Lar, amargo Lar

Os lares, na sua maioria, revelaram-se um triste espaço vazio de tudo, onde quem não pode (e são quase todos, por causa de baixos salários, horários de trabalho e baixas reformas) larga – contra a sua e deles vontade – pais e avós. O fim da linha. Ninguém quer colocar os país num lar e ninguém quer ir para um lar. O Estado sufoca-nos com impostos e não cuida de uma política pública de envelhecimento saudável e humanizado. Os Lares são o último lugar a que se pode chamar Lar. Uma – demasiadas vezes – abjecta realidade que suspeitamos existir ou conhecemos de facto, e que a Ordem dos Médicos teve a coragem de colocar num Relatório, enquanto todos na hierarquia pública e privada e/ou social se descartavam de responsabilidades. Um dia assistiremos a reportagens sobre os dias e as noites nestes lugares e olharemos para eles como hoje se olha um asilo medieval.

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3 thoughts on “Lar, amargo Lar

  1. O Costa primeiro defendeu a Ministra que considerou pouco relevantes o numero de pessoas que faleceram nos Lares devido ao Covid, e depois tal como a Ministra entendeu que não era de ter em devida conta o que foi exposto no relatorio da Ordem dos Medicos(o que é de nos por os cabelos em pé)alegando que o relatorio não faz parte das atribuições da Ordem

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