COmVIDa III : Da Navegação às Escuras à CONVERGÊNCIA Iluminada… e Independente

Teresa Chambel, 2.dezembro.2020 

Faculdade de Ciências

como post em: https://www.facebook.com/teresa.chambel.7

Quando foi feito o anúncio do actual estado de emergência, chamou-me a atenção a forma como foi caracterizada a situação covid, e em particular: o modo incerto como estaríamos a “navegar por estes mares”, e o apelo que nos foi feito no sentido da desejada Convergência. Em geral é uma boa ideia! Mas no concreto havia ali uns alicerces e uns contornos sombrios e peculiares que não estavam a encaixar. 

Quem sabe, um novo olhar possa trazer mais luz e direcção a esta convergência… que se pretende em independência, como nos lembrou o 1o. de dezembro esta semana. Afinal, os ventos até estão a soprar a nosso favor; é ter essa consciência e navegar em conformidade! Venham então daí nesta viagem

  1. Da Navegação às Escuras

Uma das ideias mais fortes com que fiquei deste resumo [2] da última reunião entre políticos e técnicos de saúde no Infarmed (que têm uma intenção bastante positiva e voltam agora a ser periódicas), foi a de se desconhecer a causa de contágio de grande parte das infecções, cerca de 80%, tendo inclusive um dos participantes lamentado que “Somos um barco à vela a navegar às escuras e sem bússola”. Percebo a sensação, não é fácil; mas por outro lado, ter esta consciência pode até ser um bom incentivo para se ter um olhar mais amplo e atento a uma bússola ou um farol, para ajustar o rumo e chegar a bom porto!

Já tenho referido, em posts anteriores, que reconheço bastante valor no que foi feito na “1ª vaga”. Para o que se sabia na altura, a gravidade temida e a expectativa da eficácia das medidas que começaram a ser tomadas inclusive noutros países, como nos vizinhos, com valores dramáticos de casos e mortes a cada dia.

Creio que fizemos o melhor que sabíamos, e que overall, as pessoas que decidiram e actuaram tiveram bastante mérito. Mas com o passar do tempo, uma nova realidade, mais dados, termos de comparação, e uma análise mais aprofundada, neste momento temos a sorte de: 1) a pandemia ter uma gravidade e uma extensão muito menor do que se temia; e de 2) termos muito mais conhecimento e perspectiva que nos permitirá alcançar uma bússola e até um farol que ilumine os mares em que navegamos, e inspirar e orientar caminhos mais ajustados à situação actual e ao futuro.

Comento o que mais me chamou a atenção no resumo desta reunião de ponto da situação no Infarmed, complementando com outras perspectivas, e organizando nos seguintes tópicos, importantes e até basilares:

1.1) Testar, testar, testar… Contágios, Assintomáticos e Falsos Positivos

Muito se falou em contágios na reunião Infarmed. Estão na base da estratégia: “TEST, TEST, TEST… contact, trace… isolate” que nos ensinaram no início da pandemia, quando se acreditava que seria uma doença muito mortal, letal [16] e contagiosa (medo compreensível sempre que surge uma nova doença contagiosa), inclusive por assintomáticos (os mais “perigosos” por serem invisíveis). Pelo que era preciso testar muito, e actuar rápido para conter os contágios. 

Nesta reunião: disseram que “apenas 2% dos contágios acontecem, comprovadamente, nos restaurantes”, muito relevante pelas restrições nefastas e controversas para este sector; “os 68% referidos há cerca de duas semanas pelo primeiro-ministro… em que a forma de contágio é conhecida… [é afinal] apenas cerca de 20%”; e “o contexto familiar é a origem confirmada de apenas cerca de 14% das infecções”; “[contágios com causa conhecida] hoje percebemos que na verdade é uma percentagem muito mais pequena, porque objectivamente não se sabe. E quando não se sabe, não se conseguem tomar medidas assertivas”. Grande verdade!

Por seu turno, “embora o número de novos casos diários continue a subir, a taxa de transmissibilidade do novo coronavírus [R] está a descer”, o que é um bom indicador de contenção, e desejável que desça ainda mais, para que não se fique num planalto (se R próximo de 1) demasiado elevado “do qual não é fácil sair”. Sim, é bom descer.

O que se sabe de NOVO agora?

Que muitos dos casos que a cada dia se acumulam e anunciam, em especial nesta 2a. vaga, são na realidade FALSOS POSITIVOS, por diversas razões: por se testar cada vez mais e em amostras de baixa prevalência, com muitos assintomáticos, ou com sintomas pouco específicos de covid; e por haver cada vez mais pessoas que tiveram contacto com este vírus ou outros semelhantes e têm por isso restos virais detectáveis… e também, good news: imunidade [1].

Mas como dão positivo nos testes? [1,33,34]: 1) por razões estatísticas, especialmente quando a prevalência da infecção na população e na amostra é baixa e a especificidade do teste é menor que 100% (basicamente, sempre), pelo Teorema de Bayes [34]; e 2) por os testes, em especial os mais usados PCR, detectarem restos virais que não correspondem a infecções actuais nem são capazes de contagiar, em especial se forem efectuados com um número de ciclos demasiado elevado (inclusive na recomendação da OMS [4]); por poderem nem ser especificamente deste vírus; ou até por detectarem parte do genoma do cromossoma 8 humano, também semelhante; e por haver muitas pessoas não tão qualificadas como numa situação mais contida a realizar estes testes em condições menos ideais, sendo mais provável a ocorrência de erros humanos no processo [1]. 

E na verdade, estes testes não detectam per se infecções activas, não foram feitos para rastreios em larga escala, nem em assintomáticos, para os quais assumidamente não têm a sua eficácia comprovada; e face à urgência inicial foram usadas as adaptações “possíveis” aos testes PCR para o vírus em causa [1,4]. Os testes mais recentes e rápidos, que não usam a técnica PCR, padecem na mesma pelo menos do problema estatístico (1).

