O Trabalho desapareceu dos jornais

Há 40 anos os jornais tinham uma secção Trabalho e Economia, depois desapareceu o Trabalho, apesar de ser dele que vivem a maioria dos portugueses, ficou a Economia. E agora a economia foi substituída pela secção Negócios. Os media estão tão desfasados da realidade que há 30 noticiários diários sobre as bolsas – sobe, desce, a quantos portugueses isso interessa? Quantos investem em bolsas? – e nenhum sobre o Trabalho. Achamos sempre que é só malandros: professores, médicos, enfermeiros, estivadores, maquinistas, juízes, advogados, outros, quando na verdade hoje a maioria dos portugueses não faz a mínima ideia de quais são as reais condições de trabalho e salário, pressão, rotinas, organização do trabalho, controlo, encargos familiares, distância do local de trabalho, riscos e desafios destes sectores porque isso não é informado. Já as acções da Jerónimo Martins ninguém perde pitada. No rádio, no taxi, no café há sempre um noticiário que nos diz como “está o ânimo dos mercados”, isto é, o valor da remuneração das acções de uma minoria de pessoas. De hora a hora sabemos da boa disposição ou azia dos banqueiros mas não fazemos ideia da real vida diária dos que nos transportam para o trabalho, dos que educam os nossos filhos, dos que cuidam da nossa saúde…

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2 thoughts on “O Trabalho desapareceu dos jornais

  1. Das vezes que fala de jornalismo disse tudo certo que concordo. É das poucas áreas que a Raquel não devia falar como se fosse formada em jornalismo. Repare você não analisa o trabalho de um médico a nível técnico mas quando se tratam de ciências sociais fala com posse.

    Existem muitos aspectos técnicos em jornalismo que a raquel naturalmente desconhece nem tem de entender assim como não tem de perceber como se opera uma pessoa para poder dar a sua opinião. Só tem de ter cuidado de não falar sobre temas técnicos com propriedade – não representam a sua área.

    Raquel quero falar consigo sobre a Uber e os Taxistas. Não tenho acompanhado os programas que a raquel aparece por falta de tempo mas tenho lido algumas coisas no seu face e aqui no blogue. Não vi nada sobre a Uber e os Taxistas. Raquel você tem aqui uma oportunidade de fazer história. O que está a acontecer com os taxistas é a troca de poderes bem à frente dos nossos olhos.

    É muito fácil gostar da Uber pois ela está no nosso bolso misturado nas nossas coisas. É rapido chamar um taxi graças a geolocalização. O taxista é visto como um tagarela, de taxi velho e preços caros. Temos sempre a impressão que nos enganou.

    Você está a assistir uma empresa que não tem nenhuma frota mas tem a maior frota do mundo. A Uber não tem qualquer interesse pelos seus “taxistas” pergunto-me que tipo de contratos têm com os seus trabalhadores. Precariedade.

    A Uber que é só um sistema informatico americano está a impor as suas regras, o seu modo de vida para o mundo. Eles vão ganhar esta guerra.

    Não sou de andar de taxi nem tenho interesse sobre o assunto de taxi o que me interessa é esta guerra que está a acontecer e que já foi prevista nos anos 80. Felizmente ganhei habitos de leitura e consigo ver além do que os média e o humor ignorante dos comediantes fazem sobre o assunto. É preciso pesquisar mais sobre o tema e fazer o contra peso.

    Deixo-lhe uma pergunta, se a uber não tem uma frota porquê que não vendeu, alugou a aplicação aos taxistas? As industrias como as conhecemos estão a cair e o que lá fica não é nada de melhor. Vi ontem pouco uma reportagem na TV onde a jornalista defendia o trabalho parcial (e noturno) com o argumento de que assim as familias tem mais tempo para estar uns com os outros. É este o jornalismo que temos. O marido em casa e a mulher à caça. Uma mulher que ganha 300 euros mensais. É este o jornalismo raquel. A minha geração (pelo menos eu) não vai consumir esse lixo tóxico.

  2. Desculpe esqueci-me dizer-lhe outra coisa… sobre maternidade… a jornalista quis vender o peixe indireto que são tivermos as minimas condições para ter uma criança que devemos ter só pela vontade de ter (é um pouco os lusiadas – o povo não ganhou nada só a ilusão de ter ganho). É um pouco o que disse a ex-ministra das finanças que não devemos esperar por melhores tempos. Eles não querem saber de criar medidas que potencializem a natalidade. Tentam vender teorias através dos media e de argumentos estupidos.

    Não são politicos, não são lideres, não são humanos. São parasitas sem opinião. Pessoas que ao minimo obstaculo vendem os poucos valores que têm… veja o irrevogável… nessa altura estava num regional e disse a eles que estava a fazer birra que queria tacho… no fim passaram-me para a secção de politica. Eu que nem escrever sei ahahah

    O bloco de esquerda e o PCP foram agarrados. Eles vão se manter até ao fim e vão cedendo e a velha torneira vai continuar a deitar liquidos. Porque eles têm tudo o que queriam e sabem bem que se sairem ficam mal vistos e o PSD abocanha de novo. A politica resulta raquel? Não sou a favor de monarquias nem ditaduras só gostava de entender que alternativas já foram pensadas. Veja se vem a leiria pá para eu ir ve-la…

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