História do PCP na Revolução dos Cravos

“O que aconteceu no 25 de Novembro foi muito diferente da versão que os vencedores quiseram fazer acreditar no calor dos acontecimentos para justificar a quartelada. O mais surpreendente, no entanto, foi o posicionamento do PCP durante o desenvolvimento da fulminante acção militar da madrugada de 25 de Novembro. O PCP não fez absolutamente nada. Até hoje, uma das chaves para a compreensão da derrota darevolução social em Portugal foi este quietismo. O livro de Raquel Varela desafia em páginas emocionantes o enigma sobre as posições do PCP entre a queda do V Governo Provisório e o 25 de Novembro de 1975.A arte da investigação ajuda a levantar o pano que encobre o mistério e revela- nos que o posicionamento do PCP em defesa da estabilidade do novo regime, aceitando a dramática derrota da esquerda militar que, indirectamente, o enfraquecia também, assentava numa estratégia coerente desde o 25 de Abril. O mais interessante, e talvez assombroso, é que o PCP conseguiu cumprir este papel insubstituível e permanecer, no fundamental, intacto. Seria injusto não reconhecer o papel de Álvaro Cunhal à frente de um aparelho monolítico como, possivelmente, nenhum outro partido estalinista europeu do pós-guerra: colaborar com a estabilização do regime democrático e, simultaneamente, preservar o PCP. Duas tarefas que pareciam incompatíveis. Que o tenha conseguido é a demonstração de um incontroverso génio político.Produzir história política séria e rigorosa é impossível sem enfrentar a polémica, sem contrariar interesses e sem despertar críticas. Quando o tema é a política do PCP depois do 25 de Abril, um espantoso consenso uniu tanto os defensores do PCP quanto os seus mais irredutíveis adversários: a política do PCP teria sido a de um partido revolucionário em luta pelo socialismo. Este livro diz que essa interpretação é falsa e irá contrariá-los a todos. É assim que se deve escrever história. Merece, portanto, ser lido.” Valério Arcary, historiador. In Prefácio.


“A partir de um extenso trabalho de pesquisa, a autora relata e demarca o papel que o Partido Comunista Português na revolução de Abril de 1974 e nos momentos que a sucederam. Aliando o rigor científico – o texto parte da sua tese, coordenada pelo historiador António Costa Pinto e pelo politólogo Carlos Taibo, professor da Universidade Autónoma de Madrid e colunista, entre outros, do El País e da rádio Cadena Ser – ao texto para o grande público, a autora oferece um documento de enorme importância para a compreensão de um dos momentos ainda mais discutidos da História recente de Portugal”.

https://www.wook.pt/livro/a-historia-do-pcp-na-revolucao-dos-cravos-raquel-varela/10708372

(2011) Bertrand

4 thoughts on “História do PCP na Revolução dos Cravos

  1. Vai-me desculpar Dr.ª Varela, mas não esteve presente no 25 de novembro d e1975, portanto não lhe assiste direito a opinar de forma facciosa sobre os acontecimentos.
    No 25 de novembro de 1975 venceu a democracia contra a ditadura do proletariado que o partido comunista queria impor em Portugal, a mando dos bolchevistas da URSS.
    Contra fatos não há argumentos.
    Não queira reencrever a história com inverdades.
    Passe bem!

    • Bem observado. Tal comportamento da autora, não é de admirar tendo em conta que toda a esquerda se dá mal com a Verdade, com os factos, com a defesa dos Direitos Humanos.
      Diz a autora “que o posicionamento do PCP em defesa da estabilidade do novo regime, aceitando a dramática derrota da esquerda militar que, indirectamente, o enfraquecia…”. Tal compostamento foi uma MANHOSA atitude do estalinista Álvaro Cunhal afim de não passar à clandestinidade de onde nunca devia ter saído. Em suma, cedeu para não ser derrubado… e foi seguro pelo ex-comunista Mário Soa res, que precisava de quem atacasse a Direita enquanto ele conquistava o Poder, pois era ganacioso.
      Pena que não haja vergonha em ter um partido que arvora uma das mais asquerosas bandeiras, símbolo do genocídio de mais de 100 milhões de pessoas a nível munidal. Onde entra a democracia?

  2. Sim Portugal teve no Seculo XX 2 grandes Genios Politicos Salazar e Cunhal, a quem o País muito deve e marcarao indelevelmente a Historia de Portugal

  3. Vai-me desculpar Dr.ª Varela, mas não esteve presente no 25 de novembro de1975, portanto não lhe assiste direito a opinar de forma facciosa sobre os acontecimentos.
    No 25 de novembro de 1975 venceu a democracia contra a ditadura do proletariado que o partido comunista queria impor em Portugal, a mando dos bolchevistas da URSS.
    Contra fatos não há argumentos.
    Não queira reencrever a história com inverdades.
    Passe bem!

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