O Auto-Governo e o DesGoverno

É isto. Confesso que escolhi a história social porque me apercebi, no fim do curso, que as pessoas são capazes de ações muito maiores do que os seus governos e, por falta de organização própria e consciência, continuam convencidas que são os governos que fazem por elas as coisas grandiosas que elas fizeram. Em crise isto é mais visível – porque nas crises os governos demonstram que a sua capacidade de ação é uma ilusão que alimentamos em tempos de estabilidade. Enquanto tantos na minha área optaram por estudar decretos e directivas eu optei por estudar os movimentos sociais que levam os governos a fazer decretos. Tudo isto é história, decretos também são história, mas a mim interessa-me mais esta – a das pessoas comuns, a história dos debaixo como lhe chamaram os britânicos, a história do povo como rebaptizou-a o nosso eterno mestre, o norte-americano Howard Zink. Nunca me interessou muito o facto do Hitler ter invadido a França a não ser como passo essencial para compreender e emocionar-me com o meio milhão de franceses que fizeram parte da resistência francesa auto-organizada ao nazismo. A história dos debaixo é curiosamente muitas vezes a história de cima, porque é e história da grandeza humana Sim – como historiadora e alguém que vai contribuindo, espero, um pouco para pensarmos o país e o mundo- emocionou-me a sensatez de grande parte da população anónima, enquanto os governos dão espectáculos de caos e anarquia, incompetência e inabilidade todos os dias. Imaginem como seria um dia se conseguíssemos realmente criar uma qualquer forma de auto governo que pusesse esta capacidade colectiva a funcionar em pleno, sem amos, e com liberdade. Imaginem.

6 thoughts on “O Auto-Governo e o DesGoverno

  1. Parabens Raquel, gosto muito de ler vosso ponto de vista. Obrigado de ajudar nos nosso raciocíno. (desculpe se tem faltas ortograficas).

  2. Muitos tiveram a coragem de escrever e de alertar nas redes sociais o que se estava a passar, dando informações preciosas e, o que deveriam fazer. O governo e deputados, chegaram como sempre tarde, as rezões todos sabem porquê! Aguardado ordens da UE, visto que esta UE pouco se tem importado com os pobres, trabalhadores e reformados. Ainda hoje o governo está aguardar, que vai fazer com as fronteiras e os aeroportos….

  3. Muitos tiveram a coragem de escrever e de alertar nas redes sociais o que se estava a passar, dando informações preciosas e, o que deveriam fazer. O governo e deputados, chegaram como sempre tarde, as rezões todos sabem porquê! Aguardado ordens da UE, visto que esta UE pouco se tem importado com os pobres, trabalhadores e reformados. Ainda hoje o governo está aguardar, o que vai fazer com as fronteiras e os aeroportos….

  4. Mesmo tratando-se da grave situação em que nos encontramos para a qual devemos TODOS estar sintonizados para travar o mesmo combate, ainda há sempre quem se aproveite para fazer propaganda política e partidária e para propagar algum veneno.

  5. Aqui está uma atitude que eu acho certa, e contrária à contínua hipocrisia revolucionária e narcisista.
    “É por isso de saudar o clima de paz política que se ergueu sobre este nosso drama colectivo. Com excepção de um ou outro arrufo, descontando uma ou outra estupidez nas redes sociais, o país está a mostrar a sua faceta mais nobre. Pressionando os que agem contra as regras. Criticando com prudência o que está mal. Reagindo com calma e compreensão às crescentes medidas restritivas das autoridades. Solidarizando-se com os idosos que vivem sozinhos, com os médicos, com os empregados das farmácias ou dos supermercados. Focando-se, afinal, no que verdadeiramente importa: em dar as mãos para vencer o combate mais duro das presentes gerações.” Manuel Carvalho nu Público

  6. Retificação.

    Aqui está uma atitude que eu acho certa, e contrária à contínua hipocrisia revolucionária e narcisista.
    “É por isso de saudar o clima de paz política que se ergueu sobre este nosso drama colectivo. Com excepção de um ou outro arrufo, descontando uma ou outra estupidez nas redes sociais, o país está a mostrar a sua faceta mais nobre. Pressionando os que agem contra as regras. Criticando com prudência o que está mal. Reagindo com calma e compreensão às crescentes medidas restritivas das autoridades. Solidarizando-se com os idosos que vivem sozinhos, com os médicos, com os empregados das farmácias ou dos supermercados. Focando-se, afinal, no que verdadeiramente importa: em dar as mãos para vencer o combate mais duro das presentes gerações.” Manuel Carvalho no Público

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