Cavaleiros da Ordem do Amor e da Liberdade

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Ontem cozinhei para os Exmos. Cavaleiros da Ordem do Amor e da Liberdade – Padre Martins e Coimbra de Matos, acompanhados ainda pelo inspirador José Páz, tb psicanalista, e o Telmo Torra de Viveiros. O livro que escrevemos Do Medo à Esperança (Bertrand) foi apresentado em Lisboa pelo José Paz, e na Madeira pelo Padre Martins. Ontem juntámos todos à mesa, num encontro de afectos. Fiz um assado de lombo e pimenta da jamaica, toucinho do céu com anis estrelado, bebemos o vinho da família do Coimbra, Quinta dos Matos, Quinta da Ladeira, da Galafura, Douro. E ainda um vinho da Madeira. Falámos do mundo. Ouvimos anedotas transmontanas, as preferidas do Coimbra; a coragem do Padre Martins para organizar as pessoas mais humildes de Machico. O Padre Martins deixou no seu blogue um texto sobre o nosso encontro. Belo. Como eles. Livres. De olhos brilhantes, vivos, cheios.

“Se alguma vez se pôde chamar ´”impar” a um dia do calendário, hoje foi. Foi o 3 de Fevereiro, ímpar na ordem cardinal e super-ímpar na alma que lhe deu corpo! Em redor da mesma mesa, 60 anos cronometrados viajaram com a leveza de um voo fraterno, ora rompendo clareiras nas alturas, ora baixando, rasante, ao chão do quotidiano, mas sempre com a procura da verdade no horizonte maior. Entre os 27 e os 87 anos de idade, do mais jovem ao menos jovem, ali ficámos, os cinco, degustando com a ementa do almoço “a esperança” que é nossa, contra o “medo” que vem de fora.
Ali precisamente, ao vivo e em franca confraternização, foi um dom inestimável ter ao nosso lado os autores dessa sábia “Summa Sociológica” – DO MEDO À ESPERANÇA – o psiquiatra e psicanalista Prof. Coimbra de Matos e a historiadora Prof.ª Raquel Varela. Com a franqueza mais saudável e sem plano pré-estabelecido, as páginas do livro ganharam sonoridade na voz e brilho no olhar dos seus ‘progenitores’. Filosofia, medicina, saúde, arte, questões laborais, religião, eutanásia, afectividade, pedagogia, políticas da inclusão e da exclusão, a nível nacional e internacional – tudo isto e muito mais, temperado com o néctar da amizade, enriqueceu e sublimou as iguarias que a anfitriã preparou com o requinte e o carinho que se lhe reconhecem.
Os contributos da psicologia e da economia, proporcionados pelo especialista José Pais e pelo mais jovem convidado, alargaram as dimensões daquela prestimosa mesa comum. Assimilar e interiorizar a ciência acumulada e o “saber de experiência feito” de um veterano “senador da psique humana”, o Prof. Coimbra de Matos – a frescura do seu humor livre, sem pregas – é algo que jamais se esquece, porque faz-nos “ver” e concluir que aos 87 anos seremos sempre jovens.
Pela minha parte, à definição “DO MEDO À ESPERANÇA”, ajuntarei e interpreto este ‘dia ímpar’, 3 de Fevereiro, como a ponte entre a expectativa e a realidade – a concretização de um desiderato que já vem de longe. Bem hajam!”
03.Fev.17
Martins Junior.

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