Neste cenário, é mais do que normal que não se consiga perceber a origem dos CONTÁGIOS em pelo menos 80% dos casos, como reportado. Na verdade, porque nestes nem existe contágio. Falsos positivos não contagiam ninguém. Podemos talvez dizer que são “contagiados” pelo telefone ; -) porque estiveram em contacto com alguém que testou positivo e lhes ligaram para ir fazer o teste. Daí também ser mais provável encontrar mais contactos destes positivos quando estiveram em grandes eventos, com muitas pessoas, como casamentos e baptizados, ou em contextos familiares (a crença de há umas semanas). Mas também é mais devastador colocar todos estes falsos positivos e seus contactos em quarentena, quando faziam mais falta a trabalhar, em especial os profissionais de saúde que podiam estar a contribuir para a solução; e estão-se a consumir recursos incomensuráveis nestes testes e rastreios epidemiológicos, deixando tantas outras situações realmente críticas sem apoio [33,34].

Como se RESOLVE? Não testando ASSINTOMÁTICOS, a não ser em raríssimas excepções de contactos com pessoas mesmo doentes, em especial profissionais de saúde. E ainda assim, retestar para evitar erro estatístico, e complementar com diagnósticos clínicos os potenciais positivos. Ah, mas os contágios por assintomáticos? Felizmente, já há muitas evidências de que são muito raros [33]; e mais recentemente um rastreio em larga escala em Wuhan veio reforçar isso precisamente, numa população idêntica em número à portuguesa [5].

E tudo isto são também boas notícias para a PERCEPÇÃO dos contágios, o cálculo da taxa R com dados mais realistas, e a curva e o planalto com valores mais baixos, como pretendido. Por seu turno, os falsos positivos não só inflaccionam os casos, como também as mortes, com ou por covid, e até a eficácia calculada nos estudos das vacinas [18]; para além de ocasionalmente ocorrerem outras incorrecções nos dados [17]. Ter esta consciência também ajudaria a clarificar a real dimensão e gravidade da pandemia, em especial se complementarmos com um novo olhar, numa perspectiva mais ampla; o que nos leva ao ponto seguinte.

1.2) Dimensão e Gravidade da Pandemia: uma perspectiva global em Zoom-Out

Somos diariamente inundados por números e notícias alarmistas completamente descontextualizados. São números covid, comparados com números covid, dentro de um “mundo covid”. Mas o que significam: é muito ou pouco? É mesmo, mesmo muito grave ou talvez nem tanto?

Já vimos pelo ponto anterior, que os números estão inflaccionados. Mas além disso, é FUNDAMENTAL ter uma PERSPECTIVA mais ampla, em “zoom-out”, e comparar com OUTRAS DOENÇAS e NOUTROS ANOS. De facto, os números covid em termos de mortes (os mais realistas, ainda assim, para avaliar as epidemias e o seu impacto) são comparáveis aos das outras doenças respiratórias, como gripe e pneumonia [7,12-14], onde aliás este ano tem havido um “apagão”, talvez por renomeação como covid ou por a covid chegar primeiro [7]. Não deverá ser pelas medidas de máscara e confinamento, como alguns afirmam, senão também reduziria a covid. O que é facto, é que globalmente e no total, os valores andam na mesma ordem de grandeza [12-13]. E noutros anos já eram notícia as mortes por gripe [12], e em valores por vezes mais elevados que agora pela nova doença [13]; e que mesmo havendo vacina, gripe juntamente com pneumonia sempre foram desafiantes e aliás, segundo [15], a 3ª. causa de morte em Portugal, e acima da nova doença.

O número excessivo de INTERNAMENTOS e a capacidade do SNS são também uma preocupação, em especial em cuidados intensivos, como também se falou na reunião no Infarmed [2]. Esta também tem sido uma preocupação em anos anteriores [8-10], por vezes mais críticos que este ano [8,11], e convém manter essa perspectiva. Mas este ano, com uma agravante de facto, como o presidente da Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva também teme “que o sacrifício seja a assistência a DOENTES NÃO-COVID” [2]. O que vimos que tem sido frequente este ano, com resultados muito preocupantes no EXCESSO DE MORTES em relação a anos anteriores [14]. Em muito maior extensão que por mortes covid, mesmo tendo em conta que muitas das que são reportadas como tal, apenas o são por a pessoa ter um teste positivo [6] mesmo que a real causa seja outra (estima-se aliás que só cerca e 5-6% destas mortes sejam “por” e não apenas “com” covid).

Então e agora, afinal não é grave? Há casos covid graves, de facto, como noutras doenças, e esta não tem só manifestações de ordem respiratória, também a considerar algumas circulatórias e neuronais, por exemplo; e há também outras doenças graves a ficar por tratar; e outras a serem criadas como efeitos colaterais das medidas, e tudo isto é muito grave. É preciso ver em perspectiva e gerir em conformidade e o quanto antes.

1.3) Imunidade Celular e por Anti-Corpos: rumo a uma Vacina?

Muito se tem falado sobre a vacina como a grande salvadora de toda esta situação insustentável em que mergulhámos este ano. Não param as notícias e a pressão nesse sentido. Mas há riscos. E se houver uma solução melhor? Há quem veja alternativas.

A grande maioria fala de imunidade de grupo por anti-corpos, relativamente baixa. Mas a imunidade celular, por contacto com este vírus ou outros semelhantes (este corona é 80% semelhante a outros já conhecidos) é muito mais prevalente (a maioria da população neste momento já tem), duradoura, e muito significativa para que o sistema imunitário se aguente ao desafio [1,36]. Não é por isso de estranhar que não haja muito mais casos, e que mais de 95% dos casos sejam assintomático ou com sintomas ligeiros. Acreditando-se inclusive que grande parte da população já teve contacto com este vírus [1].

