A origem de facto da dívida pública portuguesa

Auto-estradas sem carros, hospitais colossais em qualquer cidade sem médicos e enfermeiros, 75 teatros! sem actores e sem público, milhares de escolas impecáveis sem professores e qualidade científica. Cimento que dá taxas de retorno do capital a 12 e 18 meses e despedimento de trabalho que iria produzir e formar outros trabalhadores. É esta a noção de «economia» de quem tem governado o país. A assim chamada dívida pública é um gigantesco negócio assente na construção-corrupção-partidos que com isto compactuaram e lucros irreais das empresas e banca que colapsaram quando se chegou à parede óbvia que sempre surge na esquina – a dos limites da realidade económica. Construir um hospital tem taxas de retorno quase imediatas, em geral com desvios de até 400%. Na parque escolar por cada 100 gastos houve um desvio de 398 – vou insistir, 398!. Quem estava no Governo, nas autarquias que permitiu isto? E a pergunta de 1 milhão de dólares: onde é que hoje está o dinheiro? Não sabemos porque o Governo, incluindo o Governo actual, recusa-se a abrir os livros de contas do Estado e fazer uma auditoria à dívida pública portuguesa, mesmo que em nome dela tenhamos hoje 47% de pobres.

Formar alunos ou contratar profissionais de saúde tem uma taxa de retorno real exponencial de criação de riqueza que fica para sempre mas é ao fim de 30 anos que se começam a ver resultados. Não há desvios, é um caminho seguro de formação dos trabalhadores, de longe a maior riqueza que um país tem. Há e sempre houve alternativas.

Ainda ninguém até hoje contrariou os estudos que explicam a origem da dívida pública como um negócio privado, bem como a impossibilidade de responsabilizar os salários ou o Estado Social por esta. Os negócios das PPPs do juiz Carlos Manuel Moreno, os negócios das mais valias imobiliárias e da Banca do investigador Pedro Bingre do Amaral, o nossos colectivos sobre a sustentabilidade do Estado Social e da Segurança Social. Mantém-se no entanto, alheia à ciência, a política ideológica sem qualquer base real de que há uma dívida a «ser paga por todos» e em nome dela um défice a ser mantido. Ainda está por fazer uma auditoria à dívida para saber quem são os «mercados» que em cima do cimento lucram juros que na bárbara idade média eram considerados usura e pecado e agora são sinal de «recuperação económica».

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