Para que tudo fique na mesma

Ao não indexar o aumento das pensões mínimas ao aumento do salário mínimo – o que seria natural porque uns descontam para outros num regime de repartição, portanto os que ganham mais descontam mais para os que já estão reformados – o Governo em funções vai dando um sinal claro: cuidamos da força de trabalho produtiva e consideramos a já não produtiva, pós 60-65, como um fardo social. Por outro lado substitui direitos, isto é, aumento de pensões, por assistência social, necessariamente arbitrária, aumentando, ainda que pouco, o complemento solidário para idosos. Mantém-se a proposta defendida nos trabalhos teóricos de Centeno, e de outros destacados quadros socialistas dos estudos da Segurança Social, de substituição do Estado Social – de todos, para todos – pela Assistência Social – para os pobres, ou seja, os desempregados, baixos salários (que assim mantêm a pressão sobre todos os salários e pensões) e reformados.

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