Crianças e Pandemia

Ontem em conversa com uma amiga, doutorada em neuro-psicologia e psicóloga num hospital público português (e também a dar consultas no sector privado) perguntei-lhe o que ela tinha notado estes meses na sua prática clínica. A resposta foi “muito mais perturbações de ansiedade e um aumento dos casos graves de dependência de tecnologias”. Muitos têm-me questionado sobre o uso de máscaras. Seria eu contra o seu uso? Não sou contra. Sempre fui a favor, mesmo quando a DGS dizia que não eram necessárias… Sou a favor nos profissionais de saúde que lidam com os doentes (e não são, nem podem ser, estas máscaras que as pessoas usam na rua porque essas não protegem das partículas ínfimas do vírus), e nas pessoas com sintomatologia. Por estes dias saiu no British Medical Journal um estudo sobre transmissão em assintomáticos e vários outros com dados – a taxa de transmissão de um doente assintomático para uma pessoa que fique muito doente é, segundo dados recentes, inferior a 0,002%. Para quem sabe de estatística, mesmo que fosse um pouco superior o resultado pouco difere. Como aliás, e a própria DGS defendia ao início, não há evidência que com estes valores o uso de máscara na comunidade por pessoas que se sentem bem tenha relevância estatística no contágio da doença. Ou seja, só se transmite a doença quando se tem sintomas (quantos médicos e cientistas não o disseram por meses, deve usar-se se se tem febre, tosse etc!) e, raramente, daí o valor, há transmissão em pré-sintomáticos. Mandar crianças para a escola todos os dias sem ver a cara dos colegas, dos professores, foi e é uma violência. O que se devia ter feito era garantir que quem tem qualquer sintoma, mesmo que ligeiro, fica em casa. Não é colocar máscaras em todos. Não há uma imediata relação de causa-efeito entre uso de máscaras e perturbação de ansiedade. Mas há fortes hipóteses de que a dessocialização que se impôs às crianças e aos jovens, em idade de namorar, fazer amigos e formar identidade, de obrigá-los a usar máscaras estando saudáveis, fecho de actividades desportivas colectivas, proibição de festas e encontros, tragam-lhes terríveis consequências psíquicas. Para 2021 fica, das inúmeras reflexões a ser realizadas, a facilidade com que uma sociedade de adultos penalizou deste modo brutal os mais novos. Admito que se vivem com idosos de risco deve-se ter medidas com os jovens; que professores de alto risco deviam ter direito a baixa com salário completo. O que se fez foi o caminho mais fácil – deixar que quem não tem voz (crianças e jovens) assuma a incapacidade dos adultos em tomar decisões baseadas no bem estar da pessoa humana.

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1 thought on “Crianças e Pandemia

  1. Ninguém conseguiu ainda isolar o virus Covid. Ninguém conseguiu provar que existe.
    Gripes sempre houveram, embora as vacinas da gripe tivessem espalhado estirpes mais perigosas dos virus da gripe.
    A Invençao Covid serviu apenas para cobrir os efeitos maléficos do 5G , para controle de mentes e avaliação do QI das populações, o qual , infelizmente, é muito baixo, muito inferior ao que era há 30 anos.
    E vai servir agora para justificar os terriveis efeitos secundários da Vacina Covid wue irão ser atribuídos à “terceira onda do virus”.
    A culpa da Big Pharma e dos governos vai assim morrer solteira. É tudo culpa do Covid!
    Em África, o povo não usa mascaras e
    não tem Covid. Tem sim espírito livre, não programável.
    Os Ocidentais deveriam ter vergonha de ser tão pouco inteligentes e tão maleáveis ao brain washing por parte dos governos e dos media por eles controlados e manipulados, ter vergonha de ser tão fáceis de controlar.
    TENHAM VERGONHA!

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