2000 anos de garantia

Eu, se tivesse que organizar um evento de saúde pública, pedia conselhos ao PCP e à Igreja Católica. Têm respetivamente 100 e 2000 anos a organizar disciplinadamente a sua base social. Há muito que acho que a DGS devia ter um curso de formação de quadros com o comité central de ambas as organizações. Aliás, neste momento as únicas organizações que neste Domingo vão juntar dezenas de pessoas para, com regras, manterem o mínimo de vida normal, são as igrejas e o PCP. E são garantidamente aquelas que têm mais pessoas com risco, dada a idade média dos seus militantes (não são apoiantes, nem activistas, como se diz agora, são militantes, e é isso que os disciplina). Da mesma forma que não houve surtos no Avante, não ouviremos falar deles no congresso do PCP, nem nas igrejas, que todos os domingos juntam por esse país fora milhares de idosos juntos a cantar, enquanto nós, cidadãos desemponderados (também gosto deste palavrão) estamos à mercê de decisões desnorteadas e nem ao concelho ao lado podemos ir sem ter uma barreira policial a fazer-nos perguntas que há um ano nos pareceriam inaceitáveis (e são-no, inaceitáveis). O PCP e a Igreja sabem correr riscos, porque sabem que o risco maior é o fim da liberdade das suas organizações. Quem diria que ambas, tão longe de práticas democráticas internas, acabassem a dar assim uma lição ao PS, ao PSD e aos partidos que aprovaram o Estado de Emergência, e ao BE que disse nim (lá está, são activistas), dizia eu, ensinado assim, as duas mais importantes organizações centralizadas de Portugal o que é responsabilidade e democracia? Deus, já se sabe, escreve direito por linhas tortas…

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