Sexo, bufos e os filhinhos da mamã

Circula na Internet um vídeo de um casal que faz sexo à luz do dia ao lado de uma criança de 10 anos, que assiste. A melhor série que vi nos últimos tempos foi a Candice Renoir, na RTP 2, uma impecável crónica de costumes da actualidade, em França, mas que podia ser aqui ou noutra qualquer sociedade ocidental. É um espelho do que somos hoje. Nem por acaso no episódio deste Sábado, a Candice, uma bela e irreverente inspectora da polícia, descobre que a filha e os colegas com 16 anos roubaram um exame e confronta-os, aos gritos de indignação. Alguns deles, com 16 anos, protegidos por um grupo de 20, insultam-na. A filha diz-lhe que a detesta e sai da casa da mãe, para casa do pai – o casal está separado. Um dos miúdos filma a cena dos berros e insultos, coloca na internet, ela é alvo de chacota e o procurador-chefe confronta-a dizendo que ela põe em causa a imagem da polícia. Portanto o grave não foi roubar o exame, copiar, insultar em grupo uma senhora, mais velha, desrespeitar a mãe, e filmar, numa invasão escandalosa da privacidade – tudo isto na minha infância chamava-se roubo, mentira, delação. O grave foi, imaginem!, que ela gritou com os pobres adolescentes, já se sabe, Oh a adolescência!, e isso colocou em causa a “imagem” da instituição. Já o procurador actuar assim é uma defesa da “imagem da instituição”.

Não sei se configura crime a cena de sexo e que tipo de crime, mau gosto, puro exibicionismo, simples estupidez e brutalidade sobre a criança, tenho a certeza que é. Mas sei que nada legitima que esse vídeo seja colocado na internet, mesmo que seja isso que o casal “estava mesmo a pedir”. Chamam-se as autoridades competentes, entrega-se a prova e o caso fica fechado em investigação. Os emails pessoais, os vídeos, as gravações estão protegidas. Abri-los, expô-los, filmá-los é exactamente o que se fazia na sede da polícia política, chama-se totalitarismo – violação de correspondência, imagem, privacidade. Não me venham dizer que o problema central se resume à cena degradante do sexo ao lado da criança – aliás, se a achavam degradante, como eu acho, podiam ter interrompido, aos berros, em vez de se colocarem de fora, caladinhos, a assistir, até ao fim, filmar, e depois, sob anonimato, colocar online.

A bufaria está instalada na nossa sociedade e é bom que quem tem ainda dois neurónios a funcionar e quer que fiquemos a viver neste país, comece a levantar processos em tribunal a esta gente que circula a nossa correspondência e a nossa voz e imagem, e que quando eles passem na rua sejam tratados como reles informadores, que é isso que são. Já agora, filho meu que assistisse em silêncio aos colegas a insultar-me, com ou sem razão, chegava a casa e ficava um mês de castigo. Se o pai o recebesse depois disso em casa, em fuga da sua cobardia, era porque eu tinha tido filhos do homem errado. O castigo podia ser ir já trabalhar porque estudar, ou seja, viver à custa dos outros, no caso os pais e quem paga a escola através de impostos, implica uma série de regras elementares, entre elas pedir desculpas quando se erra em vez de insultar, em grupo. Sobre insultar a própria mãe esperava-se que o pai pusesse a filha fora de casa e que o procurador-chefe passasse pela filha e disse-lhe assim “sabes, a tua mãe é uma grande profissional, preocupa-se convosco, cuida de ti, trabalha por ti, vocês roubaram, vai lá e pede-lhe desculpa”. Mas sobre os chefes que protegem os bufos…já sabemos quase tudo – as empresas estão transformadas nisto. Têm ganho com isso afastar os mais capazes, promovendo a mediocridade moral e laboral.

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62 thoughts on “Sexo, bufos e os filhinhos da mamã

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  2. Se a situação escandalosa não se tratasse de envolver uma criança num comportamento incorreto e a situações de cariz sexual inadequadas à sua idade e compreensão, subscreveria a comparação. Assim, é incomparável. Quanto ao energúmeno que filmou, espero que seja processado por não ter agido em defesa da criança, nem que fosse, chamando as autoridades.

