Nota sobre “artigo” do Público

Acabo de ser informada de um artigo no Público inominável onde refere “erros” no meu CV e que teria “perdido” “apoio do IHC” para um concurso realizado há quase 1 ano na FCT. Não há qualquer erro no meu CV, que é público e de acesso livre em várias plataformas, não sou investigadora do IHC e em momento algum fui contactada pela FCT ou pela instituições onde sou investigadora sobre qualquer concurso ou “erros” no meu CV. Estou na Suiça a trabalhar, a seu tempo darei uma resposta a este artigo, e claro avançamos de imediato para um processo judicial, no qual conto com o advogado António Garcia Pereira, a quem desde já agradeço a disponibilidade imediata para me defender. Há poucas coisas na vida que tenham tanto valor para mim como o direito ao bom nome, meu e de todos aqueles com quem trabalho.

7 thoughts on “Nota sobre “artigo” do Público

  1. Cara Raquel, foi chocada, mas ao mesmo tempo sem surpresa (aceite a contradição) que ontem vi esta notícia no Público. O apagamento da voz dissonante à narrativa dominante está a ser voraz e à vista de todos. A novilíngua vai chegando, pé ante pé. Força! Muita força! Não se cale, por favor!

  2. Tal é para dizer que, como a carta Portuguesa dos Direitos Humanos na Era Digital, só pode ser aceite se for comédia.
    Como sempre, um bom juiz ouve sempre os dois lados.
    Continuação de bom trabalho e de abordagens muito perspicazes. 🙂

  3. Exma. Senhora
    Doutora Raquel Varela

    A propósito do lamentável artigo saído no jornal “Público”, venho transmitir-lhe a minha solidariedade no que é um ataque (na baixa política, é uma «tentativa de linchamento») não apenas a si, mas a todas as pessoas que prezam a liberdade de um pensamento independente no espaço público.

    Creio que é óbvio ser a origem do artigo a sua posição recente sobre a “despublicação” que o jornal “Público” levou a cabo, justificando-se este, depois, de modo inaceitável. E, num grau superior e mais lato, a tentativa de neutralizar uma voz incómoda.
    Resta a pouca informação factual, pouco credível sequer, da acusação, que me parece facilmente rebatível, acerca do CV; é natural a repetição de itens semelhantes por trabalho diferenciado (coordenação e escrita de um artigo num mesmo volume, a exemplo). De qualquer modo, a intenção foi apenas a de sujar um nome, através de uma investigação que parece encomendada e usando meios indignos ao bom jornalismo.

    Este jornalismo rasteiro foi muito bem retratado por Umberto Eco em «Número Zero», mas talvez tivesse escapado ao falecido escritor italiano até algo mais obscuro: se a crítica ao estatuto da verdade foi, desde os anos 60, um modo da esquerda se distanciar de um regime capitalista autoritário e silenciador da diferença (Foucault, Derrida, Deleuze, Marcuse, Adorno), desde há uma década que a direita (não é esta a essência do novo «populismo»?) descobriu – ou redescobriu, pois os fascismos de 30 conheciam-na bem – que também a poderia usar, em seu benefício, para aniquilar qualquer debate sério em termos públicos e substituí-lo pela canalhice de rufia, de pedra na mão e horror ao estudo. Pode agora fazê-lo de mão livres, pois a pós-modernidade foi lentamente tomando lugar na sociedade, tornando triviais as repulsas pela verdade maiúscula, aquela que teve a mão dada à Razão Enciclopédica e Iluminista.

    Desejo-lhe força para este combate, que é de todos.

  4. Olá Raquel,

    Desde já a minha humilde “salva de palmas” a tudo o que diz e por tudo o que defende sem nunca trair a sua integridade. Bem haja por isso.

    Lamentável ao que chegámos, e eu acho, que a missa ainda vai no adro.

    Abraço de admiração Ana Rodrigues

    P.S, deixo-lhe o meu Linkedin, só para ver que não sou um “fantasma” e sim uma pessoa real que a admira. https://www.linkedin.com/in/ana-rodrigues-54286380/

  5. Asqueroso comportamento do pasquim Público que nem o dever de ouvir a visada cumpre. Força dra Raquel não lhes perdoe pois não há desculpas para o que publicaram . Acho até que cumprem uma agende ordenada superiormente para desacreditar, ao bom estilo trumpista, as vozes realmente incomodas.

  6. Jornal “Público”, foi para mim em tempos, um jornal de referência, hoje é um tablóide, como muitos outros…
    Muita Força Professora Raque Varela!

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