O professor, o cigano e a negra

O grande tema da semana foi o silêncio ensurdecedor do Ministério da Educação sobre uma família cigana que bateu numa funcionária negra, noutra branca e em dois professores – tudo com directos para a TV, em confissão pública com dolo. Ao mesmo tempo que agia suspendendo o professor que bateu no aluno, o Ministério da Educação e o Ministério Público remeteram-se ao silêncio quando a violência recaiu em directo sobre professores e funcionários. A família cigana bateu no aluno por esta mesma razão: o Ministério tem dois pesos e duas medidas – desculpando publicamente quem bate em professores ou agride verbalmente estes (o que acontece todos os dias), e agindo com mão dura contra um professor que bateu num aluno (algo excepcional) – assim, o sinal que está a dar à sociedade, e também o sinal que está a dar aquela comunidade cigana, é o de que podem desrespeitar os professores – e isso é o caldo que permite à família ter batido no professor e ainda terem ido dar a cara, pulando e rindo, para as TVs, explicando que estavam cheios de razão. O resumo é este: para retirar força salarial a professores e funcionários o Ministério está disposto a dar força a uma milícia popular. Milícia que se apresenta como uma família de uma etnia oprimida. Sim, tudo começa no momento em que o Ministério, o Estado, desrespeita os professores, dando luz verde à restante parte da sociedade para fazer o mesmo.

A segunda é obviamente este paternalismo que faz com que uma milícia seja tratada com complacência porque são de etnia cigana. E mais – até fizeram uma manifestação dizendo que estavam a ser alvo de racismo pela manifestação pacifica de professores, pais e funcionários contra as agressões. Embora tivessem batido numa funcionária negra… E aqui obviamente nasce a casca de banana onde a esquerda caiu – o identitarismo, embora a mesma esquerda encha o peito a defender “os trabalhadores”. É que o problema não são ciganos (quantos pais brancos não fazem todos os dias o mesmo?), a funcionária negra (quantas funcionárias brancas não são verbalmente agredidas todos os dias?), o professor branco, ou negro, ou cor-de-rosa.

O problema não é a cor da pele. É um sistema escolar que está em decadência, em que quem mais passa a mensagem de desautorização do professor é quem mais lhe devia respeito – a tutela. São mais de 10 anos de declarações bárbaras sobre os professores, aliás tudo começou (e não parou) com uma Ministra que disse de peito cheio, “perdi os professores, mas ganhei o país”. A Ministra é Reitora. Foi promovida. E ainda hoje não compreendeu – nem os seus sucessores – que sem professores cuidados, bem pagos, com boas carreiras, e respeitados, não há país.

As notícias que chegam das escolas confirmam – o país morre lentamente no espaço que devia brilhar de pensamento, gosto por ensinar e aprender, convivência entre colegas, amizades. É aí, nesse espaço magnífico, que emergem estas barbaridades. Mas não foi aí que foram criadas – foram na 5 de Outubro e em São Bento. Foi aí que começámos a perder a escola e o país. Naturalmente que outra escola terá que emergir na escola, como em Abril, porque do Ministério já é óbvio que não virá. A primeira coisa a fazer – e é ainda muito pouco para recuperarmos a escola criativa, interessante, viva -, é, cada vez que um professor ou funcionário for alvo de agressão verbal e física realizar-se uma manifestação destas, com os pais também, como foi esta – um exemplo de civilização para “ganharmos de novo o país”.

65 thoughts on “O professor, o cigano e a negra

    • É de uma falta de honestidade intelectual atroz pegar em dois problemas distintos e fazê-los causa e desculpa um do outro. Péssima perspectiva, populista e desnecessária, quando o caminho devia ser precisamente o contrário – apontar soluções tanto para os professores como para a falta de integração da comunidade cigana.

      • ó Rui, qual integração da comunidade cigana?! eles querem ser integrados? experimente perguntar a um cigano se ele quer ser integrado.

