Economia de Vida

Em pânico com a crise de 29 impuseram então as classes altas uma regulação entre banca comercial e industrial, sobretudo no pós guerra, este modelo vigorou até 1970, altura em que para fazer face a nova crise de queda tendencial da taxa de lucro se impôs a separação novamente entre bancos – o neoliberalismo, entre outras facetas, tem esta – não há limites reais a quem empresta no sector financeiro. Na sequência criaram a “auto regulação”, a regulação delegada de Governos num banco central. As comissões de inquérito foram o quebra mitos público da auto regulação – o que aconteceu ali não constitui novidade algum para quem estuda história social e económica, mas para o público em geral havia o mito da independência do Banco de Portugal (e ainda há do Banco Central Europeu, agora chefiado por Lagarde?). O BP é dependente do Governo, é o Governo a regular-se a si próprio e o resultado foi desastroso, mais de 20 mil milhões de euros já caíram na Banca e o Estado Social é engolido pela dívida pública. Resta-me citar o surpreendente Papa Francisco que este ano chamou aos juros a “economia de morte”, sim, disse “era economia mata”, qual? a do dinheiro que se sobrepõe à das necessidades. Reclamando uma outra economia, “de vida.”

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