IMI, e a saúde

Sabe-se hoje que 60% da nossa saúde, esperança de vida com saúde e mesmo esperança de vida está nos «determinantes sociais», o resto é genética, cuidados de saúde hospitalares, etc. Ou seja, 60% da saúde que temos e que não temos deve-se à alimentação, tipo de sono (horas, barulho ou não), longos tempos sacudido em transportes públicos ou exercícios físicos numa caminhada, emprego e desemprego, ansiedade/níveis de cortisol pela existência ameaçada ou não, amor e relações afectivas, etc. O IMI é um imposto que, a rigor, não devia existir porque casa própria é um bem de primeira necessidade – vital – e não de luxo. A ideia de aumentar drasticamente o IMI a quem tem sol, vive perto de escolas e bons transportes públicos é inaceitável. Continuamos a ter ao leme do país pessoas que desconhecem o funcionamento elementar das sociedades.

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2 thoughts on “IMI, e a saúde

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  2. Tanto quanto sei, a chamada taxação do sol é um critério que já constava na avaliação do IMI. Deste modo, a propaganda negativa em torno deste ponto é um exagero por parte de uma comunicação social ávida por encontrar pontos negativos no mandato deste governo, aquele que encontrou a mais funcional aliança das esquerdas por agora possível. Já tenho visto antes a Raquel Varela criticar este governo, mas creio que neste caso não está completamente certa. Creio mesmo que é uma falsa questão a relevância dada às diminutas alterações ao IMI, uma rasteira que nos querem aplicar os jornais e televisões ideologicamente comprometidos.
    É verdade que o direito à habitação compreende um bem de primeira necessidade que é a casa própria. É importante que nos lembre disso.
    Mas diante da afirmação crítica sobre a capacidade deste governo de compreender e gerir o país, põe-se a pergunta: que governo para o subsituir? Lembro-me sempre de um poeta brasileiro que certa vez cantou: “eu sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?”
    A partitura nem sempre é a melhor, mas quais são os acordes “perfeitos” para substituir as dissonâncias?
    Venho cá com frequência e acompanho-a na televisão. Obrigado pela partilha de cultura e de informação, que servem de rastilho a tantas reflexões. Com muita honra já a tenho citado no meu blog. Bem haja, Raquel Varela!

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