      • Claro que a família de etnia cigana quer ser integrada ….. integrada no subsídio, nos direitos, nas prioridades, em tudo que sejam vantagens para eles.

  1. Um artigo fabuloso de Raquel Varela. A educação acima de tudo. Deixemos esses papeis de doutores, engenheiros e professores que valem pouco. Ganhemos um pais seren, educado e honesto.Parabéns à Jornalista.

    • Rui Simões… Deixemos de paternalismos bacocos… A culpa é sempre da maioria?
      Pode ser também provocado pela sua cultura …e da rejeição de se integrar…não?
      É por estes raciocínios sem qualquer lógica, que o problema se agrava…

  2. Finalmente alguém da esquerda mediaticamente dominante a compreender o que o Povo sente. Já não é só o Ventura a descer ao nosso nível.

  3. Há algum tempo houve uma senhora que concorreu a um lugar de professora numa instituição de ensino superior. Chumbou! Não reunia os requisitos para obter tamanha distinção. Passado algum tempo foi eleita reitora… Palavras para quê? Ele há coisas…

  4. a ver se entendi bem a coisa o ministério da educação devia ter debitado uma sentença sobre os pais agressores, e depois teria executado essa mesma sentença, 😀 se os pais fossem ciganos, A Raquel deixa isso claro se as milícias de pais forem brancas segue para os órgãos de competência, os tais tribunais. Se os pais forem ciganos executasse a sentença directamente, imagino que o átrio da escola seria um bom lugar O discurso da Raquel é sim muito perto do Ventura, na realidade não importa nada que a família agressora seja cigana e a funcionaria seja negra, a única coisa que importa é que existe violência nas escolas, quer dos professores quer dos alunos quer dos pais, sejam eles azuis, amarelos, castanhos ou com bolinhas.

    • Não, não percebeu nada. Zero na verdade. O Ministério tem que abrir processos em ambos os casos, e actuar com celeridade em ambos os casos, e no quadro do Estado de Direito. A que só teve direito o professor alegadamente agressor, os agredidos com confissão do agressor não tiverem direito a nada. cump

      • Se é para dizer mal do governo… o texto está excelente… se é para analisar competencias, está na onda Venturista…. só um pequeno esclarecimento para a ajudar… Quem tutela os professores é o Ministério da Educação, e como tal tem de actuar qd se verificam excessos… Quem actua sobre a ordem publica é outro ministério que não o da educação, como vc deve ter obrigação de saber… Portanto seja lá correcta a acusar Ministérios,.,ao menos isso. Alem de que como tb deve saber, nestes casos, quem tem de actuar primeiro é a Policia.. que deve identificar os agressores e participar ao dito ministério, caso se trate de crime publico… seja lá esclarecedora em vez de Venturista… Grato.

      • o Ministério da educação não tem competência para abrir processos aos pais , ao professor sim, porque é seu empregador ao abrigo da legislação que abrange os professores, aos pais nunca, era o que mais faltava . os agredidos que apresentem queixa à policia … ao que eu tenha conhecimento e cite-me um só caso em que os tribunais e/ou a policia tenha sido complacente com a comunidade cigana. Este texto serve mesmo para quê ? Mais ódio? não basta o que se vive? é a senhora que chama a cor da pele a casos de violência… e cuidado com as palavras que usa milícias ciganas? isto é mesmo para quê ? explique-me

      • Raquel Varela. Tem toda a razão, a pessoa não percebeu nada, mas o pior de tudo é que não quer perceber nem jamais terá condição para perceber. Infelizmente, há muita gente assim no nosso país. A pior cegueira não é a dos olhos mas da mente e da ausência de clarividência cívica.

      • Não percebeu mesmo. Deve achar que por ser de esquerda (?) deve estar contra um texto que parece de ‘direita’. Quando é que acaba a politiquice em todos os assuntos? Não há assuntos de direita ou de esquerda. Há assuntos! Podem ser abordados por qualquer ‘credo’ político, com bom senso. Ofender é para quem não tem argumentos.

