“Primeiro Fazem-se Plenários e Depois é que se Cumprem as Ordens” Crise Político-Militar na Revolução dos Cravos

Portugal viveu no VI Governo Provisório, durante o período da
revolução dos cravos, uma crise político-militar, cujo epicentro foi a ampliação da duplicidade de poderes dentro dos quartéis, depois da estrutura que tinha dado o golpe contra a ditadura, a 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, se ter desmoronado perante a radicalização da situação social. Neste artigo, centramo-nos na análise da relação entre os militares, o Estado, o Governo e as mobilizações sociais, no período devigência do IV Governo, entre o final de Agosto de 1975 e 25 de Novembro de 1975, a data do golpe contrarevolucionário que inicia a estabilização do regime democrático liberal em Portugal. Analisaremos como esta duplicidade se desenvolve e cresce e como ela vai ser controlada pelo Estado, por um lado, e pelo Partido Comunista e a central sindical, CGTP, por outro. A partir desta análise defenderemos que a
crise revolucionária só se iniciou em Portugal no final de Agosto de 1975 e não, com a maioria das investigações defende, em Maio do mesmo ano.
Artigo acesso livre aqui001_primeiro_fazem_se_plenarios
1507-1
Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s