Trabalhar e Viver no Século XXI

À memória de António Coimbra de Matos, psiquiatra, psicanalista e membro do nosso Observatório para as Condições de Trabalho e Vida. Neste livro uma série de autores debatem um tema que lhe era particularmente caro, que o trabalho é central na vida das pessoas, e que deve ser realizado com dignidade, segurança, criatividade, autonomia, não pode ser uma tortura, repetitivo, e subjugado. O designer Pedro Páscoa desenhou esta capa que concentra esta ideia fundamental de criatividade e dignidade, versus tensão e repetição. 
O livro reúne vários contributos transdisciplinares com alguns dos mais destacados pensadores nacionais e internacionais no campo do trabalho e da sustentabilidade social. 
O lançamento é público em Loulé, e resulta de uma parceria Observatório para as Condições de Vida e Trabalho, da Nova4Globe, FCSH/UNL e da Câmara Municipal de Loulé.

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5 thoughts on “Trabalhar e Viver no Século XXI

  1. O trabalho não é tomado na sua verdadeira dimensão devido à sua importância e centralidade, “trabalho” é expressão e por isso tem de ser livre e não se liberta uma sociedade sem verdade, sem a verdade das palavras e dos conceitos plenos.

    • E além de tudo isso que já é bastante, ainda temos as novas tecnologias e a IA que prometem acabar com grande parte dos postos de trabalho (já estão a fazê-lo aceleradamente). Daqui só pode resultar a explosão da revolta social que a direita reaça adora cavalgar.

      • Os “donos” do trabalho são também os donos das nossas necessidade, e nós somos um meio para atingir um fim.

  2. Já estou a ler o livro com imenso interesse. Comecei pela sua Introdução e pelo artigo “Longas jornadas de trabalho: efeitos na saúde”, do Dr. José António Antunes, tendo ambos me entusiasmado muito e sobre os quais muito também haveria a comentar (e a corroborar).
    No entanto, aqui, vou deixar apenas um apontamento pessoal à Introdução. Termina esta, na página 15:
    «(…) O debate público sobre os modos de viver e de trabalhar em Portugal não pode ficar circunscrito às estatísticas do Estado, aos organogramas das fundações, ligadas às empresas, ou aos muros da academia portuguesa.»
    Gostaria de alertar que nem talvez possa ficar circunscrito apenas ao mundo dos adultos.
    Primeiro, porque em Portugal há crianças que trabalham, ou que são economicamente ativas, por iniciativa própria ou por pressão dos adultos: nas telenovelas, nas séries infantis, na publicidade e, mais geralmente, na moda, nas artes, no espetáculo e no desporto, bem como nos setores do têxtil e do calçado, não esquecendo o mundo das feiras, só para dar alguns exemplos. (https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/ainda-ha-casos-de-trabalho-infantil-em-portugal-na-moda-espetaculos-e-desporto-11001876.html)
    Segundo, porque creio que a escola e, mais genericamente, estudar são atividades encaradas pelas crianças como o trabalho o é pelos adultos.
    Terceiro, mas não menos importante, porque atualmente há uma convergência geral entre as mais diversas correntes da Psicologia e das Neurociências quanto à ideia de que a infância, depois da genética, influencia decisivamente o futuro do adulto. Por isso, acredito que, se queremos ver acontecer uma mudança social, política e económica no nosso país, não podemos desprezar um trabalho de estudo e de intervenção sobre as condições em que as crianças vivem a sua infância e a interiorizam.

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