  5. Perderam-se valores, nomeadamente, o respeito pelos professores. Os alunos saem de casa com tudo, telemóveis incluídos, menos educação e, os últimos 5 ministros da Educação andaram a brincar com as escolas, fazendo reformas sem pés nem cabeça, só para ficarem na história. Maria de Lurdes, entregou a escola a quem não tem formação, nem competência para mandar nela e, os professores são uma espécie de alvo a abater. Qualquer um entra numa escola e agride, gratuitamente, um professor. E depois? Perde o emprego? É posto em tribunal se o professor decidir avançar com queixa crime, porque o Ministério nada faz. Uma colega professora está com baixa médica, em casa, porque foi agredida, há três semanas, junto à sala de professores. Veio no jornal ou deu nos telejornais? Não! Porque não ganha time share. É o país que temos…parece que quem governa não passou pela escola…infelizmente, andaram todos lá, mas parece que só aprenderam formas de nos lixar a vida. Parabéns pela crónica.

    • É triste que assim seja. Mas é verdade! Não deveria haver assuntos de direita ou de esquerda. Há assuntos! Podem ser abordados por qualquer ‘credo’ político, com bom senso. Como aqui é feito com verdade e coragem.

  6. “Creio que havia um general fascista que dizia “Quando ouço falar em Cultura, puxo logo da pistola”… Estes nossos governantes pensam o mesmo mas, manhosamente, usam como pistola as próprias vítimas mais embrutecidas…

  7. Ainda esta semana, um aluno de 13 anos agrediu uma professora numa escola em Mem-Martins. Foi para o hospital. Não sei a cor de nenhum deles. Nem quero. Há tanta plataforma do Ministério para coletar os mais ínfimos dados, porque não há uma sobre isto? Não interessa?

    • Deve achar que por ser de esquerda (?) deve estar contra um texto que parece de ‘direita’. Quando é que acaba a politiquice em todos os assuntos? Não há assuntos de direita ou de esquerda. Há assuntos! Podem ser abordados por qualquer ‘credo’ político, com bom senso. O seu comentário é próprio dew quem não tem argumentos.

    • Deve achar que por ser de esquerda (?) deve estar contra um texto que parece de ‘direita’. Quando é que acaba a politiquice em todos os assuntos? Não há assuntos de direita ou de esquerda. Há assuntos! Podem ser abordados por qualquer ‘credo’ político, com bom senso. O seu comentário é próprio de quem não tem argumentos.

  8. Infelizmente, parece que os sindicatos dos professores não têm a força que deviam ter, porque se não fosse isso, poderiam por em sentido, não só o ministério da educação, como todo o governo.
    Parabéns Dra. Raquel, pelo seu excelente artigo, que me elucidou bastante mais, acerca daquilo que eu já tinha algum conhecimento.

  9. Mas esta não é a tal senhora que na noite das eleições se mostrou muito indignada, algures numa rádio nacional, por existir um partido dos animais (claro que não se informou nada acerca do PAN e das suas propostas), que estava representado no parlamento?
    Alguém que faz comentários televisivos para grandes audiências, tem o dever moral e ético, de ao menos se informar sobre os temas que comenta.
    Se não for por mais nenhuma razão, ao menos que seja para não parecer ridícula.
    Não perco tempo a ler artigos de opinião de quem não está fundamentado em factos, mas antes em agendas e interesses pessoais bacocos.
    É pena porque este é um assunto sério e que deveria ser tratado por alguém que também o deveria ser.

    • Deve ser do PAN, por certo. Quando é que acaba a politiquice em todos os assuntos? Não há assuntos de direita, de esquerda ou do PAN (apesar de se interessarem mais com os animais do que com outros assuntos) .Há assuntos! Podem ser abordados por qualquer ‘credo’ político, com bom senso.

