Por que não brincam as crianças? Relações laborais, produção económica e bem-estar das nossas crianças .

Raquel Varela

Raquel Varela, Historiadora do trabalho, IHC (FCSH-UNL), IISH (Amsterdão), Jornal Expresso 1-2-2014

«Vós não tendes o menor juízo», dizia no século XIX para um francês um membro da tribo Montagnais-Naskapi, do Canadá. «Vós, franceses, amais apenas os vossos próprios filhos; mas nós amamos todas as crianças da nossa tribo!»[1] Que diria hoje o membro dessa tribo se visse uma criança que sai de casa com uma playstation agarrada à mão e chega a casa de um amigo para brincar e ambos ficam agarrados à playstation ou à televisão? Haverá simbologia mais completa da submissão do ser humano à mercadoria?

Trinta e dois por cento das crianças portuguesas entre os 7 e os 11 anos têm peso a mais. Esta percentagem é, por exemplo, de 12% na Holanda e de 36% em Itália. Obesidade significa que estão hoje a ser tratadas nos hospitais algumas crianças com diabetes, hipertensão e há registos…

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1 thought on “Por que não brincam as crianças? Relações laborais, produção económica e bem-estar das nossas crianças .

  1. Neste dia considerado da criança, é bom relembrar que há crianças e crianças…aproveito para relembrar aqui também este alerta de um grande humanista, Nelson Mandela…também é bom relembrar que este sistema capitalista enquanto existir manterá esta tremenda desigualdade…coisas para ser lembradas neste dia considerado da CRIANÇA!
    Contra o Abuso das Crianças
    Estejam sempre vigilantes, peçam responsabilidades aos governos, lutem pela paz e pela justiça. Não descansem nem um momento, pois não há circunstância alguma em que a negligência ou o abuso de crianças possa ser tolerado. (…) Neste mundo de tamanha abundância, podemos certamente encontrar os meios para assegurar que nenhuma criança passe fome, nenhuma grávida esteja demasiado fraca para sobreviver ao parto e que cada uma dos quase seis milhões de crianças que deverão morrer no próximo ano por malnutrição seja salva.
    Nelson Mandela, in ‘Discurso (2000)’

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