Auto Europa: o que se passa?

Começámos um estudo sobre a Auto Europa. Nele recolhemos já diversos testemunhos de trabalhadores, homens e mulheres que dão conta de: “ataques de pânico nas linhas de montagem; morte súbita ou acidente à saída da fábrica, sobretudo no turno que termina às 7 da manhã; aumento das baixas por lesões; aumento de conflitos dentro da fábrica e trabalhadores a dormir na linha de montagem, mesmo contra a expressa proibição da fábrica; não podemos afirmar neste momento, porque só temos testemunhos, se tudo isto é verdade ou se só o é em parte verdade porque porque o nosso estudo está no início, porém consideramos como investigadores que estes testemunhos justificam uma intervenção quer da ACT que da própria saúde pública para verificar se são ou não verdade”. É preciso perceber se isto é a mais ou a menos do que noutros lugares do país; face à população em geral; se aumentou depois do novo horário de laboração contínua.

A Auto Europa bateu todos os records de produção a nível internacional, depois da introdução do trabalho compulsório ao Domingo, introduzindo métodos de trabalho análogos à China, que destroem a força de trabalho, pondo em causa a saúde física e mental dos trabalhadores. Há outros dados importantes que a fábrica nos podia dar, embora também os possamos conseguir pelos estudos que realizamos, demoramos mais tempo, mas chegamos lá: quantos trabalhadores da AE têm tensão alta, colesterol alto – depois de 5 anos em turnos – , quantos consomem bebidas energéticas regularmente; quantos têm lesões de esforço; e quantos estão em baixa médica, por doença, a ser pagos pelo Estado, depois da introdução do trabalho ao Domingo. No fundo, quando nos custa – a todos nós que pagamos a Segurança Social, incluindo aos próprios trabalhadores da Auto Europa que também a pagam – o record de produção anunciado de 3 milhões de carros.

A AE deve ser a primeira compreender que Portugal é um país pequeno, com uma elite governativa medíocre e sem projecto de futuro para o país, mas há limites “à República das Bananas”. Contam com esta equipa – e não aceitaremos qualquer pressão política sobre o nosso trabalho científico,- para analisar com todo o cuidado metodológico como está a saúde destes homens e mulheres, aquém e além das estatísticas de produção e remuneração de dividendos dos accionistas alemães. Contam também com a nossa investigação internacional junto dos nossos colegas alemães, que estão a estudar o trabalho na indústria automóvel ana Alemanha. É importante que contemos com as instituições, como a ACT e a DGS, para fazerem o seu trabalho de fiscalização quando há denúncias e/ou testemunhos que lançam alertas importantes, na verdade, imensamente graves, a serem verdadeiros. Aliás, é preciso dizer que a própria AE, que tem ganho prémios de empresa sustentável, devia ser a primeira a querer actuar, não deixando no ar qualquer dúvida a este respeito.

3 thoughts on “Auto Europa: o que se passa?

  1. Sem palavras, apenas pensar e questionar se as autoridades – ACT , SAÚDE – irão fazer alguma coisa investigar o que quer que seja? Só para exemplificar o assessor de imprensa do MA , um tal Matos Fernandes não mantém secretas umas análises aos esgotos da Celtejo , diz ele serem águas tiradas, que certamente dariam para fechar a empresa pois caso contrário não seriam secretas (escondidas dos portugueses). So desejo a continuação destes estudos e todo o sucesso nas suas conclusões .

  2. Sem palavras, apenas pensar e questionar se as autoridades – ACT , SAÚDE – irão fazer alguma coisa investigar o que quer que seja? Só para exemplificar o assessor de imprensa do MA , um tal Matos Fernandes não mantém secretas umas análises aos esgotos da Celtejo , diz ele serem águas tratadas, que certamente dariam para fechar a empresa pois caso contrário não seriam secretas (escondidas dos portugueses). So desejo a continuação destes estudos e todo o sucesso nas suas conclusões .

  3. Que se façam estudos, nada contra. Mas que sejam feitos sem preconceitos prévios… Não tenho conhecimento de nenhuma destas situações e, sinceramente, custa-me a acreditar nestas estórias “caídas do céu”.

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