Salários: O Conflito do Século?

Salários: O Conflito do Século?

Aqui fica parte da entrevista que dei sobre o mundo laboral em Portugal. Tenho sido muitas vezes crítica da superficialidade com que se trata a realidade laboral portuguesa, devedora da propaganda politica e não da realidade cientifica e critica. O estado real, péssimo, do mundo do trabalho de quem em Portugal está é ocultado em pirueta estatísticas, ou simples omissão. Esta reportagem merece, pelo contrário, todos os elogios. Aqui fica um retrato da sociedade portuguesa hoje, como ela é. A reportagem é da Eduarda Maio, na Antena 1 e foram ouvidos com tempo os investigadores que a conhecem, vários, mas também foram feitas as perguntas difíceis. Notável trabalho da EM para quem quer conhecer a situação económico social do país.

“Ponto de Partida” – Salários: O Conflito do Século?

https://www.rtp.pt/play/p2063/e383490/ponto-de-partida?fbclid=IwAR3dKexJglTCVd05VKNoJYzr4qzbDfmB2TKmr9cjcFuNiScfVGaAfI-n8wE

 

2 thoughts on “Salários: O Conflito do Século?

  1. O trabalho não pode ser a proporção certa da nossa existência. A dependência é um constrangimento e nunca uma libertação. Os intelectuais não servem para delinear horizontes, o que os distingue é a capacidade de perceber a situação.

  2. Da mesma forma este seu blog, e o seu esforço diário e público em defesa da parte mais desprotegida da população merecem também todos os elogios.

    Na Escandinávia tem aparecido recentemente em artigos e discussões alguma crítica ao papel das televisões como produtoras de distorção da realidade da classe trabalhadora. Ou por sub-representação, ou por construção de imagem pouco abonatória, quando não mesmo pela ridicularização. Talvez lhe interesse este artigo dos investigadores suecos Fredrik Stiernstedt e Peter Jakobsson : «Naturalizing Social Class as a Moral Category on Swedish Mainstream Television». Um excerto:

    “The working class has always been underrepresented on television (Smythe 1954;Butsch 2003), and this study adds further evidence that this still is the case. While the working class in Sweden makes up around 40-50 per cent of the population, it accounts for only 10 per cent of the people appearing on television. In this article we have, however, shown that the working class is not only underrepresented, it is also constructed as part of a value hierarchy of social relations in which the working class is constantly placed at the bottom. Working-class people on television are portrayed as lacking individuality, social skills, and authority, and are generally conceived as less important than people belonging to the middle and upper classes.”

    (https://www.degruyter.com/downloadpdf/j/nor.2018.39.issue-1/nor-2018-0003/nor-2018-0003.pdf)

    Cumprimentos

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