Mas, apesar da imunidade humoral, por anti-corpos, ser a mais falada, quase em exclusividade e como deficitária, as próprias vacinas ambicionam os dois tipos de imunidade. E não nos podemos esquecer que as vacinas levam tempo a desenvolver e testar (aqui os tais 80% de semelhança com os vírus anteriores são muitas vezes apontados como razão para a rapidez, but still [1]); não se conseguiu ainda desde há anos uma vacina suficientemente eficaz para corona vírus em animais; a vacina da gripe já existe há anos e ainda assim tem que ser actualizada a cada ano, e não resolve muitos dos casos mais graves, tendo reduzido apenas em parte a sua letalidade, e para algumas pessoas tem efeitos secundários severos, optando-se com apoio médico por deixar de tomar.

Para as vacinas covid, a par das elevadas taxas de eficácia, têm sido noticiadas limitações [18]. E é curioso também ver que o CEO da Pfizer tenha vendido a maioria das suas acções no dia em que se anunciou o resultado super promissor de 90% de eficácia da sua vacina [19,20], e que os fabricantes andem não só a requerer que a União Europeia adopte as vacinas em larga escala, como também a pedir garantias de protecção caso estas falhem [21]. Também dá que pensar!

Valerá a pena o risco? Não poderá ser maior este risco que o risco de contrair a própria doença? E não estará grande parte da população já suficientemente imune? Talvez em casos mais graves ou de maior risco da doença faça sentido, como a vacina da gripe. Mas para a população de maior risco, mais idosa, a vacina não foi de facto suficientemente testada ou não mostrou ainda a eficácia desejada [18], o que tem gerado polémica, e muitos deles na realidade também terão imunidade [33]. Dá no mínimo que pensar! [36]

1.4) As Grandes Medidas

Na reunião, também foi dito que “os países europeus que conseguiram baixar o índice de transmissibilidade são os que aplicaram ‘medidas mais restritivas e apresentam níveis de mobilidade mais baixos’”. Apesar de às vezes poder parecer e serem esses os aspectos para os quais se tende a chamar mais a atenção, não há essa evidência clara (veja como exemplo a evolução dos óbitos em Portugal, ao longo dos diferentes estados de emergência, calamidade, etc. no segundo gráfico em [14]), e em relação a esta eficácia também há perspectivas diferentes [1] (24:37) [24], que até podem dar boas pistas para vias que não requeiram medidas com efeitos secundários tão nefastos.

A grande maioria dos países apresenta curvas com comportamentos de certa forma análogos, independentemente das medidas tomadas, ou não justificáveis por elas, alinhadas ainda assim com a sazonalidade típica das épocas gripais (entre outubro e maio, no hemisfério norte). Análises mais amplas e comparativas das diferenças, levando em conta outros anos e doenças, apontam para outros factores a ter em conta [1] (26:28), como: 1) diferenças na imunidade anterior (a hipótese da imunidade a BCG em Portugal, por exemplo, como se falou logo na 1a.vaga poder ter sido uma vantagem comparativamente aos países vizinhos); e 2) diferenças na gravidade das épocas gripais em anos anteriores (por exemplo, o Reino Unido e a Suécia (que ainda assim tem valores globais e actuais bastante melhores) tiveram-nas muito suaves), deixando mais pessoas vulneráveis para a época seguinte. É a metáfora Dry Tinder: “Maybe a country has more forest fires this year than its neighbors because it had fewer fires in previous years, and dry tinder accumulated, awaiting a spark” [23].

Por cá, de acordo com a CRENÇA na eficácia desta medida, “o governo justificou o recolher obrigatório com a percentagem de pessoas que são infectadas em contexto familiar” e noutros contextos, onde já sabemos serem pelo menos desconhecidas em 80% dos casos (ver 1.1); e taxas de contágio que poderiam também ser ajustadas com números de casos mais realistas. E de facto “quando não se sabe, não se conseguem tomar medidas assertivas” [2], e quando vemos as nossas crenças reforçadas, temos mais razões para acreditar naquilo que se calhar também não é bem assim. 

E eu vejo PELO MENOS UMA possível RAZÃO para que esta crença na eficácia dos confinamentos se REFORCE e mantenha, e que quiça valeria a pena levar em conta numa avaliação: Se as pessoas estão mais confinadas, quando testam positivo, estiveram em contacto com menos pessoas, pelos que menos contactos serão seguidos; e menos pessoas vão à Madeira e a outros contextos em que se pedem testes negativos para entrar; e assim, consequentemente: poderão ser feitos MENOS TESTES, logos havendo MENOS POSITIVOS e menos “contágios”. Quem sabe: uma Profecia de Auto-Realização? Então, e se começássemos a fazer menos testes SEM CONFINAR as pessoas? Tendo em conta os custos enormes da alternativa de confinar, valia a pena tentar e ver o que acontecia, concordarão. Em 1.1 encontra outras razões que também apontam para que esta seja uma boa hipótese.

É que, além do mais, a jusante de todas estas medidas, há uma preocupação real com os seus impactos nefastos: noutras doenças e causas de morte (ver 1.2), saúde note-se (que aliás é definida pela própria OMS como “situação de perfeito bem-estar físico, mental e social”, lá está!); e a nível social e económico, estando em causa a “perda de postos de trabalho”; tendo sido solicitado, e bem, um “ ‘equilíbrio’ entre o combate à pandemia e as medidas com impacto económico” [2].

Mais sobre o que pensar, agora com o foco nas medidas, numa perspectiva mais ampla, em zoom-out, de acordo com a dimensão real da pandemia, e levando em conta outros anos e outras doenças, bem como outros factores e impactos, em todas estas facetas (1.1-1.4). Quando se compreendem bem os problemas, as soluções emergem!

2) À Convergência Iluminada… e Independente

Será nesta perspectiva mais ampla que conseguiremos ver mais além e encontrar bases sólidas e quiça uma inspiração e um farol para uma navegação mais convergente e bem sucedida.

