Automação e o fim do trabalho?

À medida que crescem as teses sobre o fim do trabalho cresce o número de trabalhadores. Paradoxos da ideologia sem base cientifica sólida. Em 15 anos a academia viu as teses do «fim do trabalho» terem um fim, mas, mal estas teses foram desprovidas de sentido pela realidade já uma nova estava em voga – a automação vai gerar milhões de desempregados. Vai? Duvidamos. Muito. A automação hoje tem muito mais a ver com a pressão sobre os salários, a quebra do que resta de sindicatos combativos e a precarização do que com a diminuição efectiva do número de trabalhadores. Tem também muito de transferência de capitais da periferia (trabalho) para o centro (países exportadores de maquinaria). A automação não só não é o fim do mundo para o trabalho como pode bem ser o «fim do mundo» para o capital – passo a expressão, dado que todos estes fins são mais de dimensão política do que económica – com o crescimento brutal do capital constante sobre o variável. Ou seja, o assassino suicida-se, a tecnologia engole as taxas de lucro. O tema é complexo, em breve espero deixar aqui um artigo mais longo sobre o assunto. Um excerto do nosso programa à sexta.

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