Metade do salário mínimo

O Governo anda a discutir com as confederações patronais e a UGT o aumento do salário mínimo em troca de descontos para as empresas, a CGTP defende os 600 euros, os trabalhadores andam a explicar que não conseguem viver, nem com 500 nem com 600 euros, e, se tiverem filhos, dificilmente viverão com 800 ou 900 euros. As propostas de quem governa são 50% abaixo do valor da realidade dos preços de vida. Para calcular o custo de viver dos seus súbditos o Governo reduz o valor real para metade. Digo vida simples – pagar contas. Ainda não começámos, infelizmente, a discutir o verdadeiro salário mínimo para uma sociedade que incorpora o desenvolvimento científico e tecnológico do século XXI, ou seja, aquele que permite pagar as contas da sobrevivência e além disso ter acesso ao lazer, à arte, a uma vida humanizada, portanto.

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One thought on “Metade do salário mínimo

  1. Esses são os números da amarga realidade. Mas são ainda piores quando os trabalhadores são contratados por empresas de Recursos Humanos (abutres): os candidatos pagam a inscrição para o concurso (100€), pagam a formação (500€), prestam 1 mês de trabalho a tempo inteiro, que não é pago (dizem que é estágio!), o vencimento será 304€, previsto para tempo parcial, e em havendo necessidade (ou bondade patronal), o salário será o mínimo nacional (se for a tempo inteiro). Os horários têm turnos de 9 horas, e de madrugada é que é bom…Uns dias antes de perfazer 6 meses, são despedidos, por já não serem necessários. Algumas semanas depois, abre-se novo concurso (já surgiram necessidades) e recomeça o ciclo: nova inscrição, a mesma formação (outra vez?) – tudo pago pelo afortunado. O subsídio de desemprego virá quando vier, e calculado na base do contrato dos 304€. Entretanto, os filhos continuam a frequentar a escola – e seja o que Deus quiser! Como o feliz contemplado fica sem rendimento, não poderá descontar despesas no IRS. São só ajudas!.
    Os “big-patrões” falam em produtividade (?) e ajudam a aumentar a miséria, que os governos acarinham, porque não são capazes de querer conferir um mínimo de dignidade a quem trabalha, com profissionalismo!

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