“Não se debate com o fascismo”

“Os debates com Ventura provaram que não se debate com o fascismo, não é possível debater com a extrema-direita. Gritos, interrupções, mentiras, violência verbal, assédio verbal. Não se pode transigir com os intransigentes, argumentar com irracionais, ser plural com autoritários. O fascismo não se debate, combate-se.”

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18 thoughts on ““Não se debate com o fascismo”

    • Alguma viu ou ouviu um comunista gritar, ofender, desrespeitar e enxovalhar a dignidade de outros com legado histórico, que têm passado, presente e continuam a lutar e a construir com vista a um melhor futuro, mentir, e pior ainda, fazer afirmações e mostrar “fotos” de factos falsos, produtos de delírios e manias de grandeza, ou defender ideias racistas, xenófobas e fascistas típicas de mentes doentes e obcecadas com teorias da perseguição, traição e conspiração?
      Alguma vez os comunistas se aproveitaram descaradamente do medo e da desgraça das circunstâncias em que vivemos para semearem o terror e o ódio contra aqueles que ao longo da nossa História lutaram, com custo das suas próprias vidas e das suas famílias, contra todas as formas de ditadura, defendendo sempre os valores da democracia e da liberdade, com provas de obra feita e de trabalho consistente e resiliente com base nesses valores?
      Alguma vez os fascistas da extrema-direita “comeram o pão que o diabo amassou”, enfrentaram as injustiças e as perseguições dos carrascos ditadores e prepotentes, ajudaram a construir os pilares da democracia em que vivemos? Sim, com os seus defeitos, como em todos os sistemas feitos por homens e mulheres, mas cujas perfeições e grandezas compensam largamente os defeitos e as fragilidades, e os quais temos a obrigação de enfrentar e denunciar para que haja evolução no sentido de melhorar o que está mal e não para derrotar e destruir os pilares de tudo o que foi feito com base apenas num capricho de meninos e meninas mimados que pretendem apenas protagonismo e popularidade para daí retirarem todos os louros e proveitos conquistados por outros.
      NÃO, pelos homens e pelas mulheres que fizeram a História, a própria História não reconhece direitos e louvores aos que sempre perseguiram, torturaram, roubaram, mataram e aterrorizaram as Democracias e as Liberdades conquistadas com suor e lágrimas – “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!”
      NÃO, os fascistas e a extrema-direita nunca fizeram parte da História da Humanidade livre e humanista, pelo contrário, foram heroicamente combatidos, contra o seu autoritarismo, irracionalidade e intransigência.
      Os fascistas e a extrema-direita deviam antes respeitar, agradecer e render homenagem a todos aqueles que lutaram e continuam a lutar por um mundo mais justo, solidário e humano, justamente aquele em cujo berço livre os fascistas nasceram. Os fascistas e a extrema-direita não deviam ter medo desses heróis da História, pelo contrário, deviam aprender com eles e ajudar a construir um mundo melhor, partilhado por todos, independentemente das suas origens, geografias ou crenças.

      • Sobre a alegada pureza e amor à verdade por parte de comunistas, conto-vos uma pequena mas verdadeira história. Explicava eu (com paciência) a um quadro do partido, como durante uma manif por eles organizada, os controleiros procuraram por todos os meios expulsar da mesma um grupo de activistas de outro partido. Não o conseguindo, foram buscar uma camionete e atiraram-na contra aqueles que consideravam adversários.
        Aí o camarada fugiu para a única posição possível: – Alto aí. Isso é mentira!
        – Mentira como? Eu estava lá. Ninguém me contou. Eu participei em tudo!
        – Não interessa. É tudo mentira e pronto.
        Em termos de fuga à realidade há amadores e profissionais, como se vê.

      • Claro que não Paula on. Os comunistas limitam-se a matar milhões. Estão lá agora para se chatear com dialética. E o grupo revolucionário comunista das FARC na Colômbia atualmente Paula on? Aquilo é que era uma maravilha… assassinarem 35 mil jovens colombianos, hã que maravilha, não é? …35 mil – o que admitira! Imagino quantos inocentes do povo aquela gente não deve ter matado.

      • Paula, que grande lavagem cerebral te fizeram. VConversa da boca para fora, com muita parra e pouca uva, baseada em slogans e não em factos históricos, que confirmam que as matanças, torturas, genocídio e o canibalismo são a herança do socialismo, da esquerda…, conforme confirmado pelo ambiente canibalista que se vive na Venezuela e o genocídio na China contra o povo Uigur. ou negaos factos que refiro?