Seria a esta CONVERGÊNCIA a que o Presidente da República (PR) apelava na comunicação ao país em que anunciou a renovação do estado de emergência até 8 de dezembro? [3] Not quite, I’m affraid! Até podia ser, e bem intencionada parece, porém será essa a mensagem mais forte que fica? Vejamos:

Fala de uma “convergência possível” e faz um apelo aos portugueses para que “Continuem, como até agora, a ser solidários, num momento, num processo tão longo de provação coletiva, assim confirmando a sua responsabilidade cívica e ética, e que se não dividam irreparavelmente entre os defensores da vida e da saúde e os defensores da economia, da sociedade e da cultura, entre os defensores da dureza sanitária e os defensores da abertura económica”.

Pois ora aí estão outras CRENÇAS limitadoras. Acreditar nisto pode minar e dificultar muito o diálogo e o encontrar de boas estratégias e soluções:

2.1) “SOLIDÁRIOs” é bom, se o caminho mostrar ser de CONFIANÇA e ABERTO à aprendizagem e à procura de boas soluções, e não ser só manter o “como até agora” porque nós assim mandamos; e “a responsabilidade cívica e ética” deverá ser a favor de um bem maior, para todos, pelo que as medidas deveriam também ir mais claramente nesse sentido, e isso não parece muito óbvio;

2.2) NÃO tem que haver DIVISÕES entre “defensores da VIDA e da SAÚDE” vs. “defensores da ECONOMIA, da SOCIEDADE e da CULTURA”, como o discurso do PR sugere. E este é um “pormenor” muitíssimo IMPORTANTE. Pode haver defensores de um dos “lados”, em pontos antagónicos; mas pode haver, E HÁ, defensores de abordagens e perspectivas FAVORÁVEIS a AMBAS. Assim como pode haver, e em grande parte está a haver, abordagens que destroem a economia, a sociedade e a cultura; e ainda por cima, condicionam a perspectiva covid e deixam de fora outras doenças e situações que já estão a criar demasiadas mortes em excesso. Para além de outras situações sociais e psicológicas desesperantes, inclusive por falta de trabalho, (ainda) não mensuráveis em mortes. No Japão, por exemplo, um dos países com confinamentos até dos mais moderados, as mortes por suicídio só em outubro excederam o total de mortes por covid desde o início da pandemia; yap, assim de mau 😦 we don’t want it! E teme-se que venha a ser uma tendência crescente, também noutros países [22], not good;

2.3) Há uma notória preocupação em que os portugueses não se “DIVIDAM irremediavelmente”, “e que recusem a violência física na discussão democrática a favor e contra o que quer que seja”. Pois, mas discussão DEMOCRÁTICA é que não está de facto a haver, ou estará a haver em termos político-partidários, mas sobre uma narrativa oficial única que não leva em conta outras PERSPECTIVAS CIENTÍFICAS relevantes. E se é de saúde que se trata (o que cada vez parece menos evidente), seria FUNDAMENTAL levar em conta. E segundo o PR, “as ELEIÇÕES não faltarão (mais para os políticos) para julgar responsáveis”; se bem que, creio, seria melhor que se fizesse por que corresse bem, em vez de se “fazer assim, e logo se vê”; e quem se guia por eleições está normalmente mais preocupado é com a percepção da opinião pública a seu respeito… o que, se levada a extremos, pode conduzir a subversões complicadas em que se “dobra” a realidade para encaixar no que se deseja, e não é só cá [26], numa perspectiva muito diferente da verdadeira CIÊNCIA.

Exemplo recente, que poderá ser muito preocupante, a meu ver e se entendi bem, foi a reacção POLÍTICA ao parecer técnico sobre as vacinas: “Há critérios técnicos que nunca poderão ser aceites pelos responsáveis políticos. Não é admissível desistir de proteger a vida em função da idade. As vidas não têm prazo de validade.”(António Costa, 27.nov. 2020 [27]). Ora se as vacinas não foram devidamente testadas nem mostraram bons resultados nesta faixa etária, quem sabe até sendo prejudiciais e mesmo interferindo com outras vacinas e medicamentos, como é que o “querer à força que a vacina funcione na faixa etária de maior risco, como se idealizava que fosse proteger a vida, sem prazo de validade” vai resolver o “problema”? Não poderá até agravá-lo ou criar outros piores?

É a este tipo de “convergência” que querem a nossa “concordância mesmo sem concordarmos”, sem pestanejar e sem uma discussão aberta, em prol de uma “responsabilidade cívica e ética”? Onde esta responsabilidade fica, da parte de quem decide, nesta perspectiva política? Até já nos “descansaram” dizendo que a decisão final será sempre política, sem precisarmos e nos preocupar com “pareceres técnicos irresponsáveis”. Isto já nem é dobrar a realidade, é arriscar-se a parti-la : -(

2.4) “Este tempo ainda é outro: o tempo de convergir no POSSÍVEL, mesmo DISCORDANDO”. Lá está! Oh espera! Mas isto aliado à existência de uma narrativa dominante, de uma propaganda e censura de que há muito não havia memória, não soa a CONVERGÊNCIA de perspectivas, mas a OBEDIÊNCIA ou prepotência… e no limite, em especial em termos internacionais, onde tudo isto está a acontecer… a PERDA de INDEPENDÊNCIA, de pensamento e de acção. É mesmo isto que ambicionam para este vosso povo nobre, valente e guerreiro? Um povo que re-conquistou a sua independência há 380 anos, para agora se entregar assim sem mais nem menos, sem fazer valer os seus valores e a sua honra? Mandar todos estes anos pela janela. Não será mesmo, mesmo POSSÍVEL fazer melhor? Mesmo, mesmo? Sure? Valia a pena pensar nisto também!

3) E pronto, é isto! E agora? Eu tenho Esperança, ainda assim, numa Convergência mais Luminosa… e Independente!

