In-segurança Social e lay-off

Dez anos do fundo da segurança social desapareceram em dez meses. Em momento algum devia ter sido usado o dinheiro da segurança social para auxiliar empresas. As empresas não são todas iguais, se não têm folga alguma não são de facto viáveis, se têm excedente devem usá-lo e não esperar que sejam as reformas e pensões de quem trabalhou e descontou a vida toda que as vão salvar. O Estado devia ter criado emprego e auxiliado os trabalhadores. O dinheiro da segurança social de quem trabalha foi utilizado em empresas com milhões de euros de lucro durante anos acumulado, como a Auto Europa ou a pequena Padaria Portuguesa. De salientar que outras, como a Delta, tudo indica, não terá recorrido ao lay-off, apesar das perdas. Mais, este valor foi dado com o argumento de salvar empregos e agora estas empresas estão a despedir os trabalhadores. Ao dar apoio ao lay-off o Estado autorizou que grandes empresas multinacionais e outras, lucrativas, tivessem de facto delapidado durante em poucos meses 10 anos de descontos dos trabalhadores, de todos os trabalhadores portugueses, incluindo dos que – em pleno confinamento -mantiveram o país a funcionar, do SNS à logística.Quem trabalha não pode entregar mais ao Estado, porque não tem. É preciso ir onde há excedente – e isso não é a segurança social – para colmatar as tragédias económicas. O excedente não está nem no salário nem nas pensões dos que trabalham – estes não podem dar mais ao Estado.

4 thoughts on “In-segurança Social e lay-off

  1. Não aprenderam, nem se preocupam, Actuam a curto prazo a pensar no “votinho”
    Foi impressionante como se fez a venda de predios,patrimonio da Segurança Social,por preços abaixo do Mercado à CML, para esta fazer uma grande acção de distribuir casas de rendas acessiveis Assim se apoia o Medina à custa da Segurança Social

  2. A normalização do estado de excepção. A crise de 2008 não abalou as estruturas de poder, pelo contrário, estas saíram reforçadas. Assistimos à ilegitimidade absoluta da socialização dos prejuízos e da salvaguarda dos lucros, esta imoralidade é tida hoje como necessária para o regular funcionamento da economia. As pessoas estão fragilizadas e desmoralizadas, sabem que estão à mercê da arbitrariedade do poder. Os governantes não assumem as suas responsabilidades e não assumem porque eles próprios não sabem o que é ser livre, liberdade é a forma da superação, é uma forma bela que dá propósito à vida e que se caracteriza como uma permanente revolução. Os governantes não deveriam querer menos que isto, as pessoas não deveriam exigir menos que isto, o aparente é a representação do incompleto.

  3. Vai ser esquecido e, daqui a uns anos, lá virão comentários do género ” não é sustentável”. Se lhe acrescentarmos a “brincadeira” de Vieira da Silva nas aplicações erradissimas….

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