  3. Excelente cronica. Aprecio imenso quem ainda consegue raciocinar e fazer ouvir a sua voz contrariando esta mania de politicamente correcto. Parabens

    • Que vergonha alguem ter o deslpante de usando muitas palavras e grande erudicao explicar o inexplicavel.Defesa dos animais sim.Defesa das criancas primeiro.Nao digo mais porque nao penso que resolve-Se nada.Mas que estamos no mau caminho disso ninguem duvide.

  4. A crónica está excelente e quanto ao problema proponho que se crie uma comissão parlamentar e tudo será exclarecido e extraida certidão para o processo apito dourado.

  5. Nem se chega a perceber muito bem qual será na óptica da Raquel Varela o cerne do problema, nem tudo é comparável aos métodos de actuação da PIDE, que parece ser a única coisa que a preocupa. Depois começa a fazer uma leve introdução à genética paterna, crendo talvez que se tivesse um filho “bufo” ou com outros certos defeitos só podia sair ao pai. Enfim, quando ela – ou alguém da mesma “esquerda” – conseguir escrever ou dizer alguma coisa coerente acordem-me, que vou entrar em hibernação até isso acontecer. Prevejo que seja por uns largos anos…

    • A genética não é a única explicação para a “bufaria” (nem mesmo a paterna…). Um pai que recebe a filha em casa e não apoia a chamada de atenção feita pela mãe no caso descrito é 99% de caminho andado para uma “bufa” de primeira categoria. Boa (e longa) hibernação!

    • não me parece que a cronista tenha trazido a PIDE, nem o esquerdismo, nem a genética paterna ao assunto. com o que ela se insurge (e eu também) é com o intolerável preconceito e preguiça do “politicamente correto” que avassala a nossa sociedade.
      O que se passou à frente da filha de 6/10 anos é crime, mas igualmente é crime a violação da privacidade e a publicação sub-reptícia de imagens intimas sem autorização.

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  7. Também vi a filmagem e como tantos outros…..vi até ao fim. Fiquei indignado e revoltado não só com a situação bizarra e degradante, mas por o suposto realizador do video não ter reagido de outra forma que não fosse filmar. Podia ter utilizado o telemóvel para chamar uma autoridade….por exemplo.

  8. Parabéns pelo texto ou talvez não, fiquei a pensar se eu serei um dos que tem somente dois neurónios. Só assim é que se compreendo que no final não tenha percebido nada do que estava escrito; Uma aqui, uma ali, e das varias dissertações sobre os vários assuntos não entendi qual era na verdade a opinião sobre aquela cena de sexo, aliás era mais; -um acho que sim/acho que não-. Chamemos os bois pelos nomes. foi uma cena de sexo, nada discreta, junto a uma criança que faz tudo para fingir que não vê. Punido por lei, Não há bufos por ali. Há alguém que não interveio em defesa da criança e que preferiu fazer um filme, Errado? talvez! mas nada parecido com -fechar os olhos- e deixar acontecer é um crime o que ali se passou e adivinham-se maus tratos a uma criança que só podem levar a um comportamento marginal no futuro.

  9. Completamente de acordo com cada vírgula e cada palavra…. é realmente preocupante a realidade da nossa sociedade.

  10. Muito bem? Só se vê o que se quer ver… se o maior infrator, segundo a cronista, é o miúdo que filmou… vulgarmente chamado de 《bufo》… mas que ainda assim alertou as autoridades, a comunicação social e muito mais… até lhe proporcionou um artigo! O que dizer da quantidade de pessoas de diferentes faixas etárias que por ali passaram e viraram a cara para o lado… falar escondido por um ecrã é fácil, já agir no terreno… haja coerência!

  11. Cara Raquel, caso para dizer: bufo destes há pouco…s, mas foi graças ao “bufo”, qual David Atenborough, que se visualizou a reprodução das morsas na primavera (para além dos muitos outros animais humanos que presenciaram “in vivo”). Valha-nos pelo menos o facto do “morso” gordo não ter eliminado a cria de uma anterior gestação da morsa. Aplaudo o bufo porque quem não quer ser bufado não se deve meter a jeito de o ser. Este caso não se trata de usurpação e divulgação pública de vídeos privados mas sim de doentia exposição pública por parte dos animais, quero dizer, morsas…

  12. Para não dizer que a exposição do vídeo na internet causa muitos mais problemas a criança do que ter simplesmente chamado às autoridades. Um vídeo destes nunca vai desaparecer da NET. Alguém o copiou. Irá ser reproduzido milhentas vezes. Acabara em sites de pornografia e pedofilia. Quem pôs este vídeo na NET devia ser preso.

