O porte do animal

Os taxistas são mal educados, os professores eram preguiçosos, os médicos ricos e os estivadores brutos. A cada campanha negra nos media contra um sector profissional que se quer precarizar há uma claque que segue o rasto, brandindo de punho em riste contra os sectores «corporativos», que só «se protegem a eles». Isto referindo sectores profissionais que mal ou bem tiveram a coragem de lutar em vez de ir para a porta da Segurança Social estender a mão ao Estado benévolo ou emigrar para «abrir horizontes». Tudo isto num país onde as maiores empresas funcionam como monopólios protegidos pelo Estado, são, essas sim, tecnicamente corporações, não sujeitas a qualquer tipo de concorrência, fixam preços, rendas, produção, têm isenções fiscais a montante e perdões fiscais a jusante. E vivem literalmente à conta da protecção Estatal, garantida por 40 anos de PS/CDS/PSD nos Governos: EDP, Galp,Banca, PT, ANA/Vinci; concessões de portos e autoestradas, etc. Nada como o vendedor ter um casaco Armani e cavalheirismo qb para convencer o comprador a comprar burro por cavalo e ainda elogiar o porte do animal.

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