  10. Cada Povo tem o governo e os políticos que merece e os portugueses, apesar das evidências, insistem na mediocridade socialista…
    Pobre Portugal…

  11. Pingback: Isto está tudo ligado… | Escola Portuguesa

  12. Bom dia, li e reli, na verdade, o exposto é comum há muitos anos, como refere e bem!
    O única coisa que me faz alguma (muita) confusão, é, neste caso, ninguém ter chamado as autoridades, são os professores viverem uma luta constante por salários e carreiras :/ , e nunca se demoverem por lhes terem tirado “autoridade”, dentro das salas de aula, nunca se demoverem por assuntos gravíssimos como este e outros que os atiram para as consultas de psiquiatria, mas, acima de tudo, é termos um ensino do Sec. passado, com jovens deste século, onde uns, não entendem os outros, o lar, há muito que deixou de ser o centro da educação, de cada um destes jovens, porque simplesmente já não existem lares, existem sim, “lares” para idosos e vejam o estado deles, o resultados dos jovens de hoje (também)…!
    Parabéns pelo artigo

  13. Excelente artigo. consegue sintetizar, em poucas linhas, um dos problemas fulcrais que assolam o nosso ensino. Mas, mais do que isso, situações como a descrita, dum completo alinhamento, do poder político e executivo, com as modas, com o politicamente correto e com as “maiorias não silenciosas mas ignorantes” das redes sociais, vão destruindo o aquilo que considero ser o mais valioso numa sociedade e, sobretudo, essencial para a existência e manutenção duma verdadeira democracia – os VALORES. Respeito, honestidade, dignidade, responsabilidade. Infelizmente, já lá vão os tempos… mais uma vez, parabéns pelo excelente artigo.

  14. Incrível.
    Sempre ouvi as suas opiniões como coladas a uma perspectiva bem oposta à que leio neste artigo…e é a segunda vez que me surpreende pela positiva. Os meus olhos não mudaram…vai-me dizer que as suas opiniões também não…só posso ser eu que sou desatento.
    Parabéns. Pés na terra e a ver o mundo da forma que o desgraçado que cá anda todos os dias vê e sente.
    Bem haja.

  15. Os professores devem ser respeitados e devem ser protegidos……
    Quanto ao racismo todas as raças devem dar uns murros em quem te pisa os pés deliberadamente..
    O racismo só acabará …ou só acabou…. quando repararmos que já ninguém da importância a uma luta entre pessoas de raça diferente…. diariamente há lutas entre pessoas da mesma raça e ninguém dá importância a isso….

  16. Nunca percebo, só existem professores em Portugal, se não houver alunos, não precisamos de Professores e que saiba, há profissões que precisam de mais ajuda.

  17. Pingback: A Ler com muita atenção – O professor, o cigano e a negra | Raquel Varela – Blog DeAr Lindo

  18. Mais uma história triste, em que foi tudo a eito – Obrigada Raquel Varela por este texto, agradeço-o enquanto educadora de infância, mãe, cidadã e CONTRIBUINTE.

  19. Pois…pelo título do artigo lê-se…! “O professor, o cigano e a negra”
    A questão deveria ser o que é que o Ministério da Educação, neste caso o assunto dá-se numa Escola, vai fazer perante a agressão de uma família a vários funcionários de uma Escola?
    Sabe agir quando o funcionário, neste caso um Professor, perde a razão e agride um aluno, mas quando a agressão vem do aluno ou da sua família nada faz?
    O facto da família ser de etnia cigana não deveria ser relevante, o relevante é a agressão venha de que família vier terão que ser severamente punidos!
    No meu entendimento, ninguém, seja de que etnia for, pode desrespeitar as regras/Leis de um serviço Público ou de um País!
    Posto isto, estas pessoas tinham que ser afastadas pela polícia caso estivessem a perturbar a ordem pública, presas se cometessem alguma agressão, (aqui entra o Ministério da Administração Interna, não o da Educação), se se confirmasse o crime de agressão teriam que ser punidos, (aqui entra o Ministério da Justiça o da Educação só entraria no caso da aplicação de pena disciplinar ao aluno pertencente à família em questão), se são da etnia x ou y, isso é, ou deveria ser, completamente irrelevante.
    O Estado não pode, nem deve, tratar as pessoas de forma diferente, dependendo da etnia, e quando eu digo diferente quero dizer nem melhor, nem pior! Ao estarem a ser condescendentes com determinada etnia estão também a considera-los inferiores, ou seja, coitadinhos eles são mesmo assim. São assim porque deixam! Se as pessoas vivem em Portugal, têm que respeitas as regras e as Leis do País! Isso não quer dizer que as etnias que estão em minoria neste País devam aceitar racismo e xenofobia por parte da maioria.
    Isso acontece em Portugal e no resto da Europa em que a maioria das pessoas, por razões óbvias são brancas e acontece em Países Africanos, por exemplo, em que os portugueses/brancos são a minoria e eles também vítimas de xenofobia e racismo!