  13. Parabens Raquel Varela. Excelente crónica. Obviamente vão chover críticas positivas e outras tantas negativas mas a sua visão dos comportamentos sociais tem toda a legitimidade e é este tipo de crítica à sociedade que se espera duma cidadã com a sua visibilidade social e nos media.

  14. Os pelo menos dois focos centrais da crónica parecem-me ser importantes. Já a análise, parece-me uma misturada confusa de perguntas e de meios-argumentos que saltam para conclusões bastante estranhas…

  15. Cara Raquel , tem de aprender a viver no séc XXI, o tempo das agressões mudas está finalmente a desaparecer , todos os infractores devem ser punidos , e depois de visualizar o vídeo nem por um instante pensei no rapaz que fez a filmagem. Pelos vistos o incomodo fulcral da Raquel são os chibos bufos e afins , texto com elevado rendilhar vocábulo de conteúdo pobre de espírito !

    • Tenho a mesma opinião e acredito que a Sra. . Raquel Varela se excedeu na terceira parte do seu texto. Por favor.. leiam duas vezes e entendam (ou tentem) entender o que está escrito. Para mim PONTO.

  16. Mas afinal porque acham que quem filmou aquela cena animalesca, (sim, só os animais têm esta atitude em público)é um bufo? Se não fosse o “bufo “isto nem se sabia porque todos os outros que passaram e viram, preferiram voltar a cara e fingir que não viram nada, isto sim é mal feito é covardia em não ter coragem de intervir e tirarem a criança daquele “filme”. Estão preocupados com a imagem e a privacidade, mas esquecem – se que em público todos devemos ter atitudes que não firam a sensibilidade de cada um e muito menos exponham crianças. As autoridade foram avisadas e agiram como seria normal. Agora que não deixem de haver “bufos”para casos como este se repitam cada vez menos. Se a criança que estava ao lado daquele acto vergonhoso fosse a filha da cronista e não houvesse outro meio de provar? Essa cronista ainda estaria contra aquilo que ela chama de”bufos”? Depois a sra. faz muitas comparações sem comparação e mistura-se toda. Não gostei da crónica. E agora pergunto “e se fosse consigo?

    • Se voltar a ler o texto, apesar de ser um bocado disperso, dá pra ver que a autora está a criticar não é a denúncia, mas o colocar do vídeo na internet em vez de fazer denúncia às autoridades.
      Passo a citar:
      “Mas sei que nada legitima que esse vídeo seja colocado na internet, mesmo que seja isso que o casal “estava mesmo a pedir”. Chamam-se as autoridades competentes, entrega-se a prova e o caso fica fechado em investigação.”
      Não é por chamar a atenção ao facto de que este vídeo não deveria ter sido posto na net que a gravidade da situação filmada é diminuída, nem me parece ser esse o intuito da autora.

  17. A Raquel é contra a bufaria! Ok quer dizer que é contra a inquisição que ainda exerce os seus efeitos nos cérebros dos tugas! Pensei que a Raquel ia falar da pobreza, que leva muita gente a não ter casa mas apenas a ter um quarto, ou uma casa com um quarto! E então a floresta torna-se opção! Mas é a pobreza que leva as mulheres pobres a ficarem sucessivamente sem os seus filhos, para a SS os entregar a Instituições que ganham 750 euros por cabeça! …

  18. Acho que a comparação não é adequada, uma vez que a criança do vídeo não roubou nem fez nada de mal. Tambem considero que privacidade não será uma preocupação para asenhora, visto estar num lugar público. Considero que terá de repensar a forma como escreve, pois a comparação que fez é absurda. Na sua perspectiva compara uma adolescente que roubou, a uma mae que tem uma discussao e é filmada, a uma mãe que tem atividades sexuais em local publico ao lado da fila menor. Neste caso chefe da policia diria, tenham paciencia senhores n filmem, wue a senhora esta a colaborar com a politica de natalidade e filhinha vira a cara po outro lado!

  19. Portugal é um país cheio de mentiras e fantasias , o problema agora é que qualquer cidadão agora dispõe de tecnologia com video e pode filmar , gravar , etc , etc por um lado ainda bem porque muitos casos/noticias que chegam á comunicação social / internet caso não fossem filmados não teriam existido na versão dos criminosos aliás alguns até pediriam ser indeminizados por tamanha mentira . Gravar e filmar já lixou muita gente mas também já absolveu outras . Ainda bem que se filma porque se não se filma alguns casos somos tratados por mentirosos e difamadores . Os bufos sempre vão existir para o bem e para o mal .