Neste meu post de 10 de outubro [35] referi “ser preciso humildade e coragem para ver as coisas por outro olhar, e agir em conformidade”. E de facto HUMILDADE é fundamental. Em [29], psicólogos sociais mostraram que comprometermo-nos publicamente com uma opinião, nos torna menos dispostos a mudá-la (em especial, acrescento, se se empenharam em criticar e ridicularizar outras opiniões, que poderão vir no processo evolutivo a revelar-se mais certas); e que para evitar descer até uma arrogância epistémica e tribal, precisamos de usar as redes ou meios de comunicação social com profunda humildade. Faz sentido! Este artigo é do início da pandemia, em março, e não é sobre este contexto pandémico. Se isto é verdade para pessoas mais “anónimas” em redes sociais, mais ainda o será para pessoas mais conhecidas e intervenientes nas grandes decisões, na face mais visível da sociedade e dos países, em relação às suas opiniões veiculadas na comunicação social. Daí o maior desafio do papel e da atitude com que cada um o desempenha, e da sua relação com a comunicação social.

E não deixa de ser curioso como tanto se está a investir no contexto pandémico, com o objectivo de se “esclarecer” ou “censurar” “a verdade” discordante, ao nível da ONU [30] e de polígrafos e fact checkers [33 obs****], mais do que a promover o debate aberto de ideias para se apurar e chegar a uma VERDADE MAIOR; e mais nas redes sociais que nos meios mais dominantes. E quem vai esclarecer as “verdades” que nos chegam pela comunicação social e inspiram decisões? Essas são as mais importantes! [27] É este o erro que a Verdadeira CIÊNCIA tenta evitar ao se focar nas ideias mais do que nas pessoas [35], fazendo revisões anónimas, e deixando margem para que os cientistas não se identifiquem demasiado com conclusões intermédias (apesar da natureza humana por vezes tender para isso), mas mais com o método e o que querem descobrir ou resolver; mantendo o espírito aberto para vir a descobrir novas perspectivas e chegar a novas conclusões.

A CIÊNCIA é mais ABERTA do que democrática, no sentido em que há diálogo, mas que não é bem por “maioria” de opiniões que se chega às conclusões mais acertadas. Como na história da pasta verde, que é de facto verde, apesar da maioria dizer ser vermelha [37]. As evidências e as descobertas falam mais alto e evoluem. Muitas vezes, aliás, as grandes descobertas e avanços são realizados por indivíduos ou minorias. Bastou um Galileu para “colocar a terra a girar à volta do sol”. Mas é essa abertura científica a perspectivas e ao diálogo que parece estar A FALTAR aqui na face mais visível da situação pandémica actual… e a nível internacional, apesar de haver cientistas e investigações com essa postura mais aberta.

Que haja humildade e abertura… sabedoria e coragem, para vermos o farol e encontrarmos caminhos mais iluminados!

Marcelo defendeu ainda que, “apesar de todas as críticas, não é altura de ‘baixar os braços’ no combate a esta epidemia” [3]. Concordo, e diria mais: abençoadas muitas das críticas, que nos podem ajudar a sair das zonas escuras e a crescer; e é altura de levantar e ABRIR os braços, e por mãos à obra! Para, em resumo (detalhes na secção 1):

I) Parar a TESTAGEM em larga escala, testar apenas sintomáticos, cuidadores e muito alto risco, reduzindo falsos positivos (sec. 1.1 e [33,34]) – libertando recursos e redimensionando a pandemia;

II) Ajustar a REAL DIMENSÃO e GRAVIDADE da pandemia, também numa perspectiva global em zoom-out, comparando com outras doenças e outros anos – revendo crenças;

III) Rever IMUNIDADE e real necessidade e contextos das vacinas – revendo estratégias;

IV) Ajustar MEDIDAS, em conformidade – alargando as dimensões relevantes: saúde e sócio-económicas;

V) e Abrir ao DIÁLOGO e a outras PERSPECTIVAS relevantes, dialogando de facto ou estudando o que outros publicam [31].

Nesta semana em que se celebra a INDEPENDÊNCIA, com feriado e tudo no 1o. de dezembro [32], que nos orientemos para uma verdadeira convergência… independente de influências e de segundas intenções, de rótulos e preconceitos, do que foi feito no passado… Nunca é tarde para fazer as escolhas certas… para um BEM MAIOR!

Para uma CONVERGÊNCIA mais forte e ILUMINADA.

Bora lá!

Let’s Look at the bRight side… of LIFE! [38]

Let’s Sail to the bRight side!

Go Portugal! Go everyone around the World!

Referências:

Em Destaque e em Resumo:

[1] “An Education in Viruses and Public Health, from Michael Yeadon, Former VP of Pfizer”, AIER Staff, American Institute for Economic Research, 21.nov.2020.

Licenciado em BioQuímica e Toxicologia, doutorado em Farmacologia Respiratória, Investigador da Indústria Farmacêutica, especializado em doenças inflamatórias e imunologia, maioritariamente a nível respiratório e da pele. 

Aborda: resposta inicial à covid; resposta do governo na situação inicial de emergência; crenças iniciais relativamente ao novo vírus; idosos e mais vulneráveis; anticorpos, imunologia e vacinas; estado actual da pandemia; testes PCR, falsos positivos e “falsas” mortes covid; medida moon shot; pandemia vs. células-T, sistema imunitário e durabilidade da imunidade; SARS-CoV2 vs outras doenças; medidas, lockdowns, resultados UK vs. outros países; excesso de mortes?; post science, post facts; objectivo da entrevista; o que fazer a seguir?

Ponto de Situação na Decisão do Actual Estado de Emergência em Portugal:

[2] “As infecções de origem desconhecida, os contágios em família e nos restaurantes: os números revelados no Infarmed”, Marta Moitinho Oliveira, Sónia Sapage e Liliana Borges, Público, 19.nov.2020.

