Do obscurantismo e a selfie

Vou ser didáctica. Quem toma a vacina está protegido e continua a ser um factor de contágio, pelo que quem não a toma quanto muito põe-se em risco a si, não aos outros, sobretudo quando estamos a atingir graus elevadíssimos de tomas voluntárias. A vacinação trouxe à humanidade avanços extraordinários. As vacinas do plano nacional de vacinação têm décadas de estudos dos seus efeitos secundários a longo prazo. Esta vacina encontra-se em fase de testes, por isso não é uma vacina aprovada, mas autorizada emergencialmente. Há um grupo de pessoas, com mais de 80 anos e, com menos mas patologias várias indentificadas que tem um alto risco. Havendo, como há, um grau de incerteza face à vacina – sobretudo naquilo que não há ainda tempo de conhecer (efeitos crónicos ou a longo prazo) – quem tem alto risco ganha em tomar a vacina, mas a decisão cabe a eles, porque nenhum Estado pode obrigar alguém a tomar um medicamento, seja ele qual for. Quem não tem riscos altos, tem todo o direito de ponderar o que quer fazer até porque quem a toma, segundo se afirma, está protegido, portanto quem não a toma eventualmente põe-se em risco a si, não aos outros, que se vacinaram. O certificado digital assegura que as pessoas vacinadas têm liberdade de circular e infectar sem ser sujeitas a testes, ou seja, não serve para nada em termos de contenção do vírus mas como pressão para a vacinação. Estamos no século XXI – se querem convencer as pessoas a tomar as vacinas era bom haver mais do que fotos no Facebook (intimas, já agora) de gente a tomar a vacina, ou proibição de entrada no restaurante. Vacinas tomam-se em função da sua efectividade e segurança, não como moeda de troca de direitos elementares. Segundo a OMS as crianças não devem ser vacinadas porque ficam com doença ligeira ou, na sua maioria, sem qualquer sintoma, já os idosos em África deviam ser vacinados. Mas África não garante mercado a farmacêuticas. Todo o debate da vacinação dos jovens não tem rigorosamente nada a ver com contagiarem a avó (segue a chantagem doentia, porque não a avó a deprimir o neto fechando-o em casa?), já que a avó está vacinada, e eles vacinados vão continuar a contagiar. O debate é se há ou não vacinas para o mundo dos idosos ou doentes pobres no mundo inteiro, fora dos países ricos. Quando se escolhe vacinar jovens sem doença na Europa e se deixa sem vacinas gente com 70 anos em África está-se a dizer que não há altruísmo, mas negócio. Biden está preocupado com as redes sociais que segundo ele impedem a vacinação dos jovens na América, esperamos o mesmo altruísmo da Big Pharma norte americana a mandar vacinas para a América Latina e África. A OMS não se cansa de dizer – o problema não está nos jovens não vacinados mas nos pobres idosos no resto do mundo que não têm vacinas. O Facebook tem sido o maior motor da campanha a favor da vacinação nos países ricos, que esqueceram que há países pobres, ao contrário do que Biden disse apelando a mais censura milhões de pessoas resolveram publicar gratuitamente a sua foto levando a vacina, numa exposição da sua intimidade, esquecendo que vacinas tomam-se com informação segura, e não com fotos ou passes para comer um Hamburguer. Com a sua foto deram mais um contributo para o obscurantismo que vivemos, e nisso sim, o facebook teve um papel, não de ser obscurantista, mas de ser o vector dessas fotos obscurantistas quem em vez de informação clara oferecem o lugar de fala, que agora é o lugar de toma.

Link para a OMS. https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-Policy-brief-Mandatory-vaccination-2021.1?fbclid=IwAR0Qhud5VuRh14jS7Hu_TmPMO5AmPgYoWDQRmVHF7Txu4r7uOrB2ontf0hw

4 thoughts on “Do obscurantismo e a selfie

  1. Por Brigitte Bouzonnie.
    Rufando os tambores há mais de uma semana, o debate sobre a vacina compulsória anima a plateia. Congestiona as “primeiras páginas” do JT, talk shows, páginas do Facebook e Tweeter. Mas deixe-me ser claro: a vacina obrigatória (ou não) é um falso debate. Na verdade, abre uma dialéctica, um campo estreito e miserável de possibilidades, entre, por um lado, os defensores da vacina e, por outro lado, os defensores da vacina obrigatória. Noutras palavras, entre o DuponD e o DuponT do debate político, pequenos aiatolas com dois neurónios, estreitos, sectários, de mente limitada, claramente defendendo uma posição com diferenças microscópicas.

    O debate sobre vacinas é um falso debate, porque obscurece todas as questões essenciais reais em que a Macronia está atolada. É bem simples: enquanto estamos a falar de vacinas, não estamos a falar dos benefícios da cloroquina, ivemectina, zinco, vitamina D: tantos remédios que deram provas durante décadas, a fim de lutar contra qualquer forma de pneumonia, especialmente o coronavírus. Nem especialmente as incríveis consequências da recusa da Macronie em usar essas drogas.