  1. Bom dia Raquel Varela, bom ano.
    Lá vamos nós discordar de novo. Os debates para as presidenciais deveriam revestir-se de elevação e seriedade mas, conforme pudemos observar, foi tudo o que não houve nestes debates, com algumas, poucas, honrosas exceções.
    Desde epítetos de vigarista até insinuações de associação do adversário a qualquer tipo de compadrio com corruptos, bem conhecidos da nossa praça, houve de tudo um pouco, para tentar cilindrar o adversário..
    Infelizmente, não é com falinhas mansas, nem tratando os eleitores como adultos que se consegue grande número de votos, logo, o método adotado pelos candidatos vai ao encontro do que faz mexer os eleitores.
    Essa é a triste realidade e pouco ou nada tem a ver com posicionamentos políticos.

      • De facto tem razão, ainda que não me reveja minimamente nos seus ideais, João Ferreira manteve sempre uma postura de seriedade e educação. O discurso foi repetitivo e sem qualquer novidade relativamente áquilo que conhecemos do PCP mas coerente e sem insinuações, histerias ou ataques grosseiros.
        Marcelo Rebelo de Sousa também esteve maioritariamente bem e igual a si próprio.
        Para além disso, o que me deixou perplexa foi o facto de os restantes candidatos darem a ideia de que não sabem bem quais são os poderes, que, aliás, são bem poucos, e competências do Presidente da República, pareciam mais debates para legislativas e não para presidenciais.
        O Ricardo Mayan, ainda que muito pouco simpático e empático, inicialmente, pareceu-me que trazia uma lufada de ar fresco ao stautos quo. Dei-me até ao trabalho de ir ver o programa da IL. Desiludiu-me tanto o programa, quanto algumas ideias passadas numa entrevista feita ao candidato.
        Liberalismo não pode ser sinónimo de anarquia ou salve-se quem puder.
        Enquanto livre pensadora, humanista, liberal, em amplo significado, e de centro, onde estará sempre o equilíbrio, resta-me votar no mal menor, porque não consigo divisar, de forma alguma, um bem maior.

    • Qual comunismo que se refere o do P”C”P, PCC (China) ? se forem estes. Não é comunismo. mas sim revisionismo, social-fascismo e social-imperialismo… Por fim; temos que estudar todos os dias o marxismo, para dai tirar as conclusões devidas e fazer a nossa análise politica…
      Nem fascismo Nem social-fascismo!

  2. O Arantes finge esquecer que o comunismo não existe, a não ser na mente retorcida de alguns escroques, como Bolsonaro e outros. Pelo contrário, o fascismo e o nazismo existem sim e pululam um pouco por toda a parte. De qq modo, penso que além do o combatermos, é forçoso que aproveitemos todas as oportunidades para o desmontar, para denunciar as tendências xenófobas e desumanas que o caracterizam e para reforçar que essa ideologia não apresenta nenhuma solução séria para os nossos problemas.

  3. Parabéns Raquel Varela pela assertividade do texto.
    Podemos e devemos defender a Constituição da República.
    Podemos e devemos combater o totalitarismo, venha ele de onde vier.
    Sobre o comunismo, nada mais vejo que não o preconceito, de certo modo, justificado.
    Todavia, são factos:
    1. O partido comunista teve um papel essencial na defesa da liberdade durante a ditadura;
    2. Os Municípios comunistas gerem tão bem, ou melhor, a causa pública;
    3. Os comunistas têm sido os maiores defensores da nossa Constituição;
    4. Mais recentemente, os comunistas integraram uma solução de governo que restituiu alguma (pouca, é certo) dignidade social.

  4. O comunismo e o socialismo não existem e nenhum País do Mundo ( mesmo que alguns académicos passem o tempo todo a dize-lo), os fascistas, neofascistas e social-fascista,, é que nos querem convencer que ele existe…
    Eu sou um estudioso do marxismo , estou a fazer de tudo para aprender… Que fica bem claro -, existe sim; em Portugal e em outros países do Mundo; posições politicas e ideológicas, fascistas, neofascistas, social-fascistas e neoliberais…

  5. Em tempos escrevi este pequeno testo no seu blogue! (…)”Não vou nem devo fazer qualquer comentário à sua opinião “Género e Sexo”, até porque é uma matéria, sobre a qual não me encontro com dados disponíveis para o fazer. Isto apesar de sabermos, que existem muitos comentaristas e jornalistas, os mesmos que comentam os jogos de futebol. E por falar de futebol, foi eleito um individuo que passou o tempo todo a fazer comentários sobre o futebol. Hoje vamos vê-lo a fazer os mesmos comentários não sobre futebol, mas sobre as coisas que desconhece, e como sabemos, vai ter o apoio dos carreiristas que se limitam a ver futebol, novelas, filmes policiais, e não só”!
    Até sempre!

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