Jules Durand

Estamos no auditório Jules Durand, estivador/descarregador de carvão, sindicalista revolucionário, anarquista, alvo de um brutal processo de manipulação judiciária, conhecido em França como “o caso Dreyfus do movimento operário”. Líder de uma greve por tempo ilimitado em 1910 contra a introdução de máquinas no Porto, foi considerado culpado da morte de um dos fura-greves, condenado à morte, que depois de uma forte mobilização foi comutada em pena de prisão. Mas em 1918 foi inocentado, mostrando ter sido alvo de uma manipulação ou, nas palavras da advogada hoje aqui presente da Liga dos Direitos do Homem francesa – aliás criada depois do caso Dreyfus, para defender os direitos democrático e sociais em França – um “brutal erro judiciário”. Porque era um homem do povo, porque não era judeu, porque era um grevista, segundo Dominique Nogueres, por estas razões todas, o seu caso, equiparado à tremenda injustiça de Dreyfus, é muito menos conhecido. Aqui a sua foto ergue-se numa bandeira dos dias de hoje numa manifestação de Le Havre – o seu nome é também o do auditório onde estamos na conferência Internacional Redes de Solidariedade Face à Repressão nos Portos e no Mar.

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