Saúde: que consensos?

 

«Para a saúde dar lucro – esse território virgem de acumulação – tem que se padronizar os cuidados médicos, fazer uma cadeia fordista, fazer de um hospital uma fábrica – é para isso que servem as modernas técnicas de gestão; e tem que se criar um mercado – esse mercado em Portugal foi criado com a criação das listas de espera no sector público, que empurraram as pessoas para o privado, financiado pelo público»

«Sou a favor da separação do sector público do sector privado. Incluindo na formação. Um médico que estudou em universidades públicas deve trabalhar no público, ou devolver o investimento que foi feito nele. Temos porém que com urgência aumentar o salário dos prestadores de cuidados de saúde no sector público, os salários médios são baixos, são a promoção da imigração e desnatação do sector público»

«Estamos a caminhar para uma saúde que só vai tratar tendencialmente os trabalhadores produtivos, e deixar de tratar os que não são produtivos: doentes crónicos, reformados.»

«Estamos numa fase de declínio do capitalismo. Para produzir lucro, ao contrário do passado, há destruição da força de trabalho e da produção, e não mais produção»

A palestra sobre o estado da saúde em Portugal que fiz ontem a convite da FNAM, aqui, completa.

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