“Encontros de peritos, políticos e parceiros sociais regressarão de 15 em 15 dias.”

https://www.publico.pt/2020/11/19/politica/noticia/reuniao-infarmed-retrato-pais-numeros-1939897

[3] “Marcelo pede convergência e diz que não faltarão eleições para julgar responsáveis”, Jornal Económico com Lusa, 20.nov.2020. 

“Este tempo ainda é outro: o tempo de convergir no possível, mesmo discordando”.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/marcelo-pede-convergencia-e-diz-que-nao-faltarao-eleicoes-para-julgar-responsaveis-667339

Testes, Contágios e Assintomáticos:

[4] “PCR e Testagem de Novo no Palco”, Lourdes Cerol Bandeira, Scientiae et Veritatis, 1.dez.2020.

https://lourdescerolbandeira.eu/pcr-testagem-novo-no-palco

[5] “Mega rastreio em Wuhan sugere que assintomáticos podem não contagiar”, Diário de Notícias, 22.nov.2020.

“Os assintomáticos não são infecciosos? Esta será a principal conclusão de um estudo epidemiológico que envolveu quase toda a população de Wuhan.” (perto de 10 milhões)

https://www.dn.pt/mundo/mega-rastreio-analisou-quase-todos-os-10-milhoes-de-chineses-de-wuhan-13063086.html

[6] “Graça Freitas – Atribuição óbitos por COVID-19”, Conferência de Imprensa da DGS, youtube, 2020.

(mais referências sobre Testes, Contágios e Assintomáticos nos meus posts [33,34])

Dimensão e Gravidade Covid vs. Outras Doenças e outros Anos:

[7] “Global perspective of COVID-19 epidemiology for a full-cycle pandemic”, John P.A. Ioannidis, European Journal of Clinical Investigation, Wiley, 7.oct.2020.

Comenta medidas demasiado drásticas, compara com a Gripe, e refere que “Preliminarily, there is some evidence that influenza seems suppressed while the COVID-19 pandemic is active”, ou seja, que a Covid tem estado a eclipsar a gripe, o que muitos chamam o “apagão da gripe”.

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/eci.13423

[8] “Taxa Anual de Ocupação em Internamentos – Todas as Regiões (2013-2020)“, Gráfico, SNS Portugal, 2020.

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[9] “Enchente nas urgências hospitalares. Porque é que isto se repete? E como se resolve?“, Marlene Carriço, Observador, 10.jan.2017.

[10] “Serviços de internamento cheios obrigam a pôr doentes nos corredores do Sta. Maria”, João d”Espiney, Público, 20.jan.2012.

https://www.publico.pt/2012/01/20/jornal/servicos-de-internamento-cheios-obrigam–a-por-doentes-nos-corredores-do-sta-maria-23821176

[11] “’Não estamos em caos de modo nenhum: a garantia do diretor de Infecciologia do S. João”, António Sarmento na Edição da Tarde, Sic Notícias, 23.nov.2020.

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-11-23-Nao-estamos-em-caos-de-modo-nenhum-a-garantia-do-diretor-de-Infecciologia-do-S.-Joao

[12] “Gripe: Inverno passado foi um dos piores com mais de 5500 mortes em excesso”, Alexandra Campos, Público, 6.out.2015.

https://www.publico.pt/2015/10/06/sociedade/noticia/mortes-1710331

Apresento apenas alguns gráficos como exemplo. Muitos outros existem e podem ser feitos…

[13] “Óbitos por infecções respiratórias e covid entre Março e Outubro de 2020”, Gráfico, Pedro Almeida Vieira, Facebook, 24.out.2020.

Chart, bar chart

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[14] “Diferença entre óbitos 2020, média 2015-2019 e óbitos COVID-19, por semana”, gráficos de diferenças e valores absolutos, em barras e linha, com estados de emergência, calamidade, alerta e contingência, Fonte: INE, via Telmo Azevedo Fernandes, Facebook, 30.nov.2020.

Chart, histogram

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[15] Mortes covid vs outras causas, por país (animação), no website:

https://www.worldlifeexpectancy.com/selected-deaths-vs-covid-19-portugal?fbclid=IwAR2kYagxFmQsMRn_WgXoJcV0cOD3b2sxbVGSkPKgySwQnO9Oy79FwHObLPM

[16] “Qual a diferença entre a taxa de mortalidade e de letalidade da Covid-19? O interessante caso da Islândia”, Jorge Gonçalves, 21.abr.2020.

[17] “Estudo arrasa dados da DGS sobre Covid-19 usados em análises científicas”, Nuno Guedes, TSF Rádio Notícias, 9.nov.2020.

Poderá ser um aspecto temporário, mas acresce à existência de falsos casos e “mortes” covid, dificultando fazer uma boa análise da situação e tomar as melhores decisões.

https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/estudo-arrasa-dados-da-dgs-sobre-covid-19-usados-em-estudos-cientificos-13014659.html

Imunidade e Vacinas: 

(mais referências científicas sobre Imunidade e Vacinas em [1] e nos meus posts [36,33])

[18] “COVID-19: Um Espectáculo Circense Sem Fim” (sobre vacinas, experiências limitadas, com base em PCR, em condições e público alvo reduzidos ), Luís Gomes, difbroker blog, 27.nov.2020.

[19] “Why the Pfizer CEO selling 62% of his stock the same day as the vaccine announcement looks bad”, Tom Baithwaite, Financial Times, 13.nov.2020.

“Selling the bulk of your stake never looks good, but especially when public confidence in your company is a matter of life or death”

https://financialpost.com/financial-times/why-the-pfizer-ceo-selling-62-of-his-stock-the-same-day-as-the-vaccine-announcement-looks-bad

[20] “Pfizer’s Early Data Shows Vaccine Is More Than 90% Effective”, By Katie Thomas, David Gelles and Carl Zimmer, The New York Times, 9.nov.2020.

 “Pfizer announced positive early results from its coronavirus vaccine trial, cementing the lead in a frenzied global race that has unfolded at record-breaking speed.”

