Inocentes, até prova em contrário

O princípio da presunção de inocência é um pilar da civilização. A imprensa pode e deve investigar, o Governo agir, o MP, os tribunais julgarem mas não se pode dar por culpados todos os acusados à primeira denúncia. A justiça não se faz na Televisão nem no Facebook. Se não não é justiça – e esse princípio aplica-se a todas as pessoas, a começar pelas que mais detestamos, ou desprezamos. Um dia esta paranóia colectiva da denúncia com julgamentos públicos plenários, de vários casos, vai regressar como um boomerang, e sobre os mais frágeis. É acima de tudo isso que temo. O melhor dos fins não legitima o uso do pior dos meios.

1 thought on “Inocentes, até prova em contrário

  1. Não concordo.
    O que vemos e lemos nas demolidoras redes sociais não passam de opiniões de uma populaça inculta e alienada. Reflectem, por isso, o seu nível de questionamento crítico da sociedade e do mundo onde vivem.
    Não deve por isso ser confundido com julgamentos emanados do terceiro poder. Vamos é exigir uma verdadeira isenção do poder judicial face aos outros dois.
    Deixe as pessoas indignarem-se ou “espalharem-se” à vontade. Os assuntos até merecem de tão escabrosos.
    O lamentável quanto a mim, no meio disto tudo, é que mensagens como a sua e do Dr. Paulo Morais não tenham o mesmo eco nas ditas redes e opinião pública.
    Não devemos esquecer-nos – e isso para mim foi um choque brutal – que até Tino de Rãs (será que é assim se escreve?) teve mais votos na campanha eleitoral presidencial do que Paulo Morais.

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