O Futuro da Lusofonia – Raquel Varela

«O maior privilégio de falar português é…compreender as músicas do Chico Buarque. Às vezes estou no norte da Europa e penso, vocês nunca vão compreender o Chicho Buarque, que pena, digo-o sorrindo, é que é um privilégio viver e amar em português».
Palestra que fiz este ano sobre o futuro da lusofonia.
A maioria dos movimentos migratórios são exílio económico, não são livre circulação de pessoas. Fomos esvaídos de uma capacidade produtiva que alcançou os 10% da população activa e quadros fundamentais. Não sou uma entusiasta da globalização quando ela significa sorver recursos de países mais pobres para os países centrais, levando a graus de concentração de riqueza obscenos. Mas sou feliz por ser uma cidadã do mundo. Não só mas ainda assim mais do que qualquer outro território, o da lusofonia. Um território mítico que habita em nós, porque falamos a mesma língua. Hoje, somos todos, pelo impacto das comunicações e transportes, mais globais, no caso de Brasil, Portugal e as ex-colónias é um benefício subaproveitado – não é verdade que o inglês substitui tudo. “Para fazer ciência, e de certa forma para amar, é preciso falar a mesma língua. ”
Lisboa, Primavera de 2017, Grémio das Artes e Ciências.

 

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