5 thoughts on “Último Apaga a Luz – eleições 2019

  1. à vista desarmada, só não vê quem não quer ver; a história repete-se, de ciclo em ciclo, nos costumes, no uso, nas raízes, em tanta coisa. Assim tem sido sempre nesta plantação levada em afinco pelo que mais se terá esforçado (D. Afonso Henriques, (Dom Afonso, isso mesmo); e sempre o mercantilismo no ego, portanto será sempre assim; o último apaga a luz, ou “sempre se disse que não havia, mas sempre aparecia, um dia não haverá mesmo, logo aí não precisará de apagar a luz, porque já não haverá. Até lá, valha-nos a divina providência, nada de novo, vote sempre no circuito fechado.

  2. Em Portugal, onde a larga maioria da população é de centro-esquerda, existem ainda resíduos da ditadura do Estado Novo e são poucos aqueles que (por algum medo ou vergonha) assumem defender princípios de direita.
    A palavra “direita” em Portugal é ainda hoje uma palavra suja com uma conotação muito negativa.

    Não concordo consigo quando diz que não há extrema-esquerda em Portugal. PCP e Bloco são-no e temo o dia em que cheguem ao poder por direito próprio. O que dizer das palavras (ou falta delas) do PCP sobre a Venezuela e a Coreia do Norte?

    Extrema-Esquerda e Extrema-Direita são duas faces da mesma moeda com um valor estupidamente negativo. A grande diferenca é a nossa condição e percepção que temos dos extremos.

    Estamos muito bem treinados para detectar os sinais da ED, já a EE, com a sua máscara de tolerância e reinvindicações de igualdade (que calha sempre a ser a igualdade de resultado, nunca a de oportunidade) não estamos tão preparados.

    Em relação à abstenção, vejo uma maneira eficiente de a combater. Fazer com que os eleitores vejam a acção de votar como um dever e não um direito (Direitos e Deveres – as duas faces de uma outra moeda muitissímo valiosa).
    Como fazê-lo? Multar quem não vai votar. Onde resido, na Australia, já paguei uma dessas por ter confundido as datas… nunca mais aconteceu!

    • muito bem, o custo foi a verdade, tal como a procura é dos resultados, não das oportunidades, também fico convicto que pelos pensadores sociais, não se quer o mal pelo nome próprio; sabeis muito bem, como se define o desprezo -que afinal bem contados, mais de 50% dos Id. portugueses não vota, ou dizer alguns provérbios, tais como “o povo é sábio”. Não é nada, se for para o interesse colectivo, pode ser sábio em função dos hábitos comuns e interesse pessoal acostumado ou por matriz social, mas não é colectivo para o interesse individual. O nome mais próximo a chamar pela abstenção na votação eleitoral é só “por desprezo”, a tudo o que não lhe seja bem ou proveito imediato. No assunto presente, por desprezo alcança tal valor por falta de credibilidade de valores na representação de massas, ou pelo contrário, estamos acostumados, que tudo o que representa a sociedade a quem chamamos político, é um oportunista, que vai sacar para ele, mais nada. Aí, por não podermos estar também lá, desprezamos esse que nos vem como bom profeta, “faz o que eu digo, não digas o que eu faço”, essa já é tão velha, que nem sabem a alma dela, ou, “roubar é ao estado, oh filho”, então porquê, mãe!?; porque não se conhece o dono”. E pronto, esta é a raiz generalista do povo português, que sempre assim foi, neste portugal, português, por imagem.

    • a mim ninguém me obriga a votar num sistema, que no dia seguinte ao voto anuncia que a operação custou aos bolsos das pessoas que trabalham 60.000.000€, e mais, tanto não contado, para no dia seguinte os votantes dizerem do pior uns dos outros, para já não dizer que tudo o que vai para a política é para se governar bem e ter poder pessoal, nada com o fim social, pelo que chamar política a uma coisa que não há sequer como classe; qualquer esfomeado por dinheiro apanha o barco. É assim o nosso tecido social e pronto. Lembrem-se: este é o País onde dever muito a um banco é sinónimo de rico; ou seja, todos sabemos que pela avultada concessão de dinheiro num banco, a pessoa aqui nesta emporcalha sempre enriquece, e é pago pelo povo; não bastando tal relato, mais fique: há meia dúzia de portugueses ricos, os muitos e restantes ricos, sempre foi à conta de roubar o povo, que o diga o erário público, mais nada, pronto.

  3. A abstenção não importa porque a própria representação não importa, o tacticismo domina a politica, e a politica não são as pessoas são os votantes. Os partidos acomodaram ideias conflituantes na procura da abrangência, o custo foi a verdade.

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