  20. A situação de Valença não é caso isolado, infelizmente. Todas as escolas que recebem alunos de etnia cigana, principalmente dos meios urbanos, têm problemas deste género. A maioria das ocorrências nem sequer é oficializada e têm vindo a aumentar (e não a diminuir).
    Um texto muito assertivo, como é do seu registo!

  21. Excelente artigo de opinião.
    Se o governo tivesse vontade de resolver realmente este drama, começava por legislar no sentido de :
    1. Considerar a agressão a pessoal docente e pessoal não docente, em contexto escolar, um crime público, (tal como é considerada, por exemplo, a violência doméstica).
    2. Aumentar a eficácia judicial.
    3. Estabelecer penas verdadeiramente dissuasoras.
    Mas preferem varrer para debaixo do tapete.

  22. Sócrates, engenheiro técnico civil, teve como primeiro emprego ser professor de matemática no ensino noturno.
    Aí viu que os professores, com a sua mania deporem as pessoas a pensarem, são um perigo para os políticos medíocres, incompetentes e corruptos. Vai daí, contratou a Milú e o Valter (que perdeu o mandato na câmara de Penamacor por excesso de faltas injustificadas) para manchar lançarem na lama a maior classe profissional de um país.

  23. Concordo em absoluto consigo, Raquel. Coloca o dedo na ferida e por isso, há gente que não gosta, especialmente os ditadores desta ideologia bacoca psudoesquerdista…

  24. A desautorização e humilhação dos professores fazem parte duma agenda muito mais larga… que para mim se chama Globalismo dissolvente que se pode resumir numa velha frase anarquista…
    Nem Deus, nem Pátria, nem Autoridade…
    A desconstrução da sociedade é um objectivo muito visível, e ainda a “procissão vai no adro”

  25. Boa tarde,

    Teoricamente tem toda a razão, a realidade que eu vivi com um filho meu num agrupamento algures neste país foi bem diferente, ele foi transferido, sofreu nas mãos de colegas e professores, a escola foi alertada e não aconteceu nada, porque a preocupação do agrupamento era a estatística, e a escola uma espécie de paraíso perdido onde não existe violência e onde os alunos são preparados para o sucesso a qualquer custo… mas isto não abre telejornais, não dá audiências, e por este país existem muitos meninos assim, quem quiser olhar para as árvores percebe do que elas padecem,

  26. Concordo em absoluto consigo, e felicito-a pela coragem de se exprimir sem receio das etiquetas que logo alguns lhe quiseram colar. Infelizmente não falta quem se afoite, no espaço mediático e (sobretudo) virtual, em discordar não com argumentos sérios e elevação mas com os insultos fáceis da intolerância e do facciosismo. Para uns, defender a dignidade dos professores é fazer fretes a Mário Nogueira e à CGTP; para outros, é ser «venturista». A insensatez e a maldade existem em todos os quadrantes.

