Agarrar a vida nas mãos. Feliz 2017.

Estou em condições de garantir-vos que 2017 vai ser por um lado pior – não há política monetária para a próxima crise cíclica e vão morrer mais artistas porque a indústria cultural é do pós guerra e é natural que o seu tempo de vida esteja a acabar. Por outro lado vai ser melhor: a saúde financeira dos bancos assegurada pela política monetária/ resgates é um sinal de doença da sociedade (viver de juros era até na idade média, das trevas, ilegítimo) e muita gente nova nasceu – muitos deles vão fazer músicas maravilhosas para ouvirmos nos próximos 70 anos. A falta de noção da histórica que se transforma em depressão individual pode ser contagiante, cuidado. Há 100 anos estava em marcha a revolução que mudou o mundo, 3 anos antes estavam os homens que fizeram a revolução não a lamentar-se no facebook mas a enterrar-se vivos nas trincheiras para defender imperadores decrépitos. Nas vésperas do Maio de 68 o Le Monde noticiou «a França aborrece-se». Na noite do 25 de Abril às 4 da manhã dois ministros de Caetano são gravados, diziam algo como «está tudo tranquilo». O mundo move-se, amigos, move-se…Mais história para 2017, o destino não existe, a vida somos nós que a fazemos. Com saúde e entusiasmo. Adoro a palavra «entusiasmo», descobri este ano que significa ter Deus dentro de si, para os ateus é algo como agarrar a vida nas mãos. Feliz 2017.

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