[21] “Farmacêuticas querem proteção legal da UE caso vacinas corram mal”, DN, Diário de Notícias, 26.ago.2020.

“Indústria farmacêutica está a pressionar a União Europeia em virtude do risco inerente à aceleração do processo de desenvolvimento de vacinas.”

https://www.dn.pt/mundo/farmaceuticas-querem-protecao-legal-da-ue-caso-vacinas-corram-mal-12553309.html

Para lá da Covid e impacto das Medidas:

[22] “Japão: mais suicídios num mês do que mortes por covid-19 em todo o ano”, Diário de Notícias, 29.nov.2020.

https://www.dn.pt/mundo/japao-mais-suicidios-num-mes-do-que-mortes-por-covid-19-em-todo-o-ano-13089581.html

[23] Mick Hartley, “The ‘dry tinder’ hypothesis”, 3.sep.2020.

https://mickhartley.typepad.com/blog/2020/09/the-dry-tinder-hypothesis.html

[24] “Confinamento e recolher obrigatório inúteis e prejudiciais, defende internista do São João”, Lusa, Diário de Notícias, 18.nov.2020.

“António Ferreira alertou ainda para o facto de pessoas ‘que têm doenças agudas’ não estarem a ser tratadas e morrem ‘em casa’”.

https://www.dn.pt/pais/confinamento-e-recolher-obrigatorio-inuteis-e-prejudiciais-defende-internista-do-sao-joao-13048365.html

[25] Great Barrington Declaration

“As infectious disease epidemiologists and public health scientists we have grave concerns about the damaging physical and mental health impacts of the prevailing COVID-19 policies, and recommend an approach we call Focused Protection.”

Comunicação e Decisões vs. Realidade:

[26] “Professor Carl Heneghan: Government Covid scenarios are ‘out by significant amount’”, Julia Hartley-Brewer interviews Carl Heneghan (evidence Based Medicine), talkRADIO, 2.nov.2020.

“Pessoas podem ficar com restos do vírus pelo menos 30 ou 45 dias depois… ter testes binários (positivo, negativo) é demasiado simplista… ir atrás de quem é infeccioso não era a prática no passado… danos enevoados… Governo tem-se focado demasiado nos “worst case scenarios”. As políticas governamentais não são guiadas pela evidência; em vez disso, “massajam” as evidências para justificar as políticas.  Há uma necessidade de “insights” sobre os dados… e de comparar com o que acontece nesta altura do ano, noutros anos.”

[27] “Costa recusa idosos como última prioridade na vacinação ‘porque as vidas não têm prazo de validade’”, David Santiago, Jornal de Negócios, 27.nov.2020.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/saude/detalhe/costa-recusa-idosos-como-ultima-prioridade-na-vacinacao-porque-as-vidas-nao-tem-prazo-de-validade

[28] “John Ioannidis – In COVID-19 the media and social media took control of science”, Youtube, 19.nov.2020.

[29] “Is social media killing intellectual humility?”, Nicole Yeatman, Big Think, 9.mar.2020.

“Social psychologists have shown that publicly committing to an opinion makes you less willing to change your mind. To avoid a descent into epistemic arrogance and tribalism, we need to use social media with deep humility.”

https://bigthink.com/sponsored-institute-for-humane-studies/intellectual-humility

[30] “UN Recruits 110,000 Social Media Influencers To Correct Online Covid Wrongthink”, Baxter Dmitry, News Punch, 27.nov.2020. 

Abertura ao Diálogo e a Outras Perspectiva Luminosas:

[31] … dialogando de facto ou estudando o que outros publicam, como por exemplo: Drs. Mike Yeadon, John P.A. Ioannidis, Martin Kulldorff, Sunetra Gupta, Jay Bhattacharya [25], Sucharit Bhakdi, Ivor Cummins… Jorge Torgal, Gabriel Branco, Lourdes Cerol Bandeira, Paulo Moreira, Fernando Nobre, Pedro Girão… André Dias, Pedro Almeida Vieira, Tiago Mendes, Telmo Azevedo Fernandes, Miguel Moreira, Rui Lima, Marta Gameiro Branco… José Miguel Judice, Luís Aguiar-Conraria, Raquel Varela… e muitos outros.

Restauração da Independência em Portugal:

[32] “Porque hoje dia 1 de Dezembro é feriado?”, Mundo Português, 1.dez.2020.

“Hoje comemora-se a Restauração da Independência em Portugal… foi o culminar de um período de grande descontentamento por parte da população portuguesa, descontente com a União Ibérica… [que] originou problemas à população portuguesa, com sobrecarga de impostos e envolvimento de Portugal nos conflitos de Espanha… A Restauração de Portugal como país soberano é o nome que se dá… a 1 de dezembro de 1640, chefiado por um grupo designado de Os Quarenta Conjurados e que se alastrou por todo o Reino, pela revolta dos portugueses contra a tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal.”

Selecção de Posts Anteriores (no meu facebook):

[33] “Acasos COmVIDa II | Ronaldo “Is doing Great”: “Let’s Look at the Right Side !”, 3.nov.2020.

[34] “Acasos COmVIDa | Ronaldo: de ‘Game Winner’ a ‘Game Changer’”, 20.out.2020.

[35] “Insights COmVIDa IV: Consciência, Empatia… Sabedoria e Coragem”, 10.out.2020.

[36] “Curvas e Picos COmVIDa VII: Vacinas… and Beyond++”, 4.out.2020.

[37] “Insights COmVIDa: a Filosofia das ‘pastas Verdes’”, 22.set.2020.

Bonus Track:

[38] “Always Look on the Bright Side of Life”, Monty Python, 1979.

Que nos dê alento e inspire a olhar mais para o lado luminoso da pandemia e da vida! Bora lá!