  20. Você é uma perfeita idiota… O que está aqui em causa é a presença da FILHA enquanto o casal faz sexo em público. Se não fosse o vídeo o casal iria continuar com este tipo de atitudes que a serem estas em público poderiam evoluir (ou evoluíram) para pior em privado… A partir do momento em que estão em publico perdem o direito de reserva à sua imagem e se não fosse a “bufaria” esta criança continuaria a ser molestada impunemente, alias se não fossem os e as idiotas uteis do politicamente correcto, nao teriam morrido 50 em Orlando e o casal em França… O que fez a policia actuar foi o facto do video ser publico, se nao iriam dizer q o video nao faz prova e que poderia ser montagem ou afim… Alias presumo que quem filmou e publicou o video (mesmo q apenas para ter os seus 5 min fama) nao foi quem fez a queixa as autoridades.

  21. Protagonistas em todas as facetas, todos gostam de certeza de mostrar superioridade , e até parecem isimios de qualquer defeito, quem achar que não pertence a este mundo desta forma, que atire a primeira pedra . O cilencio também tem razão.

  22. Voltámos à Inquisição ou quê? Preso devia ser o púdico badalhoco q filmou isto e publicou ( usando linguagem abaixo d cão). A criança nem faz ideia do q possa ter acontecido (se é q aconteceu, pois ninguém vê nenhum acto sexual explicito). O mal está na mente de quem vê e julga; é só virgens puritanas. Lembrem-se: “Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra”. Afinal, ainda estamos pior q os muçulmanos… E vai a PJ investigar; investigar o quê?.. Devia investigar pais q expõem filhos a novelas e reality shows com cenas e linguagem inadequada, e aí não oiço ninguém falar (nessa frase batida) do ” Superior Interesse da Criança”.

  23. Que grande confusão vai na cabeça desinformada desta pobre senhora… que escreve com tanta certeza do que não sabe.

  24. é incrível como há tanta gente que não sabe ler… eu deixo uma pista:
    …”Mas sei que nada legitima que esse vídeo seja colocado na INTERNET, mesmo que seja isso que o casal “estava mesmo a pedir”. Chamam-se as autoridades competentes, entrega-se a prova e o caso fica fechado em investigação.”…

  25. “Mas sobre os chefes que protegem os bufos…já sabemos quase tudo – as empresas estão transformadas nisto. Têm ganho com isso afastar os mais capazes, promovendo a mediocridade moral e laboral.”

  26. Não vi o vídeo, não quero ver, e por alguma razão indigna-me o facto das imagens terem atravessados os meios de comunicação sem nenhum filtro que pudesse contê-las. O mundo de liberdade que sonhamos, torna-se o pesadelo que vivemos.
    O teórico diz que “a imagem vale mais que mil palavras”, neste caso invertemos este conceito, pois, estamos a exprimir de forma virulenta as causas e os efeitos, os dogmas, as estruturas sociais e os valores morais de uma sociedade cada vez mais permissiva e autoral.

  27. Vejam lá bem a seriedade da crónica desta senhora que diz que a criança tem 10 anos, quando a menina tem na realidade 6 anos. Confundir e trazer à coação aspectos jurídicos com aspectos morais é só por si uma baixeza de espírito e um vazio de intelectualidade.

  28. Completamente de acordo com todo o artigo …. é realmente triste e preocupante a realidade da nossa sociedade.

    • a conclusão portanto é que ninguém deve fazer nem dizer nada a respeito destas m….as, e até talvez talvez eleger este tipo de comportamentos como normal, vamos todos passar a fornicar onde e quando nos apetecer…

      • A conclusão tira a tu! Se não entendeste, não sou eu que to vou explicar…!
        Mas aconselho que voltes a ler o texto, e desta vez com muita atenção!!!

      • não preciso ler de novo para perceber a tendencia do comentário, com o qual concordas plenamente…nem vou perder mais tempo com isso…é desperdício.

  29. Uma mulher faz sexo com um homem, colada a ela a filha de 7/8 anos, tudo em pleno recinto público, num festival. A grande preocupação de alguns pensadores e comentadores, pagos para pensar e comentar e investigar entenda-se, (estou a pensar na Raquel Varela e num artigo completamente idiota que escreveu sobre o assunto cujo sugestivo título é “Sexo, bufos e os filhinhos da mamã”) é guinchar contra o registo vídeo da situação, pelo direito à privacidade e pintar um cenário pidesco. Não acho normal, aliás acho mesmo um bocadinho a pender para o patológico-histérico.

