Porque os motoristas estão em greve?

Porque os motoristas estão em greve?

No fundo tudo se resume a isto, os motoristas exigem ganhar o mesmo que ganhavam antes, mas que as empresas passem a assumir os custos fiscais a que fugiam antes. Os motorista ganhavam com 15 horas de trabalho diário 1200 a 1300 líquidos e exigem ganhar agora cerca de 1150 líquidos com 8 horas de trabalho – o que corresponde a um salário bruto de 1550 porque obriga as empresas a pagarem impostos. A Fectrans assinou com a Antram um acordo em 2018 – em vigor – onde prevê que os motoristas passam a ganhar 700 euros de base mais 280 de subsídios com isenção de horário, ou seja, passam a trabalhar as mesmas 13, 14, 15 horas e trazem para casa 900 euros. Foi isto que levou à criação do novo sindicato, que reune cada vez mais motoristas. É o acordo que foi feito na Auto Europa – trabalham sempre, não interessa quando e como, com um limite de 300 por mês a mais. Tudo se resume a isto. Acrescento: não foram os motoristas que romper o acordo assinado com a Antram, foram os sócios da Antram que recusaram em plenário pagar os 1550 brutos. É isso que leva a esta greve.

Esta greve coincide com um trabalho de enorme exigência na Faculdade que estou a realizar. Espero porém ter explicado o essencial neste vídeo, que aqui partilho, contribuindo para o esclarecimento do conflito em causa.

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