    1°)- A ocultação dos benefícios da Cloroquina e as suas imensas consequências políticas:

    De facto, este falso debate obscurece duas coisas: como escreve o meu amigo Gérard Luçon: “Não é uma vacina, mas uma terapia genética; a fase de testes em animais antes de considerar injectar humanos foi “curto-circuitada”; os laboratórios foram pagos antecipadamente e dispensados de qualquer responsabilidade; … Tenho dificuldade em designá-lo de “falso debate” (sic). Concordamos com Gérard, esta vacinação é uma vadia de primeira classe.

    Este falso debate também obscurece o uso desejável de Cloroquina contra o Covid-19, exonerando de tomar uma dessas vacinas assassinas: Pfizer, Astrazeneca e Moderna. Por sorte, este debate sobre a vacina obrigatória está a fazer a “primeira página” dos jornais, precisamente no momento (27 de Junho de 2021), quando Donald Trump formula um discurso no estado do Ohio, onde defendeu firmemente a Hidroxychloroquina.

    Ao fazê-lo, Trump está a abrir a caixa de Pandora. Porque, se a cloroquina é eficaz no tratamento de Covid, então tudo o que experimentamos, tudo o que temos salivado desde Março de 2020, foi em vão. Descarrilámos por pouco em troca: confinamentos rigorosos com uma hora de saída por dia entre 15 de Março e 11 de Maio de 2021. Se desobedecêssemos, tínhamos uma multa de 135 euros, como aquela velha senhora que ía ao cemitério. Passamos por um segundo confinamento em Outubro de 2020, depois um terceiro confinamento em Abril de 2021. Sentíamos nos nossos estômagos o medo de morrer, enquanto, debaixo do nosso nariz, havia uma droga barata e eficaz ao alcance. Mas da noite para o dia, após 50 anos de uso, a Cloroquina foi cinicamente proibida de se vender por Buzyn e Macron.

    Houve uma sucessão de colapsos nervosos: só em 2020, há 15 milhões de franceses deprimidos. Temos sofrido o desemprego em massa, com um milhão de desempregados e mais pobres em 2020: uma consequência directa do confinamento e da repentina paralisação da economia.

    Fomos forçados a vacinar com perigosas e fatais injecções de RNA. Não esquecemos a morte de um estudante de medicina de 24 anos em Nantes. Nem a de uma jovem grávida em Toulouse. Um senhor de 62 anos em Chambéry. Nem Mauricette, 74 anos, residente num EPHAD (lar da 3ª idade – NdT), vacinado primeiro sob o fogo de todas as câmaras, que desde então, mas de quem nunca mais ouvimos falar.

    Postular a eficácia da Cloroquina é colocar publicamente o problema da responsabilidade moral e política de Macron para com o povo francês. Por outro lado, falar até ficar mais com a boca seca sobre a vacinação obrigatória (ou não) contra o Covid-19 pode turvar as águas e desorientar a consciência. Mentindo como um arrancador de dentes para os franceses, tristes vítimas deste vírus + vacina mortal: noutras palavras, queijo e sobremesa.

    E enquanto Macron continua a fazer seus negócios diários, sem se preocupar, no mínimo. Uma liberdade de ir e vir tornou possível, pois Macronie se opôs à menção “Defesa Secreta”, a todos aqueles que queriam investigar as origens de Covid (ver excelente artigo intitulado: “o serviço de saúde do exército conhece as origens de Covid” escrito por Jean-Michel Morizet, publicado em 28 de junho de 2021 nesta carta política independente).

    Mas isso não é tudo. O que importa para um político, um jornalista, não é o que eles dizem: mas acima de tudo o que eles não dizem. Dê uma boa vista de olhos no que Macron, Le Pen, Darmanin, Dupont-Moretti, Barbier, Elkrief, Zemmour nunca falam: e você encontrará os problemas “reais” do momento. Além da questão do desemprego e da pobreza em massa, que modestamente tentamos falar nesta carta, uma guerra inexpugnável e clandestina (de que a media nunca fala) entre o campo mundialista e o campo nacionalista também vem ocorrendo desde Novembro de 2020.

    2°)-O debate sobre a vacina compulsória torna possível não falar sobre a guerra entre o campo mundialista e o campo nacionalista :

    As eleições presidenciais dos EUA foram grosseiramente manipuladas pelo campo democrata. Servidores do Dominion usando um algoritmo muito favorável a Biden (1,25 contra 0,75 para Trump), permitiram a “vitória” oficial do campo democrata.

    No início, Donald Trump foi à Suprema Corte, mas acabou por ser tão corrupto quanto os políticos democratas. No final de Novembro de 2020, Trump declarou a lei marcial. As prisões e julgamento de funcionários democratas, actores de Hollywood e CEOs americanos começaram. Em seguida, esta guerra foi exportada para outros países, especialmente para os países da União Europeia. Os helicópteros americanos desembarcaram em Dunquerque em 15 de Março de 2021, e minha amiga Marie-Luce ouviu-os voar sobre Maintenon (Eure-et-Loire). E eu em Paris na mesma noite. Boeing B22s cruzam a França. Os militares americanos com a ajuda do exército francês tomaram uma quinta da CIA em Nice, responsável pelas eleições presidenciais manipuladas de 2017.

