Confinar e bater 4 vezes na madeira

O confinamento que se aproxima vai ter o efeito de diminuir a pandemia até… à primavera. Três a quatro milhões de pessoas vão estar a trabalhar e andar de transportes públicos durante o “confinamento”. Vai parar ( e destruir ) o pequeno comércio, a segurança social e não ter efeito sobre a pandemia já que a grande maioria vai estar a trabalhar. Hoje fui obrigada a ir a um supermercado que tinha centenas de pessoas aglomeradas, conheço uma família de 6 todos confinados sem sintomas alguns, todos positivos, nos lares morre-se, cada vez mais; o SNS está caótico porque já estava (há muito) e não podemos ir tomar um copo de vinho numa esplanada para “diminuir os contágios”. Nunca defendi que se deviam poupar meios a salvar vidas, tenham a idade que tiverem. A vida de todos conta. Não é isso que estamos a fazer, o SNS está sem meios. Tudo isto é o Estado a mostrar força, não tem qualquer efeito. Indústria, serviços essenciais, saúde e escolas, supermercados englobam mais de 4 milhões de pessoas a circular juntas. Estamos a confinar o lazer, o tempo livre e o pequeno comércio. A destruir milhares de empregos e a desgastar o que resta da pouca saúde mental dos que estão mais sós. O vírus está na comunidade, está frio e o seu curso será igual com ou sem idas à loja e ao restaurante da esquina porque não é aí que estão os grandes aglomerados. Como é possível dar aval científico a uma medida que vai trazer a agonia das pequenas empresas e a erosão total da segurança social e afirmar que é isto que impede a propagação de um vírus que já é endémico e circula massivamente no supermercado, trabalho, escolas e transportes? O que fazer ? Pela centésima vez: tem que se requisitar hospitais privados, proteger os lares e acabar com o terror e o medo que está disseminado. É preciso coragem de usar a razão. Confinar depois de trabalhar numa fábrica, ou andar de metro ou ir ao supermercado é a mesma coisa que comprar um amuleto e bater na madeira 4 vezes.

Advertisement

5 thoughts on “Confinar e bater 4 vezes na madeira

  1. E, tudo isto, por causa de um vírus com uma taxa de sobrevivência de 99,9%. (Oiçam ou leiam o que dizem os grupos “pela Verdade”.)

    Ou seja, ainda que a totalidade da população fosse exposta a este novo vírus, tal resultaria num aumento da quantidade de mortes em… 0,1%.

    Logo, se há algum aumento significativo no número de mortos, tal deve-se claramente ao (propositadamente contraproducente) encerramento parcial do SNS.

    Sorriam, estão a ser exterminados.

    (h*tps://web.archive.org/web/20100619062904/h*tps://www.prisonplanet.com/msnbc-in-cover-up-of-manifestly-provable-population-control-plan.html)

  2. Estou plenamente de acordo com a autora em termos genéricos, embora não propriamente com a mesma fundamentação, já que sou contra o infanticídio (=aborto) e a eutanazi a. O mesmo não podemos dizer da autora

  3. Esta tudo dito: (…)”A destruir milhares de empregos e a desgastar o que resta da pouca saúde mental dos que estão mais sós. O vírus está na comunidade, está frio e o seu curso será igual com ou sem idas à loja e ao restaurante da esquina porque não é aí que estão os grandes aglomerados”!
    (…)
    “Senhor primeiro-ministro vamos deixar as pessoas morrer de frio, em casa, confinadas, ou vamos tomar uma urgente e imperiosa medida de obrigar a EDP a uma redução significativa nos preços da electricidade?
    E, não, não é uma ‘mexida’ irrelevante na taxa do IVA sobre uma parcela insignificante da factura da energia, era mesmo uma redução temporária de 50%, ou mais, durante os meses de maior frio.
    As pneumonias, as gripes e outras doenças do foro respiratório, a par da Covid-19, poderão transformar este inverno numa verdadeira matança com consequências desastrosas na economia nacional.
    Uma coisa lhe garanto, senhor primeiro-ministro, a EDP não vai abrir falência e, se os accionistas não concordarem, tem sempre a possibilidade de reverter a privatização”!
    “Aires Esteves
    10 de janeiro às 18:09 ·
    Conteúdo partilhado com: Público
    Subscrevo…
    Por hoje é tudo!
    João Manuel Ribeiro
    9 de janeiro às 23:33 ·

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s