A descapitalização da Segurança Social

O Orçamento de Estado para a Segurança Social tem inúmeros problemas, graves, não tenho tempo aqui de reflectir sobre todos. O mais grave deles é do lado do emprego – ao não criar empregos permanece a descapitalização da Segurança Social; o segundo igualmente sério são os subsídios da Segurança Social a empresas privadas com baixos salários, que aumentam neste governo face ao anterior; um dos temas é também o divulgado «aumento das pensões». Como demonstram os dados do Eugénio Rosa eles são de até 1 euro e meio por mês e 2 euros só para as pensões de até 600 euros – tudo o resto (tudo) permanece congelado.

«Portanto, o descongelamento nas restantes pensões da Segurança Social traduziu-se, em 2016, por um aumento das pensões que varia entre 98,5 cêntimos e 1,67€ por mês para 1.146.500 pensionistas com pensões entre os 246,36€ e 419,21€;
Uma subida nas pensões entre 1,67€ e 2,51€ por mês para os 217.408 reformados com pensões entre 419,22€ e 628,82€;
Para os restantes reformados, cujo numero ultrapassa atualmente os 278.000, o
aumento foi ZERO, situação esta que se verifica desde 2010. Na CGA, 150.000 tiveram aumentos de 0,4%, e 360.000 “aumentos” também de ZERO em 2016. É isto o que significa o descongelamento das pensões de que falam e, por isso, deveria haver mais contenção.» Eugénio Rosa

http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2015/9-2006-esquecidos-pensionistas.pdf

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