  27. Integração dos ciganos? Essa só pode ser uma chalaça de mau gosto! Arribaram a Portugal há mais de cinco (5) séculos e ainda não estão integrados… Porque será?…
    Deixemo-nos de conversas da treta, do politicamente correcto, da esquerda/direita e outras quejandas balelas. Os ciganos não se querem integrar na comunidade, tanto mais que de forma racista nos chamam “portugueses”, apartando-nos deles. Sejamos honestos e deixemo-nos de sofismas. A maior parte desta comunidade não quer nada com a sociedade em que vivemos, excepto direitos, como subsídios, habitações, serviço de saúde… e dar umas cacetadas em qualquer português sempre que estiveram de maus fígados, na certaza que ficarão impunes. Veja-se o caso recente passado no assalto ao quartel de bombeiros de Borba… Quanto a deveres… fogem deles como o demo da cruz…
    .

  28. Ontem, um jovem meu amigo de etnia cigana disse-me que é totalmente contra à violência e que se envergonha destes actos violentos do seu povo. Este jovem tem sonhos, quer sair de casa, mas os pais são contra porque querem que ele trabalhe para a família para ganharem dinheiro à custa dele. Este jovem desenha muito bem a carvão e também pinta em telas e desenha roupas. Foi tirado da escola ao oitavo ano. E são estes casos raros que existem na etnia cigana. A culpa não é dele, mas sim dos pais e dos avós que nasceram, cresceram e casaram na lei deles e nascem os filhos e o Estado e a segurança social dá-lhe dinheiro e nós ficamos revoltados pois se quisermos dinheiro temos de trabalhar e eles têm a vida facilitada.
    No entanto, eu continuo a dizer que não pudemos colocar todos no mesmo saco. Não me julguem pois eu defendo as boas causas e pessoas boas que infelizmente querem aprender e estudar e devido às leis ciganas não o podem fazer quando os pais têm uma cabeça fechada e dura.
    Outros tantos jovens da sociedade não cigana têm todas as oportunidades e passam a vida a destruir, a agredir, a faltar ás aulas, a resmungar…na educação portuguesa nunca houve um meio termo, algo consensual. No meu tempo de estudante as professoras batiam-nos sem dó nem piedade e pouco ou nada se fazia. Agora o sistema apoia o aluno que tem o puder de ficar imune aos seus actos violentos.

  29. Por uma mesma razão, atrevo-me a replicar de https://acordarsonhando.blogspot.com/search?q=justi%C3%A7a
    Pela mesma Justiça, pelos mesmos Governantes, pela mesma Casta dos que estão em causa. e

    A Bem da Nação

    Deveria estar ao rubro
    O tempo, a data e a gente.
    Quem quer, até é valente
    No pobre cinco de Outubro.

    Mas, celebrar o passado
    Não tem seu par nestes dias.
    Faltam ideias ou guias
    E o Povo está desolado.

    Promessas (coisa risível)
    Nos actos que o não são.
    Falta, á Justiça, o bastão,

    Um Pelourinho visível,
    Um bom chicote na mão,
    Tudo “a Bem da Nação”.

    SOL da Esteva

  30. O que está fazendo falta é rezar! Rezar a Santa Comba para que gere mais um filho igual ao que imigrou: – Português Verdadeiro; incorrupto, disciplinador, doutrinador (Com alguns exageros fruto da responsabilidade que sobre ele impendia) que reponha os valores nacionais.
    O que temos agora é um faz de conta subordinado a Bruxelas, grande vaca leiteira, alimentadora dos grandes bezerros mamões que pululam actuamente no país e no “espaço europeu”.
    O país mudava! Ai mudava mudava.

  31. Cigano recusa ser integrado porque isso implica ter de trabalhar, obedecer, enfim sujeitar-se a outros. No ADN deles reina a vida fácil, o roubo de eletricidade, água, ocupação ou construção graciosa de habitação. Eu não os critico, mas sim quem lhes confere todas estas regalias, tal RSI, alimentação e vestuário, venda de produtos ilícitos, etc. Eles fazem parte dos grupos que não são taxados em nada, pois cá estamos nós para os ajudar. Pobre país e pessoas que ainda pensam numa integração desta gente!

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