Eutanásia

Foi um debate sério como há poucos na nação. A eutanásia foi aprovada, com um debate quanto a mim na esfera pública, nos media, de grande nível; aliás, houve esfera pública, e não só Parlamentar, coisa rara em Portugal; sou pela despenalização, subscritos do Movimento Cívico a favor, mas ouvi com atenção os argumentos de quem é contra e sou sensível a debatê-los – os seus alertas não podem ser ignorados na aplicação da lei. Há dois momentos tristes porém neste debate: os hospitais privados virem reclamar que são contra porque defendem o “direito à vida” quando se recusam todos os dias a tratar pessoas com doenças curáveis porque o seu seguro não paga; e a mobilização de crianças pela Igreja. Tirando estes dois momentos, de total ausência de ética, achei que saímos deste debate com mais saber, mais humildade, mais atentos aos problemas do SNS, mais atentos aos argumentos de quem é contra e de quem é a favor da despenalização. E sim, o debate central no país é como cuidamos de todos – o SNS, a sua orçamentação, e as condições de trabalho dos seus profissionais, já de todos conhecidas, merecem uma acção urgente, pela vida de todos nós.

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4 thoughts on “Eutanásia

  1. O que saímos todos desta aprovação é,

    1) com a convicção plena de que a palavra Democracia é uma anedota (por não ter sido algo tão importante como isto referendado – pois, não fazia parte das intenções visíveis dos partidos que foram eleitos) e

    2) também com menos probabilidade de chegarmos a uma idade avançada.

    Pois, hoje são as doenças curáveis e amanhã são as condições tratáveis (como já se faz nos Países Baixos). E, hoje é voluntário e amanhã, com o SNS a ruir a olhos vistos, já poderá não ser voluntário – para que se poupem recursos cada vez mais escassos – pois, o dinheiro que foi para banqueiros privados e afins irá certamente fazer falta ao SNS (como, aliás, já está claramente a fazer).

    Ver: h*tps://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=7753.msg325616#msg325616

    Parabéns portugueses, por mais este enorme retrocesso civilizacional! (Primeiro o Aborto, agora isto!)

    Matem os velhos, ou convençam-nos a morrer quando eles já estiverem meio “xexés”, que é da maneira que recebem as heranças mais cedo.

  2. mas que patifarias, pois, então vale tudo para chegar ao pilili, sem morte, agora com morte, valem todas as manhas para lá chegar. Este Pais presta-mineiro, ainda não percebeu que, o mal do Socaste, que foi ele não querer pagar sobre as comissões, devia das ter registado, estava tudo bem, aqui é a mesma coisa, paguem por três e comemos por quatro, vale tudo. Suas lentes, então se as pessoas em vida plena não sabem nada disso, como é que vão decidir quando já nada podem; mas que hipocrisia se consome diariamente, alguém sabe alguma coisa disso, neste Pais, ou, alguém ouviu alguma coisa séria, num Pais cujos emigrante sempre dizem lá fora “Em Portugal, são todos corruptos”, assim, é a eutanásia vai ser aproveitada, para aliviar a segurança social, dando o fim de vida aos pobres mais cedo, para dar mais anos aos filhos dos mais habilitados, é sempre a mesma maneira de mandar neste Pais, o pobre, não tem nada nem sabe nada, o abastado que procura tudo e o rico que tudo tem e tudo recebe. Que tristeza, alguém sabe alguma coisa disso????, nada nem que leiam todos os dias, tudo no dia seguinte ficará alterado. Pobres e incultos, mesmo que não votem, sempre votam por existirem, porém, nunca sabem como, mesmo não indo a votos – ou seja “se não dizes nada, estás comigo; se tosses estás expulso, se ficas, comigo está. Está sempre certo, a pombinha de mão em mão. Sempre assim continuaremos a ser – uma raiz um povo, um socrático, um comissionista, um sacerdote, um futebolista, um cancionista, um fadista e.. hum, hum que nada cheira.

  3. Não me revejo num lugar onde não são as pessoas a decidir temas que são intransmissíveis, o que está em causa é a mais elementar noção de representatividade e de representação, a resposta esclarecedora é sempre o resultado da pergunta responsável. Não há democracia nem cidadãos de pleno direito sem condições objectivas que permitam a abstracção, a seriedade é a persecução do que é digno e respeitável, o comportamento civilizado e excepcional dos deputados é o contraponto da sua própria arrogância na usurpação.

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