Fugir para onde?

Se um namoro corre mal devemos tentar mais 50 vezes até sermos felizes, em vez de concluir que todos os namoros correrão mal e o melhor é comprar um cão, que nunca discorda de nós. Se a barbárie se instala à nossa volta a única forma de a combater não é olhar o outro com mais desconfiança, mais medo, mais competição e agressão – é cooperando entre nós cada vez mais, juntando força social para isolar o terror. Isso não se faz com muros, prisões e bombas – já se viu que armas hoje pode ser tudo, o avião de passageiros que vira um míssil, o camião que vira uma bomba. Há um camião guiado por um terrorista ou um louco, ou ambos, não sei, mas há milhares de camionistas a circular que transportam alimentos, medicamentos, bens de consumo vitais. A organização colectiva das pessoas é a única forma de sairmos vivos do declínio histórico que estamos a viver e que faz o declínio do feudalismo parecer uma brincadeira de meninos. As políticas da UE e dos EUA internas e externas são uma bomba relógio. Mas a distopia é usar o excepcional e torná-lo na norma, usar a barbárie e concluir que nada podemos fazer a não ser fugir. Fugir para onde? e de quem?

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