“Don’t Fuck my Job”: as lutas dos estivadores numa perspectiva global

Saiu agora o novo livro que coordeno sobre as lutas sociais dos estivadores, com destaque para os conflitos no Porto de Lisboa, num artigo da minha autoria. Encontrarão neste livro a contribuição de mais de uma dezena de colegas de universidades estrangeiras bem como o testemunho de estivadores sobre os conflitos sociais no sector portuário desde a década de 70 aos nossos dias. O livro resulta de um projecto do Sindicato dos Estivadores, SEAL, com a FCSH-Universidade Nova de Lisboa, que coordenei durante estes anos. Aos que nele participaram o meu obrigada. Espero que ajude a entender um conflito que agora retorna de forma dramática ao porto de Lisboa com a ameaça de falência da empresa portuária e 18 meses de salários em atraso destes homens e das suas famílias.

“Este é um livro de história e de reflexão. De reflexão sobre os desafios que os estivadores enfrentam, como a precariedade e a automação. E de história porque é através da história secular da indústria portuária, da luta dos estivadores e dos desafios que enfrentaram que se descobrem lições sobre como agir no presente e preparar o futuro. Fala-se, obviamente, de Portugal. Das lutas, mas também das condições em que os estivadores exercem o seu trabalho e das implicações que estas têm para a sua saúde.
Mas as histórias aqui contadas abrangem quase todos os continentes, da Europa às Américas do Norte e do Sul, África e Austrália. A longa luta de 28 meses dos estivadores de Liverpool entre 1995 e 1998 é aqui abordada ao pormenor. Saldou-se por uma derrota, mas das lições tiradas dessa derrota saiu um dos grandes trunfos dos estivadores de todo o mundo: a criação do International Dockworkers Council – IDC, o sindicato internacional dos estivadores.
Em Portugal, o panorama do sindicalismo tradicional é desolador. Os sindicatos que continuam a agir como se o pacto social nascido no pós-guerra não tivesse entrado em rutura nos anos 80 estão em retrocesso: acumulam derrotas e a percentagem de sindicalizados caiu para menos de 20%. O SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística faz a diferença. Aqui abordam-se os porquês dessa diferença.”

1 thought on ““Don’t Fuck my Job”: as lutas dos estivadores numa perspectiva global

  1. STOP

    Raquel Varela escreveu no dia sábado, 22/02/2020 à(s) 10:07:

    > Raquel Varela posted: “Saiu agora o novo livro que coordeno sobre as lutas > sociais dos estivadores, com destaque para os conflitos no Porto de Lisboa, > num artigo da minha autoria. Encontrarão neste livro a contribuição de mais > de uma dezena de colegas estrangeiros sobre os conf” >

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