CGD

Uma parte do banco público faliu – ninguém sabe que «parte». Sabe-se que tem origem privada, não são empréstimos relacionados com prestação de serviços públicos. Tudo indica que o problema é de uma gravidade muito maior do que publicamente temos acesso. Mas, em vez de haver um plano centralizado de coordenação e salvação do acesso ao comércio de dinheiro e coordenação financeira (onde investir excedentes) há uma luta nacional e internacional pela quota de bancos privados e empresas que vão gerir a falência parcial (a Comissão representa uma parte destas empresas e quer as outras de fora; o Governo quis distribuir o bolo por todas, dando uma quota da CDG a cada uma das mais importantes, distribuindo os administradores – sociologicamente chama-se luta entre fracções de classe, em politiquez uns vão fazer cursos, outros não são aceites, outros não são bonitos). Imaginem que num hospital dois dos serviços vitais colapsam e que em vez de se identificar o problema começam-se a vender a retalho as máquinas e os médicos e enfermeiros de todos os outros serviços – é mais ou menos isto que está em curso na CGD. Quem vai vender que parte dos serviços é o debate actual. Onde e como vai acabar a Caixa – a concentração de investimento vital à sobrevivência da sociedade portuguesa moderna – é secundário, aliás, não está em debate. Acho, com sinceridade, que a maioria das pessoas não tem noção da bomba-relógio em formação. Se a ideia é fechar o país, «latino-americanizá-lo», num modelo colonial de dependência, sem recursos materiais e profissionais, ver os serviços decair, a qualidade do trabalho retroceder, os meios disponíveis decrescerem, o caminho é este.

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2 thoughts on “CGD

  1. “Se a ideia é fechar o país, «latino-americanizá-lo», num modelo colonial de dependência, sem recursos materiais e profissionais, ver os serviços decair, a qualidade do trabalho retroceder, os meios disponíveis decrescerem, o caminho é este.”

    BINGO!

    Ao contrário de quem nelas vota, as pessoas que nos governam não são estúpidas. E, se as medidas “contraproducentes” que tomam têm efeitos destruidores na Economia, é mesmo esse o objectivo.

    Todas estas medidas têm como objectivo último destruir propositadamente a Economia, para eliminar as pessoas que se considera estarem a mais, num mundo onde existe uma cada vez menor quantidade de recursos naturais – os quais já começaram a escassear.

    E, podem ouvir um conhecido investigador (ex-agente dos serviços secretos russos, autor de bestsellers internacionais e que já teve um livro seu censurado em Portugal) a denunciar parte disto mesmo num programa da televisão estatal italiana RAI 2, para o qual foi convidado:

    ht*ps://www.youtube.com/watch?v=Y3OfMqbXnz8

    (Uma explicação minha mais elaborada, aqui: ht*ps://web.archive.org/web/20150409135846/ht*p://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=24&t=10579)

  2. A quadrilha está instalada numa forma transversal. Temo que não hajam
    condições nem coragem política para acabar com este lamaçal.

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