Destruição da força de trabalho qualificada e da capacidade instalada.

Quero lembrar que Portugal não tem uma economia baseada na alta qualificação e desenvolvimento cientifico mas nos baixos salários. São os baixos salários a razão de ser do aumento das exportações, produz-se baratinho o que dá para competir no mercado internacional. Evidentemente que este não é o único e muito menos o melhor modelo de país, é um dos piores, mas a próxima vez que celebrarem o aumento do PIB lembrem-se desta premissa – estão a celebrar a produção de homens e mulheres para os “vender”, enquanto força de trabalho, para fora, para fora de duas formas: emigrando e na forma de servir turistas, que é o outro lado das exportações – oferecer o consumo aos de fora. Vejam, acho o turismo uma excelente ideia e gosto da ideia de um mundo sem fronteiras, guerras e muros. Mas há turismo e há fazer disto uma Florida da Europa, com os nossos filhos e netos a limpar hotéis e servir em lojas e restaurantes, por salários que não pagam contas de sobrevivência. E que sobretudo não fazem disto um país a sério mas uma sucessão de destruição da força de trabalho qualificada e da capacidade instalada.

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