    O exército americano e francês teriam o controle. Todas essas informações, eu li no VK.

    Analisamos a ofensiva mediática sobre a vacina obrigatória, que tem sido abalada em todos os meios de comunicação ao mesmo tempo, ao longo da semana, como a tentativa de Macronie de fazer os franceses acreditarem que ele ainda detém o poder. Não há dúvida de que tem um poder de inércia e de enganar a população muito real. E para fazer as coisas arrastarem-se de novo…!

    Fonte: Le faux débat sur le vaccin obligatoire! – les 7 du quebec

    Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice

  2. Quanto mais me querem forçar a vacinar menos vontade tenho de o fazer. Convençam-me, não me obriguem.

    Dada a minha idade e saúde, não faz sentido algum paticipar em ensaios clinicos de um medicamento experimental, com uma tecnologia experimental, para me proteger de uma doença com uma taxa de sobrevivência acima dos 99.7%.

  3. Desde o principio ao fim de todos os tempos até hoje, o que verdadeiramente me preocupa e revolta as entranhas é o que homens e mulheres milio-bilio-multimilionários como os atuais Richard Branson, Jeff Bezos e Elon Musk não fazem, e que podiam fazer para ajudar os que mais precisam em tantos países mais pobres neste espaço global em que vivemos, exceto eles que parece viverem fora do espaço da vida real. Parece paradoxal que pessoas tão “evoluídas” e donas de mentes tão engenhosas e criativas sofram de um tipo de obscurantismo de alma, que é de longe bem pior do que aquele a que arrogantemente costumamos atribuir aos nossos antepassados. Entretidos que estão como crianças caprichosas, com as suas aventuras de corridas aeroespaciais, brincando a construir aeronaves cada vez mais sofisticadas, vendendo viagens de sonho para fora do espaço a outros milionários alienados fora de si mesmos enquanto outros seres humanos sem chão e sem teto são mortos nas guerras, vencidos pela fome e sede, pelas doenças, e sem acesso a vacinas. E como se não bastasse, assistimos incrédulos às suas figuras delirantes e ridículas, pavoneando-se nos media e nas redes sociais como se tivessem cumprido a mais nobre e altruísta das missões da vida. Que retrato triste e lamentável!
    Que diferença lhes faria o tão pouco que bastaria para melhorar a vida de tantas pessoas, tornando-as mais dignas e felizes? Outros já o têm feito, e bem, e não foi por isso que deixaram de ser ricos e poderosos.
    Neste momento, com a tragédia da pandemia e a crise mundial em que estamos mergulhados, a descarada ambição desenfreada e as contradições humanas já nem cabem na pior das condições da qualidade da génese humana, mas antes na da pura maldade e perversão. Ficariam pobres se ajudassem com um pouco do tanto que seria quase nada para eles mas quase tudo para tantos que pouco ou nada têm, incluindo o mais elementar à sobrevivência humana condigna, neste momento, como comida, água e vacinas?
    Que espécie de coração bate dentro do peito deles? Será que sofrem de algum tipo de amnésia do Tempo? O escritor moçambicano, de origem portuguesa, Mia Couto, que eu tanto admiro e respeito, que adoro ler e reler, que deveria ser lido por todos, defende que “as pessoas boas, íntegras, generosas, solidárias e disponíveis deviam ser protegidas como património da humanidade.” in, o universo num grão de areia

  4. De acordo no que diz respeito à crítica ao egoísmo dos países relativamente aos pobres. Mas a premissa (que destaco abaixo) do restante raciocínio é fraca porque apenas adquire um significado concreto se acompanhada por uma quantificação precisa. Os vacinados continuam a ser um vector de contágio possível, hipótese plausível e prudente, mas são um vector de contágio quantas vezes mais fraco? Segundo percebi, a probabilidade dos vacinados funcionarem como vector de contágio deve ser bastante mais fraca por uma ordem de grandeza (dez vezes mais fraco) . Logo, a razão pela qual para aí 95% das pessoas deve ser vacinada não é para as proteger das formas graves da doença, é antes para que possam ter acesso aos cuidados hospitalares quando tiverem necessidade deles, o que é uma manifesta impossibilidade se os hospitais estiverem sobrecarregados com doentes covid. Portanto, ao não tomar a vacina, as pessoas sem comorbidades estão a acrescer o risco também para si próprias na medida em que não contribuem para a quebra da propagação do vírus. Se aqueles que não se vacinem forem apenas aqueles que têm alergias graves, então não há problema pois, sendo uma fracção pequena da população, não comprometem a imunidade de grupo “vacinal”.

    “Quem toma a vacina está protegido e continua a ser um factor de contágio, pelo que quem não a toma quanto muito põe-se em risco a si, não aos outros”

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