Berlim sem Bolas

É evidente que um imposto sobre o açúcar é um imposto sobre os pobres – a razão é conhecida, mesmo dos economistas keynesianos que dominam o Governo actual: os impostos sobre qualquer alimento oneram em primeiro lugar os mais pobres porque a maior fatia dos gastos destes é feita em alimentação – são os impostos regressivos, como são todos os impostos sobre o consumo. A segunda razão é que os baixos salários praticados não permitem aos mais pobres acesso a proteínas na quantidade necessária – vegetais ou de origem animal – e isso coloca-os em sensação de fome permanente que é colmatada com o recurso a açucares simples – açúcar branco, pão branco, arroz branco, etc. Querem melhorar a saúde das pessoas – e devem fazê-lo a começar por aí, na alimentação -, façam-no aumentando salários, educando a forma de alimentação (essencial também, sopa é bom e barato, mas bifes e fruta – que está a 2 euros o quilo -, são fundamentais), e sobretudo regulando na produção a forma como as grandes corporações nos envenenam com herbicidas, pesticidas, corantes, proibindo estes alimentos (em vez de taxando-os, porque mesmo taxando-os as empresas repassam esse valor para o consumidor final). Lembro que a Dinamarca introduziu em Outubro de 2011 um imposto deste tipo e 13 meses depois abandonou-o porque encorajou o mercado negro, a burocracia nos produtores e não mudou uma vírgula à má alimentação. Este Governo tomou posse, salvou 2 bancos com capitais privados falidos, e aumenta os impostos para os pagar, porque obviamente – como todos os estudiosos livres disseram então era impossível salvar bancos e não aumentar impostos (o resto é propaganda). Fez isto tudo com o silêncio dos sindicatos afectos ao PCP. Que vão pagar caro este silêncio: a vida das pessoas não está a melhorar e elas estão a reagir abandonando em massa os sindicatos. No fim estamos, e continuamos, a empurrar os problemas com a barriga, e a aumentá-los. Vejam, que nem falei do terramoto mundial, a falência do Deutsche Bank. Sugeria, se me permitem, com modéstia, à Sr. Merkel taxar os rebuçados…para pagar a conta.

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One thought on “Berlim sem Bolas

  1. Inteiramente de acordo. Medida proposta à boleia da necessidade de acautelar a saúde (cola sempre bem). Esqueceram-se (há muito) de fiscalizar e taxar as porcarias caras que se vendem em supermercados, especialmente quando importadas. Haveria mais saúde – no corpo e na carteira.

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