as formas que a decadência do capitalismo assume e principalmente quem reconhece que o povo português não é estúpido como querem fazer crer.
    Com o agudizar desta crise que vivemos, acredito que essa campanha de difamação e de tentativa de censura não irá ficar por aqui. Prepare-se professora e o meu agradecimento por ser uma voz presente.

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