    • faço minhas as suas palavras, textualmente, esta Raquel Varela, como aliás muita gente que a apoia, têm a mentalidade completamente distorcida e uma noção completamente errada dos valores importantes a preservar…mas fazer o que?….melhor mesmo é ignorar…

      • Há algo que me parece que lhe está a falhar. Ela não está a defender o acto dos pais de maneira nenhuma. Está a condenar a pessoa que ficou a filmá-los em silêncio durante algum tempo, depois divulgou o vídeo na internet, em vez de falar com autoridades competentes.
        Não acha que o direito à privacidade e não ser julgado em praça pública são valores importantes a preservar? Sabe que tipo de sociedades é que não respeitam esses direitos? Pense bem.

  30. Dá-me a sensação que quem filmou nunca teve a intenção de denunciar o ato como violação sexual a menor, como configura a lei para este tipo de crime. Estou convencido que o “realizador” do filme apenas se preocupou na captação do ato em e em mostrá-lo à sociedade via youtube, como uma graçola ou algo que nos divirta. Por isso não chamou a autoridade nem denunciou o delito. Expetante com a oportunidade que se lhe afigurou ainda fez comentários no estilo “ela está a rir para a câmera”. Mas valeu, isso é verdade, a sua “desopinião” para provocar o caso que hoje todos de formas diferentes comentamos. Por outro lado quer-me parecer que para aquele casal a cena é tão banal como ir comprar leite ao supermercado. Pelo à vontade demonstrado e, sobretudo pelo fato da criança estar sentado ao lado da cena parece que seria já habitual existirem exposições idênticas que não indignavam a mãe e seu companheiro, nem chocavam a criança. E um hábito é… um hábito. Logo penso que o termo “bufaria” aqui não se aplica uma vez que o bufo é um denunciante perigoso o que, neste caso, não se configura pelo facto do “realizador” não ter outra pretensão que não fosse provocar-nos apenas geral admiração e muito possivelmente gargalhada. Mal vai a nossa sociedade quando os humanos imitam os animais naquilo que são as suas “inconsciências”. A repensar!…

  31. Sim, Raquel. As empresas ganham com afastar os mais capazes. Afinal quem produz o trabalho mais lucrativo para as empresas são, exatamente, os menos capazes, ou os que não trabalham de todo. Isto poderia ser sobre qualquer outro tema, a sua conclusão é independente do assunto em causa, servindo sempre como um pretexto para a repetição dos seus chavões políticos. Você tem cabeça, use-a. Livre-se dos seus complexos e preconceitos e viva uma vida mais feliz. Desejo-lhe o melhor!

  32. Parabéns pelos paralelismos que fez. Gostei e revejo-me na sua opinião. Há demasiados valores que se estamos a deixar desaparecer com a desculpa que se mudam os tempos mudam-se as vontades.

  33. Queria dar-lhe os meus SINCEROS PARABÉNS pelo artigo e sua oportunidade … subscrevo a 100 %. Por vezes ao ler as “noticias” e alguns “artigos de opinião” que se espraiam por este mundo da comunicação, seja ela pessoal, institucional ou outra qualquer classificação, fico com a sensação de que não pertenço a este Mundo … estou errado, completamente errado …
    Não percebo, nem sei qual o caminho que esta sociedade deste Mundo Global pretende trilhar, mas o que sei é que não quero ir por aí … não vou por aí … (como diz o poeta) …
    Obrigado por esta contribuição …

  34. Pergunta: De todos os críticos, quem foi o moralista que não viu o vídeo até ao fim??
    Resposta: A autora conseguiu exatamente o que quis: promoveu a discussão, acordou as hostes, os falsos moralistas, os “pidescos” e até pretensos juristas, os “Home movie film makers” e “treinadeiros” de banca. Entreti-me mais a ler os comentários puristas e crucificadores do com o artigo de opinião…
    Thumbs up, Raquel Varela

    • Eu nem sequer vi o filme, não tem interesse, mas tenho-me divertido imenso a ver os comentários prós e contras. Já agora sou do contra e acho que esta tia Raquel Varela tem uma mentalidade distorcida e deve ser melhor noutro tipo de assuntos… … …

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