“… 

Always look on the bright side of life
Always look on the light side of life

If life seems jolly rotten
There’s something you’ve forgotten
And that’s to laugh and smile and dance and sing
When you’re feeling in the dumps
Don’t be silly chumps


Just purse your lips and whistle, that’s the thing
And

Always look on the bright side of life
(Come on)
Always look on the right side of life

…”

No filme “The Life of Bryan” dos Monty Python: https://www.youtube.com/watch?v=SJUhlRoBL8M

Monty Python’s Eric Idle (autor), com orquestra, no Royal Albert Hall of Arts and Sciences, London, UK: https://www.youtube.com/watch?v=2hqS_lzNIlU

No encerramento dos Jogos Olímpicos de 2012, Londres… (seg 2:40): https://www.youtube.com/watch?v=jiu0lYQIPqE

Pelos Monty Python (encore): https://www.youtube.com/watch?v=xvTnWpQpFIs

Oficial (com letra): https://www.youtube.com/watch?v=X_-q9xeOgG4

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2 thoughts on “COmVIDa III : Da Navegação às Escuras à CONVERGÊNCIA Iluminada… e Independente

  1. As minhas mais sinceras saudações à Raquel e sobretudo à Teresa Chambel por este texto verdadeiramente marcante onde sobressaem a objectividade, a humildade, a genuína procura da verdade possível, a coragem de desmontar o estafado e destrambelhado discurso da narrativa mainstream em que já quase ninguém acredita, o lado realmente construtivo das atitudes, a preocupação em fundamentar o posicionamento, e tudo numa linguagem acessível e descontraída, sem esquecer as sugestões e os caminhos para sairmos da desgraça de uma maneira sensata, equilibrada, honesta. Como obviamente se depreende, este conjunto de qualidades é precisamente aquilo que tem faltado em substância, não apenas aos decisores políticos, mas também a vários sectores dos departamentos científicos que, de um modo lamentavelmente subserviente, têm andado a alimentar a narrativa falsa e autoconvincente de uma pretensa verdade fabricada à medida dos enormes interesses em jogo. Bem haja Teresa e que nunca ceda ao facilitismo de alinhar por esse discurso falacioso, pois, como dizia o poeta: “não sei por onde vou. Sei que não vou por aí!”

    Raquel Varela escreveu no dia domingo, 20/12/2020 à(s) 10:58:

    > Raquel Varela posted: ” Teresa Chambel, 2.dezembro.2020 Faculdade de > Ciências como post em: https://www.facebook.com/teresa.chambel.7 Quando > foi feito o anúncio do actual estado de emergência, chamou-me a atenção a > forma como foi caracterizada a situação covid, e ” >

  2. Sr.ª Raquel, começo por apresentar as minhas sinceras desculpas pelo excessivo “chamar os bois pelos nomes”, que a levaram a retirar o meu último post. No entanto, não sou nem nunca serei, pessoa “politicamente correta” e, adoptar a atitude de “tomar um chá”, perante o desenrolar da situação, é-me simplesmente impossível. Os acontecimentos assim o ditam.
    Porque, não estamos apenas perante mais um acontecimento singular dos nossos dias e, poderia usar como exemplos qualquer um dos que aconteceram durante a 1ª década deste novo século. Estamos sim perante algo bem mais sério, acima do que por cá percepcionámos nas últimas duas décadas. Naturalmente, dito desta forma, isto nada significa para o nosso povo, ou para a vasta maioria dos povos ocidentais, por uma simples razão… não lhes aconteceu a eles, aconteceu aos outros… longe (longe da vista, longe do coração).
    Pois bem, agora é por cá que acontece, é sobre todos nós, os “deploráveis”.
    Estes seus dois últimos artigos, exemplificam cabalmente o que já muitos por cá e muitos, mas muitos mais por esta europa e mundo fora já o sabem à bastante tempo…
    A doença Covid19, provocada pelo vírus SARS-Cov-2, não é pior que muitas doenças já conhecidas, provocadas por outros vírus já conhecidos. E no entanto, a “propaganda” continua diariamente nas nossas tv’s, os ditames governamentais permanecem e a atitude não contraditória é transversal ao espectro politico.
    Acrescento, pois assim o creio… e irá continuar por muito tempo.
    Em 2021 a situação irá permanecer, piorar creio-o. Conforme já aqui deixei o alerta, algo irá ocorrer e teremos brevemente uma “nova covid”… pelo menos mais uma.
    A quem queira, ouse ir mais além, tem de começar a perguntar o seguinte…
    Se no âmbito da doença, se constata não ter cabimento a metodologia empregue, porque se continua a mantê-la e a planeá-la já para os temos próximos e de forma autoritária?
    Poderiam também perguntar-se, porque são afastadas, denegridas ou censurados aqueles que, inclusive por cá, sempre aconselharam, elaboraram e conduziram a metodologia empregue no âmbito de outras epidemias e pandemias, ocorridas no passado recente?
    A resposta é bastante simples… Porque algo mais acontece… e acontecerá.
    E disso, nada sabemos, nada nos dizem e mantêm-nos confinados… com medo.
    A “ferramenta”, o “método”, servem o(s) propósito(s), servindo o(s) objetivo(s).
    Para meditarem…
    Não deveria interessar absolutamente nada do que nos é dito,
    Somente o que nos é feito, ao que somos submetidos, obrigados.
    Afirmo, é a natureza do acto que denúncia a verdadeira “face” do seu executante.
    Isto bastaria, deveria bastar, para as vossas consciências acordar.
    Quem me dera ter escutado a Sr.ª Natália Correia, não o tendo feito, aqui estou também neste barco, ao invés de estar bem longe… em alto mar.

    Fica um indício de uma das causas… Peak-Oil. O que foi, poderá não voltar a ser. Vejam o documentário do Michael Rupert a respeito. Fica ao critério de cada um, a busca pelo impacto e consequências económicas, sociais e geopolíticas dessa causa no futuro próximo, de todos nós.
    Uma das causas, porventura uma das mais importantes, mas é só uma.

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