Centenos de erros

Hoje escrevi a um amigo com quem trabalho pedindo-lhe algo mas, sabendo que ele está em tratamento de um cancro, disse-lhe que se não pudesse encontraríamos uma solução. Tratava-se de algo relacionado com a defesa dos direitos laborais. Ele mandou logo de volta já feito tudo com a seguinte resposta, que me emocionou muito. Partilho-a pela humanidade e grandeza moral que representa contra o défice zero e a carreira individual em progresso de Mário Centeno : “Eu estou bem, melhor que os trabalhadores deste país, inclusivamente dos que cuidam de mim que são autênticos heróis.”
Estamos em altura de entregar o IRS. Pagamos impostos para remunerar investidores da dívida pública que se sossegam nos investimentos se tivermos ausência de investimento em serviços públicos. Na linha da frente a cuidar de nós – sem meios e respeito – está o que resta de forças aos funcionários públicos da saúde, educação e serviços. Centeno, homem de voz doce e face amável, não me representa. Já o T. , meu amigo, faz parte desse grupo de pessoas – que vivem do trabalho – onde podemos e devemos depositar todas as esperanças. Bons hospitais, escolas, transportes só se fazem com bons salários. É aí que está o futuro. O resto são formas de enriquecimento com base na usura – disfarçadas em suaves “compromissos assumidos”. Entregamos ao Estado milhões de euros dos nossos salários em impostos – cada vez entregamos mais. Lamento – como lamento poucas coisas na vida – que o meu IRS não vá para médicos, enfermeiros, professores, auxiliares, e caia na sua maioria no saco sem fundo de quem tem como modo de vida viver de juros.

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2 thoughts on “Centenos de erros

  1. Livre e voluntário. Não há verdade quando somos o resultado do que nos é imposto. A vida matemática dá razoabilidade e coerência a uma existência deprimida. Esta falsa noção de sentido tem a liberdade como sensação.

  2. Para evitar os juros, é preciso não dever. Para não dever é preciso não pedir emprestado. Para não pedir emprestado é preciso défice 0.
    O Governo tem razão nesta atitude
    F. Fonseca Santos

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