Salários abaixo da reprodução biológica são modelo europeu

A maioria dos que na Alemanha entram no subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego, RSI ou outros modelos andou em círculos «experimentando duas, quatro, dez ou mais diferentes situações profissionais – do desemprego a empregos de-um-só-euro, de lá para um emprego temporário, depois para esquemas de treinamento e assim por diante, finalmente terminando de volta aos subsídios. Deram voltas e voltas sem sair do lugar, como cobaias em uma roda-de-laboratório. Este fenómeno de ‘mobilidade circular’ é também atestado por significativos dados empíricos. Nos 12 meses até Agosto de 2012, 1,97 milhão de pessoas saíram da situação de subsídios, mas 1,76 milhões de pessoas mais tiveram de entrar no mesmo período. Destes, 50% já receberam o ‘Hartz IV’ nos últimos 12 meses. Em outras palavras, uma consolidação estrutural da dependência de subsídios tomou lugar na Alemanha» (Klaus Dorre, sociólogo alemão). O mesmo se passa em Portugal, são os impostos dos trabalhadores médios que sustentam o salário mínimo, ou seja, a “solidariedade social” é na verdade um subsídio para que as empresas mantenham os salários baixos, sem riscos de ver os trabalhadores colapsar de fome ou revoltas sociais inerentes a salários abaixo da reprodução biológica da força de trabalho (Raquel Varela).
Sociedade Civil, RTP.

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